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Até novembro o Verde estava atrás do indicador de referência, mas no mês passado o fundo de Luis Stuhlberger brilhou com uma rentabilidade de 3,32%.

A arrancada da bolsa e dos ativos de risco em novembro e dezembro salvou o ano do lendário fundo Verde. Com um retorno de 14,53%, o fundo da gestora de Luis Stuhlberger conseguiu superar a alta de 13,05% do CDI na reta final de 2023.
Até novembro o Verde estava atrás do indicador de referência, mas no mês passado o fundo brilhou com uma rentabilidade de 3,32%. Desde o início, em 1997, o fundo entregou retorno de 24.452% aos cotistas, contra 2.982% do CDI.
O fundo Verde teve ganhos em boa parte das posições, com destaque para a bolsa brasileira, juro real, crédito, juros nos EUA e moedas, de acordo com a carta mensal da gestora.
"O mês de dezembro estendeu os movimentos de novembro nos mercados, com queda de juros e aumento do apetite por risco formando uma combinação poderosa", escreveram os gestores.
O Verde destaca a queda dos juros dos títulos norte-americanos como a principal causa para a recuperação dos mercados.
Enquanto isso, aqui no Brasil a equipe de Stuhlberger entende que o ruído sobre questões fiscais continua (e continuará). Mas destacou como "notável" a aprovação da reforma tributária no Congresso, "embora o Diabo more nos detalhes das leis complementares que vêm por aí".
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O fundo Verde aproveitou o rali dos mercados no fim do ano para reduzir marginalmente a exposição na bolsa brasileira. Enquanto isso, a posição em ações no exterior passou a ser comprada depois que alguns hedges (proteções) maturarem, de acordo com a carta aos investidores.
O Verde manteve a posição aplicada em juros reais, ou seja, com a aposta de queda nas taxas além do que o mercado já espera.
Ao mesmo tempo, o fundo também vê espaço para a queda dos juros reais nos Estados Unidos. Por outro lado, a gestora tem uma aposta contrária nas taxas japonesas de curto prazo.
O Verde ainda mantém uma pequena alocação em petróleo e exposição em crédito high yield (de maior risco e retorno) local e global.
Em moedas, os gestores reduziram a posição na rúpia indiana e aumentaram posição no peso mexicano contra o euro e o yuan chinês.
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