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Principal acionista do Pão de Açúcar, com 41% do capital, o grupo francês não manifestou a intenção de colocar dinheiro novo na oferta de ações, que pode chegar a R$ 1 bilhão
O Pão de Açúcar (PCAR3) decidiu levar adiante os planos de lançar uma oferta de ações para diminuir o nível de endividamento. A empresa pretende captar até R$ 1 bilhão com a emissão dos novos papéis, caso haja a venda dos lotes extras.
De quebra, a operação pode tirar o controle da rede de supermercados do Casino. Principal acionista da rede, com 41% do capital, o grupo francês não manifestou a intenção de colocar dinheiro novo na operação.
Desse modo, a oferta de ações pode diluir a participação do Casino no Pão de Açúcar para até 21%. Ou seja, o grupo francês pode filer à l’anglaise (sair de fininho) da rede brasileira.
Lembrando que o Casino já manifestou o interesse de se desfazer da participação no Pão de Açúcar e está em processo de reestruturação na França.
O Pão de Açúcar pretende emitir inicialmente 140 milhões de novas ações ordinárias (PCAR3), o equivalente a R$ 504 milhões, com base nas cotações de fechamento de ontem na B3 (R$ 3,60).
No entanto, a depender da demanda do mercado, a companhia pode emitir outras 140 milhões de ações adicionais. Assim, o valor total da oferta pode chegar a R$ 1,008 bilhão.
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Os atuais acionistas têm prioridade para comprar os papéis, e quem não aderir à operação pode sofrer uma diluição de pouco mais de 50% na participação.
O Pão de Açúcar pretende usar o dinheiro para reduzir a alavancagem financeira, com o pré-pagamento de contratos financeiros com instituições financeiras.
A rede pretende inclusive usar o dinheiro para pagar compromissos com bancos que coordenam a oferta de ações, cujas dívidas representam mais de 20% (vinte por cento) do valor total da Oferta
O Pão de Açúcar não detalha quais dos bancos são credores da companhia, mas a oferta é coordenada por Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI, J.P. Morgan e Santander.
A definição do preço por ação na oferta está prevista para 13 de março.
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