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O Seu Dinheiro inicia hoje a série sobre onde investir no segundo semestre com as projeções do CEO da Bradesco Asset, Bruno Funchal, para o período
O primeiro semestre de 2024 foi frustrante para os investidores em bolsa. O ano começou com projeções de Ibovespa aos 145 mil pontos e dólar a R$ 4,80 na passagem para 2025.
Hoje o segundo semestre começa com a bolsa brasileira em queda acumulada de 7,66% no ano, abaixo de 124 mil pontos, e o dólar em alta, flertando com os R$ 5,60.
Nos mercados internacionais, o tom é levemente positivo nesta segunda-feira.
O destaque fica por conta da bolsa de Paris, onde a alta é mais forte depois de a extrema-direita não ter conseguido formar uma maioria tão clara quanto se imaginava ao término do primeiro turno das eleições antecipadas para o Parlamento francês.
Mas ainda há muita água para rolar por baixo da ponte do cenário geopolítico nos próximos meses. A começar pelas eleições presidenciais nos Estados Unidos, onde aumenta a pressão para que o presidente Joe Biden desista da candidatura à reeleição.
Por aqui, a agenda local da primeira semana do semestre é fraca.
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Isso tende a deixar o mercado nacional à mercê do calendário de indicadores e eventos dos EUA, que conta com ata do Fed, discurso de Jerome Powell e a pausa para o feriado de 4 de julho antes dos dados mensais sobre o mercado de trabalho.
Pensando em um prazo mais longo, porém, o Seu Dinheiro inaugura nesta segunda-feira a série sobre onde investir no segundo semestre de 2024.
Nos primeiros seis meses do ano, a manutenção de juros altos por mais tempo do que se esperava nos EUA impediu o Copom de continuar cortando os juros e lançou luz sobre os riscos fiscais e a trajetória da dívida brasileira.
Essa situação pesou sobre os ativos locais e frustrou as expectativas de curto prazo dos investidores. Mas, se tanta coisa mudou em apenas seis meses, por que elas não poderiam mudar novamente até a virada para 2025? Bem, não é tão simples assim.
Na tentativa de esmiuçar o cenário macroeconômico para os próximos meses, a repórter Camille Lima entrevistou o CEO da Bradesco Asset, Bruno Funchal.
Mesmo com todo o barulho ao redor, o gestor vê espaço para a recuperação da bolsa e o recuo do dólar no segundo semestre de 2024 — embora não na medida imaginada no início do ano.
Essa dinâmica está condicionada principalmente a um corte de juros pelo Fed. O problema é que ainda não há certeza em relação a quando isso vai acontecer.
E fique de olho! Para além do cenário macroeconômico, a série sobre onde investir no segundo semestre trará nos próximos dias projeções específicas para a bolsa, a renda fixa, as criptomoedas, os fundos imobiliários, o dólar e os investimentos no exterior.
EXCLUSIVO
Dívida de empresas de capital aberto bate recorde em 2024. O que esperar delas daqui para a frente? As maiores companhias de capital aberto do planeta acumularam o recorde de US$ 8,18 trilhões em empréstimos em 2023/24, segundo levantamento da gestora Janus Henderson.
BALANÇO DO SEMESTRE
Bitcoin, ouro e dólar são os melhores investimentos do 1⁰ semestre. Com volatilidade nos juros futuros e na bolsa, a primeira metade de 2024 foi de quem apostou nas proteções.
AGENDA ECONÔMICA
Feriado e payroll nos Estados Unidos são destaques da semana, com local de olho na balança comercial. Além disso, os investidores permanecem atentos aos números dos índices de gerentes de compras (PMIs) das principais economias do planeta.
ANOTE NA AGENDA
Privatização da Sabesp: o período de reserva das ações começa hoje; veja o cronograma. Interessados terão até 15 de julho para reservar ações da oferta; preço será fixado em 18 de julho.
POTENCIAL NA BOLSA
6 ações para comprar: BB Investimentos inicia cobertura de Nubank, Raízen e faz mais 4 indicações de compra. Analistas do BB-BI destacam também Cury, Rumo, Eletrobras e Vamos, esta última com potencial de alta de 110% até o fim de 2025.
Boa segunda-feira e uma excelente semana para você!
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
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