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Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

BOLSA NA SEMANA

Casas Bahia (BHIA3) despenca quase 17%, enquanto BRF (BRFS3) “brilha” e lidera os ganhos — veja o que foi destaque na bolsa na semana

Ibovespa acumula queda de mais de 1% com agenda agitada no exterior com Powell; dólar sobe a R$ 4,98

Liliane de Lima
9 de março de 2024
15:12 - atualizado às 14:40
NÃO USAR ibovespa mercado CVC

A semana foi mais uma daquelas agitada no mercado financeiro, principalmente nos Estados Unidos. O Ibovespa acompanhou o desempenho dos índices de Wall Street — mas sem deixar de repercutir o cenário doméstico.

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Com a agenda mais escassa de dados econômicos, os balanços também foram destaques na bolsa brasileira.

Entre eles, os resultados do quarto trimestre de Petrobras (PETR4;PETR3), que foram acompanhados da má notícia de que a estatal não vai pagar dividendos extraordinários referentes ao período entre outubro e dezembro de 2024.

Os recursos ficaram na reserva de lucros — mas com a garantia de que não irão financiar investimentos da petroleira.

Contudo, não foi só Petrobras que trouxe cautela à bolsa brasileira. O quadro de incerteza com o cenário fiscal ganhou força com a notícia de que o governo quer discutir a revisão dos gastos públicos no Orçamento deste ano com o Congresso.

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Ibovespa na esteira do exterior

Lá fora, os Estados Unidos concentraram as atenções dos investidores. O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, prestou contas ao Congresso do país, como manda a lei semestralmente.

Leia Também

O chefe do Banco Central norte-americano afirmou que as taxas de juros "provavelmente" já atingiram o pico e que há espaço para corte ainda neste ano.

Na maior economia do mundo, o relatório do mercado de trabalho também reforçou as expectativas de afrouxamento monetário.

O payroll apontou a abertura de 275 mil postos de trabalho no mês passado, acima da expectativa, mas também trouxe a queda dos salários e o avanço da taxa de desemprego para 3,9%.

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Além disso, a aversão ao risco foi patrocinada, em parte, pela China. A segunda maior economia do mundo manteve a meta de crescimento de 5% em 2024 e anunciou a criação de títulos ultralongos, além de novas diretrizes.

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa de juros de referência de 4% ao ano na Zona do Euro, com sinalizações de que a flexibilização dos juros pode começar antes que a inflação atinja a meta de 2% ao ano.

Por fim, o Ibovespa acumulou queda de 1,63%, acumulado nos cinco pregões da semana, e encerrou aos 127.070,79 pontos.

Já o dólar comercial avançou 0,52% e fechou o última sessão a R$ 4,9811.

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Confira a seguir as maiores altas e quedas do Ibovespa entre 4 e 8 de março:

Sobe do Ibovespa

Na ponta positiva do Ibovespa, as ações da BRF (BRFS3) lideraram os ganhos sem notícias recentes sobre a companhia.

O "culpado" pela forte valorização foi o banco Barclays, que levou a recomendação para os recibos de ações, os ADRs (American Depositary Receipys) da empresa, negociados em Nova York.

Em destaque, IRB Re (IRBR3) avançam mais de 10% em uma única sessão, na segunda-feira (4), após revisão positiva do BTG Pactual. O banco elevou a recomendação de venda para compra e de preço-alvo.

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Cogna (COGN3) subiu depois de a XP atualizar as projeções para a companhia, que resultaram na elevação da recomendação de neutra para compra e o preço-alvo para R$ 4,20 — o que representa uma potencial valorização de 62,8% na comparação com o fechamento anterior. 

Confira as dez maiores altas da semana:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
BRFS3BRF ONR$ 16,7012,31%
IRBR3IRB Brasil ONR$ 42,8010,28%
NTCO3Natura ONR$ 17,585,78%
HAPV3Hapvida ONR$ 3,884,30%
YDUQ3Yduqs ONR$ 21,333,75%
EMBR3Embraer ONR$ 26,843,71%
ABEV3Ambev ONR$ 12,843,22%
TIMS3Tim ONR$ 18,952,93%
SUZB3Suzano ONR$ 59,152,89%
COGN3Cogna ONR$ 2,672,69%

Desce da bolsa

Na ponta negativa, Casas Bahia (BHIA3) liderou as perdas da semana.

Com a realização, a companhia zerou os ganhos da semana anteriorquando acumulou alta acima de 16% com o anúncio do acordo com instituições financeiras para renegociar os prazos de R$ 1,5 bilhão em dívidas.

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A Petrobras (PETR4;PETR3) despencou na última sexta-feira (8) e puxou o Ibovespa para o tom negativo.

O motivo: a estatal informou que não vai pagar dividendos extraordinários referentes ao período entre outubro e dezembro de 2024 e os recursos ficaram na reserva de lucros — com a garantia de que não irão financiar investimentos.

Confira as maiores quedas da semana no Ibovespa:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
BHIA3Casas Bahia ONR$ 8,11-16,56%
GOLL4Gol PNR$ 2,21-13,33%
PETR3Petrobras ONR$ 36,98-10,26%
PETR4Petrobras PNR$ 36,12-10,10%
VBBR3VIBRA energia ONR$ 23,93-10,04%
PCAR3GPA ONR$ 3,52-9,28%
RECV3PetroReconcavo ONR$ 21,37-8,64%
BRKM5Braskem PNR$ 20,15-7,95%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 2,05-7,66%
EZTC3EZTEC ONR$ 16,15-7,40%
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