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O principal item da pauta é substituir a Quasar Asset, que atualmente cuida da gestão do FII em questão, pela VBI

Conhecida pelo ativismo, a Capitânia deu mais uma prova de que não abandonou a postura participativa nos fundos imobiliários no qual investe. A gestora solicitou a convocação de uma assembleia para discutir uma possível troca no comando do Quasar Agro (QAGR11).
O principal item da pauta é substituir a Quasar Asset, que atualmente cuida do ativo, pela VBI Real Estate, que tem quase R$ 8 bilhões sob gestão e 13 FIIs no portfólio — mas nenhum ainda com foco no setor agropecuário.
Vale relembrar que qualquer cotista ou grupo de investidores que detenham mais de 5% das cotas de um FII pode pedir a convocação de uma assembleia. Os fundos representados pela Capitânia somam 33,6% da base do Quasar Agro, que tem pouco mais de 21 mil cotistas.
Além da troca na gestão, a proposta inclui ainda uma alteração nas políticas de dividendos e de investimentos do fundo. A proposta é que o QAGR11 também possa adquirir imóveis sobre os quais tenham sido constituídos ônus reais antes do ingresso no patrimônio.
Ou seja, a gestora pede que o FII negocie ativos mesmo que eles já tenham tido obrigações que restringem o uso da propriedade, como a hipoteca ou a penhora de bens.
Além disso, a Capitânia propõe que seja possível constituir os mesmo ônus reais sobre os imóveis que já estão na carteira do fundo, respeitando a legislação e regulamentação aplicável.
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O BTG Pactual, que administra o Quasar Agro, avaliou as pautas recebidas da Capitânia e sua equipe jurídica concluiu que os itens um e dois — referentes à troca na gestão e à alteração na política de dividendos — são regulatórios e "operacionalmente viáveis".
Já sobre o item três, que prevê que o FII possa constituir ônus reais sobre os imóveis em seu patrimônio, o administrador diz que isso ainda não é viável pois essa possibilidade é uma novidade para o setor introduzida na Resolução 175 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A nova regulamentação de fundos ainda não entrou integralmente em vigor e teve o prazo de adoção prorrogado pela CVM na semana passada.
Ainda assim, o BTG informou que realizará a convocação de uma assembleia geral extraordinária para discutir os dois primeiros itens da pauta em até 30 dias.
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