Ibovespa flerta com os 130 mil pontos em dia de agenda fraca e mercado engajado no Trump trade
O Ibovespa continua protagonizando sua melhor sequência positiva desde a passagem de 2017 para 2018 e já acumula alta de 4,4% em julho
O Ibovespa voltou a flertar com a marca de 130 mil pontos. Depois de amargar um primeiro semestre de perdas, a bolsa brasileira começou a se recuperar em meados do mês passado. A situação melhorou na chegada de julho.
Ontem, o Ibovespa subiu 0,33%, emplacando a 11ª alta consecutiva. Trata-se da melhor sequência da bolsa desde a virada de 2017 para 2018. De grão em grão, o índice entra na segunda quinzena de julho com alta acumulada de 4,4% no que vai do mês.
Como a agenda desta terça-feira não é das mais movimentadas, o que deve continuar mexendo com os mercados é o chamado Trump trade.
O movimento se deve à percepção de que o atentado contra Donald Trump aumenta as chances de vitória do candidato republicano nas eleições de novembro nos Estados Unidos.
O Trump trade se caracteriza pela maior inclinação da curva de juros, pelo fortalecimento do dólar contra moedas emergentes, pela alta nas criptomoedas e pela valorização das bolsas norte-americanas.
O Matheus Spiess explica essa dinâmica em mais detalhes na coluna de hoje.
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De qualquer modo, apesar dos riscos fiscais envolvidos, a perspectiva de vitória de Trump não mexeu com as apostas de queda de juros nos Estados Unidos no decorrer do segundo semestre.
A percepção de que um alívio monetário vem aí foi reforçada por comentários do presidente do Fed, Jerome Powell, de que os dados do segundo trimestre aumentam a confiança na queda — embora lenta — da inflação.
E é a expectativa de que os juros caiam nos EUA que mantém o apetite por risco por aqui.
Para além do Trump trade e do Fed, os investidores estarão atentos hoje às vendas no varejo nos EUA, a comentários públicos de Gabriel Galípolo (diretor de política monetária do Banco Central e favorito para suceder Roberto Campos Neto à frente da autarquia) e à expectativa em relação ao relatório de produção e vendas da Vale, previsto para depois do fechamento.
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