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MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Dólar sobe 1% e fecha a R$ 5,20; Ibovespa recua pressionado por Vale (VALE3) e Wall Street

RESUMO DO DIA: Na véspera da pausa pelo ponto facultativo de Corpus Christi, os investidores anteciparam as movimentações do fim de maio, o que resultou em mais um dia de aversão ao risco.

O Ibovespa terminou o pregão com queda de 0,87%, aos 122.707 pontos. Já o dólar ganhou fôlego e avançou 1,06%, fechando o dia a R$ 5,2084.

Por aqui, a agenda foi recheada de dados econômicos. A taxa de desemprego caiu de 7,9% para 7,5% no trimestre encerrado em abril, abaixo das expectativas; o setor público teve superávit primário abaixo do esperado em abril.

Além disso, o mercado reagiu à taxação de 20% de compras de até US$ 50, aprovada ontem pela Câmara dos Deputados. A apreciação da proposta no Senado Federal foi adiado para a próxima semana.

Lá fora, a política monetária dos Estados Unidos seguiu como um motivo de preocupação e os investidores acompanharam a divulgação do Livro Bege.

Depois da pausa de Corpus Christi, as negociações na B3 serão retomadas na próxima sexta-feira (31).

Confira o que movimentou os mercados nesta quarta-feira (29): 

MAIORES ALTAS E QUEDAS DO IBOVESPA

Na ponta positiva, a LWSA (antiga Locaweb) driblou a alta dos juros futuros e fechou como a maior alta do Ibovespa.

Lojas Renner (LREN3) avançou em reação à aprovação da taxação de compras internacionais de até US$ 50 na Câmara dos Deputados.

Confira as maiores altas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
LWSA3LWSA ONR$ 4,273,39%
LREN3Lojas Renner ONR$ 13,361,21%
MRVE3MRV ONR$ 7,041,00%
IGTI11Iguatemi ONR$ 20,480,89%
RAIZ4Raízen ONR$ 2,870,70%

Na ponta negativa, Hypera (HYPE3) foi pressionada pela abertura da curva de juros futuros, que acompanhou o avanço dos Treasurys à medida que crescem as incertezas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos.

Confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quarta-feira (29):

CÓDIGONOMEULTVAR
HYPE3Hypera ONR$ 28,10-6,02%
YDUQ3Yduqs ONR$ 12,58-3,75%
AZUL4Azul PNR$ 9,28-3,63%
DXCO3Dexco ONR$ 7,09-3,41%
CVCB3CVC ONR$ 1,98-2,94%

FECHAMENTO DO IBOVESPA

O Ibovespa terminou o pregão com baixa de 0,87%, aos 122.707,28 pontos.

O principal índice da bolsa brasileira cai com pressão das ações da Vale (VALE3) e das bolsas de Nova York, além da liquidez limitada na véspera de feriado local.

O mercado local também repercutiu uma série de dados econômicos divulgados hoje.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), considerado a inflação do aluguel, avançou a 0,89% em maio, após alta de 0,31% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado veio acima do ganho de 0,84% esperado pelo mercado.

No ano, a inflação do aluguel acumula alta de 0,28%.

Outro dado importante divulgado hoje foi a taxa de desemprego, que caiu de 7,9% para 7,5% no trimestre encerrado em abril, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas de analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que projetavam a taxa de desemprego a 7,7%.

Por fim, o setor público teve superávit de R$ 6,688 bilhões, abaixo do piso da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 12,40 bilhões.

As negociações da B3 ficam suspensas nesta quinta-feira (30) por conta do feriado de Corpus Christi. Na sexta-feira (31), as operações serão retomadas.

FECHAMENTO DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York encerraram o pregão em tom negativo.

Na falta de indicadores econômicos, os investidores seguiram repercutindo declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) e o Livro Bege.

O Livro Bege apontou que a atividade econômica dos Estados Unidos continua em processo de expansão até o final de maio. O documento também indicou que o emprego aumentou levemente no período e que o crescimento dos salários estava moderado na maioria dos distritos.

A probabilidade de o Fed cortar os juros em setembro se manteve praticamente estável na casa dos 54%, segundo a ferramenta de monitoramento FedWatch, do CME Group.

Confira o fechamento dos índices de Nova York:

  • S&P 500: -0,74%, aos 5.266,95 pontos;
  • Dow Jones: -1,06%, aos 38.441,54 pontos;
  • Nasdaq: -0,58%, aos 16.920,58 pontos.

FECHAMENTO DO DÓLAR

O dólar fechou a R$ 5,2084, com alta de 1,06% no mercado à vista.

A moeda norte-americana ganhou força com incertezas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e em reação à divulgação de dados econômicos no Brasil.

FECHAMENTO DO PETRÓLEO

O petróleo encerrou as negociações em baixa, pressionados pelo forte avanço do dólar no mercado internacional. Há também a expectativa pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+), que acontecerá no próximo domingo (2).

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, com vencimento em agosto, fecharam com queda de 0,61%, a US$ 83,43 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos mais líquidos do petróleo WTI com vencimento em julho, que são referência apenas para o mercado norte-americano, caíram 0,75%, a US$ 79,23 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.

DÓLAR SOBE A R$ 5,21

A véspera do feriado poderia ser uma boa data para quem deseja aproveitar alguns dias no exterior. Mas quem deixou para comprar dólares na última hora, a cotação não é convidativa para viagens internacionais. 

Mais cedo, o dólar à vista atingiu máxima a R$ 5,2138, com alta de 1,16%. A moeda norte-americana terminou o dia a R$ 5,2084, com avanço de 1,06%. 

O indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, avançou 0,49%, aos 105.128 pontos.

O principal motivo para a alta da moeda norte-americana é a escalada dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasurys), ou seja, os juros projetados para a dívida do governo norte-americano. 

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CREDORES APROVAM PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA LIGHT (LIGT3)

O aniversário de um ano da recuperação judicial da Light (LIGT3) já passou, mas a companhia recebeu um "presente" atrasado nesta quarta-feira (29). O plano de recuperação judicial da empresa de energia elétrica foi aprovado há pouco.

Com o sinal verde, dado por credores que respondem por mais de 99% dos créditos da companhia, as ações LIGT3, que já avançavam desde a abertura, aceleraram os ganhos e fecharam em alta de 5,1%, a R$ 5,15.

Vale destacar que a Light já havia tentado votar o documento — que explica em detalhes como a empresa planeja pagar seus R$ 11 bilhões em dívidas — mas a assembleia foi adiada a pedido dos credores.

De lá para cá, a companhia intensificou as rodadas de negociações e conseguiu fechar acordos com boa parte dos detentores de dívidas.

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LIVRO BEGE

O Livro Bege apontou que a atividade econômica dos Estados Unidos continua o processo de expansão até o final de maio. O documento foi divulgado há pouco pelo Federal Reserve (Fed).

Entre os destaques, o Livro Bege também indicou que o emprego aumentou levemente no período e que o crescimento dos salários estava moderado na maioria dos distritos.

O documento é um retrato da economia norte-americana no momento da mais recente reunião do Fed, realizada no início de maio e que manteve os juros inalterados no intervalo de 5,25% a 5,50% ao ano.

COMO ANDAM OS MERCADOS

O Ibovespa opera em queda firme desde a abertura dos negócios, com pressão das ações da Vale (VALE3) e das bolsas de Nova York, além da liquidez limitada na véspera de feriado local.

O principal índice da bolsa brasileira cai 0,62%, aos 123.010 pontos.

Por aqui, os investidores repercutem a aprovação do taxação das compras internacionais de até US$ 50 na Câmara dos Deputados ontem (28). O Senado Federal, que ia apreciar a matéria hoje em plenário, adiou a deliberação da proposta.

Lá fora, as incertezas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos afastam o apetite ao risco dos investidores antes da divulgação do Livro Bege.

Com o avanço dos rendimentos dos Treasurys, o dólar ganha força e opera no nível de R$ 5,21.

Os juros futuros (DIs) também ampliam os ganhos em toda a curva.

AÇÕES DA LOJAS RENNER (LREN3) E CEA (CEAB3) SOBEM COM APROVAÇÃO DE TAXAÇÃO DE IMPORTAÇÃO DE ATÉ US$ 50

As “blusinhas” que estavam no carrinho da Shein ou da Shopee vão ficar mais caras, mas não é porque os preços das peças aumentaram. Depois de muito vai e vem do governo, a proposta de taxar as compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 255) foi aprovada na Câmara dos Deputados na noite da última terça-feira (28).

Em resumo, quem quiser comprar até US$ 50 no e-commerce estrangeiro terá que pagar um imposto cuja alíquota é de 20% sobre o valor do(s) produto(s). Para compras de até US$ 3 mil, o imposto será de 60%, com desconto de US$ 20 do tributo a pagar.

Se de um lado, o cinto aperta para os sites asiáticos como Shein e AliExpress, de outro, as varejistas brasileiras podem ser beneficiadas com a medida. 

Pelo menos, essa é a avaliação dos analistas de mercado, já que a taxação pode reduzir a competitividade dessas plataformas. 

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FECHAMENTO NA EUROPA

As bolsas europeias terminaram o pregão em queda pela segunda vez consecutiva com inflação na Alemanha maior que o esperado.

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) preliminar acelerou em maio, segundo dados divulgados pela Destatis, agência de estatística do país. O resultado de maio acelerou para 2,4%, frente a 2,2% em abril.

Além disso, na comparação mensal, o índice subiu 0,1% neste mês.

Confira o fechamento dos principais índices da Europa:

  • DAX (Frankfurt): -1,09%, aos 18.474,88 pontos;
  • FTSE 100 (Londres): -0,85%, aos 8.183,70 pontos;
  • CAC 40 (Paris): -1,52%, aos 7.935,03 pontos;
  • Stoxx 600: -1,06%, aos 513,57 pontos.
GIRO DO MERCADO

IBOVESPA (IBOV) a 120 MIL PONTOS? VEJA O QUE ESPERAR DO ÍNDICE

O Ibovespa (IBOV) abriu o pregão desta quarta-feira (29) em queda. O principal índice da Bolsa brasileira recuava 0,93%, a 122.611 pontos, por volta das 10h12.

No Giro do Mercado desta quarta-feira (29) a jornalista Giovana Leal recebe Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, para explicar como o cenário macroeconômico está afetado o índice brasileiro.

ACOMPANHE AO VIVO:

DÓLAR PRÓXIMO A R$ 5,20

Com a piora das bolsas de Nova York em meio à crescente incerteza sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos, o dólar vem se fortalecendo ante divisas globais.

O indicador DXY, que compara o dólar com uma cesta de seis moedas globais como euro e libra, sobe 0,17%, aos 104.791 pontos.

Ante o real, a moeda norte-americana sobe 0,88%, a R$ 5,1996.

EMPREGOS NO BRASIL

O Brasil criou 240.033 vagas de trabalho com carteira assinada em abril. Os dados foram divulgados há pouco pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

O resultado ficou acima das expectativas do mercado e foi o recorde para o mês.

No ano, o saldo de emprego formal é positivo em 958.425 vagas.

ABERTURA DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York operam em queda após a abertura. Os investidores operam mais avessos ao risco na expectativa pelo Livro Bege, que será divulgado hoje à tarde pelo Federal Reserve (Fed).

  • S&P 500: -0,79%, aos 5.264,10 pontos;
  • Dow Jones: -1,01%, aos 38.458,69 pontos;
  • Nasdaq? -0,68%, aos 16.903,59 pontos.
TELEFÔNICA (VIVT3) E DESKTOP (DESK3) CONFIRMAM NEGOCIAÇÕES PARA EVENTUAL FUSÃO

Os investidores têm acompanhando rumores de fusões de companhias em vários setores no decorrer das últimas semanas. Agora, a janela de geração de sinergias também surgiu em telecomunicações.

A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, confirmou que mantém conversas a respeito de potencial operação envolvendo a Desktop (DESK3).

A confirmação ocorre quase uma semana depois do início das especulações sobre o interesse da Telefônica na aquisição da operadora de banda larga.

Contudo, as duas empresas afirmaram que, até o momento, não há qualquer acordo sobre preço, estrutura ou quaisquer outras condições de uma operação. 

Leia mais.

ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa opera em queda de 0.70%, aos 122.912 pontos após a abertura.

ADRS DE VALE E PETROBRAS

Os recibos de ações (ADRs) das companhias brasileiras Vale e Petrobras operam em queda no pré-mercado de Nova York, acompanhando o desempenho dos índices.

Confira o desempenho dos ADRs:

  • Vale (VALE): -0,32%, a US$ 12,32;
  • Petrobras (PBR): -0,07%, a US$ 15,24.
MERCADO DE COMMODITIES

O mercado de commodities opera sem direção única.

O minério de ferro estendeu as perdas da sessão anterior e fechou em queda de 1,11%, a US$ 122,97 a tonelada em Dalian, na China.

De olho na escalada dos conflitos no Oriente Médio, os contratos mais líquidos do petróleo Brent operam em alta de 0,43%, a US$ 84,30 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

MENOR TAXA DE DESEMPREGO PARA TRIMESTRES DESDE 2014

O IBGE divulgou na manhã desta quarta-feira (29) os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de abril.

De acordo com o levantamento, o Brasil registrou uma taxa de desemprego de 7,2%. Esse é o menor nível de desemprego para trimestres até abril desde 2014.

Além disso, a subutilização da mão de obra também apresentou queda. No trimestre encerrado em janeiro o índice era de 17,6%. Para o período até abril, a taxa foi de 17,4%.

Houve também 117 mil desalentados a menos, com um recuo de 3,3% em comparação ao trimestre finalizado em janeiro.

MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

VÉSPERA DE FERIADO NO BRASIL: MUITO TRABALHO, POUCO DESCANSO

Estamos na véspera do feriado de Corpus Christi, que fechará o mercado brasileiro na quinta-feira e deverá trazer cautela para os investidores locais nesta quarta-feira.

A volta do feriado, na sexta-feira, promete muita emoção, com a digestão da segunda leitura do PIB americano do primeiro trimestre (amanhã), bem como a leitura do PCE de abril (sexta-feira), a medida de inflação favorita do Fed.

Em antecipação a esses dados, as ações caíram em Tóquio, Seul, Sydney e Hong Kong, mas subiram em Xangai.

Os mercados da China continental foram impulsionados por medidas dos governos municipais para apoiar o mercado imobiliário. O iene japonês voltou a cair, atingindo seu nível mais fraco em quase 16 anos.

O mercado europeu está em queda desde a abertura de hoje, assim como os futuros americanos, indicando um dia difícil pela frente.

Isso ocorre após um leilão ruim de Treasuries ontem e na expectativa pelo Livro Bege do Fed, que será apresentado mais tarde.

Também aguardamos mais declarações de autoridades monetárias americanas, que podem pressionar a curva de juros.

Outros pontos de atenção incluem a pesquisa industrial do Fed de Dallas, a inflação preliminar dos preços ao consumidor na Alemanha para maio e os dados sobre a oferta monetária da zona euro. Os preços do petróleo também estão subindo nesta manhã, ultrapassando os US$ 84 por barril.

A ver…

00:56 — Não adianta mais

No Brasil, após romper a sequência de quedas na segunda-feira, o Ibovespa voltou a cair ontem, fechando aos 123.780 pontos.

O índice local tem encontrado dificuldades para ganhar tração. Especificamente ontem, a queda ocorreu apesar da alta da Petrobras, que reagiu positivamente à primeira coletiva de Magda Chambriard (como mencionamos, não foi ruim, mas ainda está longe do ideal).

Um dos fatores que contribuíram para a queda foi a desvalorização da Vale, afetada pela queda do preço do minério de ferro no mercado internacional.

Um ponto de atenção foi o IPCA-15 de maio, a prévia da inflação oficial, que ficou abaixo do esperado, subindo 0,44% na comparação mensal e 3,70% na anual (as expectativas eram de 0,47% e 3,70%, respectivamente).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,12%. Embora isso possa parecer um bom sinal, o impacto desse dado na condução da política monetária do Copom será limitado.

Apesar de o dado mostrar desaceleração na comparação anual e qualitativamente melhores números, a recente desancoragem de expectativas restringe a atuação do Banco Central.

Mesmo com uma ata mais "hawkish" (contracionista) e declarações firmes dos membros do Comitê, o estrago já estava feito devido à divisão mal comunicada do comitê e às declarações equivocadas de Haddad.

Galípolo, da diretoria de Política Monetária, tem tentado ajudar mostrando alinhamento técnico na busca pela meta de 3% e no combate à desancoragem, mas não tem sido suficiente.

Criamos um problema que não existia na âncora monetária com o último Copom. Talvez o problema esteja na insistência no uso do forward guidance.

Nem mesmo o bom resultado das contas públicas em termos de arrecadação consegue animar, pois as despesas crescem em termos reais mais do que a receita, o que é insustentável.

A agenda de hoje inclui mais dados do setor público, o IGP-M de maio e os dados de emprego, com o mercado de trabalho ainda mostrando força.

01:42 — E a reforma tributária?

Esta semana foi crucial para o avanço da reforma tributária sancionada no ano passado. Estamos aguardando a divulgação do segundo projeto regulatório sobre os impostos de consumo, que definirá elementos chave como o comitê gestor, a distribuição entre os entes federativos e o mecanismo de resolução de disputas.

Um grupo de trabalho, criado especificamente para essa finalidade, realizou sua primeira reunião com o objetivo de entregar o relatório final até o final deste semestre, em junho.

Este comitê foi estabelecido para agilizar o processo e assegurar que o relatório seja votado em Plenário dentro dos prazos estipulados.

Um cronograma com 17 audiências públicas foi estabelecido para discutir os detalhes da proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda.

Além disso, desafios continuam a surgir, especialmente em relação ao imposto sobre herança, o ITCMD, que foi modificado para incorporar progressividade pela emenda constitucional de 2023.

A proposta atual já inclui diretrizes para a formação do comitê gestor, que será responsável por administrar e distribuir os recursos provenientes do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), destinado aos estados e municípios.

Discrepâncias pontuais ainda persistem no texto, afetando tanto municípios quanto estados. Bernard Appy, Secretário Extraordinário da Reforma Tributária, será responsável por arbitrar o conteúdo final do documento.

Uma das preocupações de Appy é a alíquota proposta de 26,5%, que ele considera elevada em comparação aos padrões globais, embora inferior às taxas atuais, que são mais altas e menos transparentes para diversos setores.

02:39 — E um novo recorde foi registrado

Nos EUA, o índice Nasdaq Composite subiu 0,6% ontem, alcançando um novo recorde, impulsionado por um forte desempenho das ações da Nvidia.

Em contraste, o Dow Jones Industrial Average caiu 0,6%, enquanto o S&P 500 teve um ganho marginal de apenas 0,02%. Esta dinâmica lembra muito o cenário de 2023: um mercado estreito liderado por megacaps.

No entanto, este ano, a atenção está voltada mais para o que o mercado chama de "Fabulous 5" — Nvidia, Meta Platforms, Alphabet, Amazon e Microsoft — todas com alta de pelo menos 15% no ano. Enquanto isso, as ações da Tesla e da Apple estão em queda.

A Nvidia se destacou significativamente ontem, com um aumento de 7% em suas ações, atingindo um recorde e um valor de mercado de cerca de US$ 2,8 trilhões.

Em breve, a empresa pode até superar a Apple em valor de mercado.

O principal catalisador para esses ganhos recentes foram as notícias de que a startup de IA generativa de Elon Musk, xAI, arrecadou US$ 6 bilhões em financiamento de capital de risco, avaliando a empresa em US$ 24 bilhões.

Uma grande parte desse investimento provavelmente será destinada à compra de chips especializados da Nvidia para IA.

O entusiasmo em torno da IA está compensando o impacto de um recente aumento nos rendimentos dos títulos, que normalmente seria negativo para as ações.

03:23 — Eleições sul-africanas:

Os sul-africanos votam nesta quarta-feira em uma eleição que pode ser a mais significativa desde o fim do apartheid em 1994.

Mesmo com o apoio dos eleitores mais velhos e rurais, o Congresso Nacional Africano (ANC), liderado pelo Presidente Cyril Ramaphosa, corre o risco de perder a maioria pela primeira vez.

Apesar de ter conduzido a África do Sul à democracia sob a liderança de Nelson Mandela, o ANC enfrenta crescente descontentamento devido a uma taxa de desemprego de 32%, uma taxa de pobreza de 50% e inúmeros escândalos de corrupção.

Mais de 50 partidos estão competindo pelos votos dos 28 milhões de cidadãos do país, mas dois se destacam com propostas que podem levar a África do Sul em direções radicalmente diferentes.

O primeiro é a Aliança Democrática, principal partido de oposição, com uma plataforma centrista e pró-negócios. O segundo é o partido marxista Combatentes pela Liberdade Econômica, que defende a nacionalização das minas de ouro e platina do país e a expropriação de terras.

Independente do resultado, as profundas diferenças demográficas e políticas entre os partidos sugerem que qualquer governo de coalizão resultante será provavelmente ainda mais instável do que a situação atual do país.

04:15 — As viagens de Milei e o remédio amargo

O presidente da Argentina, Javier Milei, desembarcou em São Francisco na noite passada para uma semana de encontros com a elite tecnológica dos Estados Unidos, marcando sua quarta visita ao país como presidente em cinco meses, em meio a um período de intensas reformas em sua nação.

Eleito no ano passado com a promessa de revitalizar a economia argentina e controlar a inflação altíssima, Milei se reunirá com os CEOs da Meta, Google, Apple e OpenAI.

O objetivo é reposicionar a Argentina no cenário global, atraindo novos investidores.

Com esta viagem, Milei completará oito viagens internacionais em seus primeiros seis meses de mandato, estabelecendo um recorde entre os presidentes argentinos, superando até mesmo o presidente Lula.

No entanto, é improvável que esses investimentos, caso se concretizem, amadureçam a tempo de combater a pior crise financeira da Argentina em 20 anos.

Todos sabíamos que a Argentina precisava de um ajuste rigoroso, que inevitavelmente levaria a uma recessão.

Resta ver até que ponto a população argentina tolerará essas dificuldades antes de expressar um descontentamento mais profundo.

CPI PRELIMINAR DA ALEMANHA

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) preliminar acelerou em maio, segundo dados divulgados nesta manhã pela Destatis.

O resultado de maio acelerou para 2,4%, frente a 2,2% em abril. No entanto, a alta já era esperada pelo mercado.

Além disso, na comparação mensal, o índice subiu 0,1% neste mês, o que também já era previsto por analistas.

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

Os juros futuros (DIs) abriram em alta em toda a curva, acompanhando o avanço dos rendimentos dos Treasurys em Nova York e a valorização do dólar no mercado à vista.

Veja como abriram os DIs hoje:

CÓDIGONOMEULT MIN MAX ABE FEC 
DI1F25DI Jan/2510,40%10,38%10,40%10,38%10,38%
DI1F26DI Jan/2610,74%10,71%10,75%10,71%10,72%
DI1F27DI Jan/2711,07%11,03%11,08%11,03%11,06%
DI1F28DI Jan/2811,37%11,36%11,39%11,36%11,36%
DI1F29DI Jan/2911,57%11,55%11,58%11,55%11,55%
DI1F30DI Jan/3011,72%11,70%11,73%11,70%11,70%
DI1F31DI Jan/3111,78%11,75%11,80%11,75%11,76%
DI1F32DI Jan/3211,82%11,82%11,82%11,82%11,79%
DI1F33DI Jan/3311,85%11,83%11,87%11,83%11,84%
SEGUNDA RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA OI FINALMENTE SAI DO PAPEL

A segunda recuperação judicial da Oi (OIBR3) finalmente saiu do papel.

A justiça do Rio de Janeiro validou na terça-feira (28) o plano aprovado a duras penas pelos credores da Oi há pouco mais de um mês.

A recuperação judicial da Oi abrange também as subsidiárias Portugal Telecom International Finance BV e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A.

A expectativa é de que a proposta aprovada pelos credores na madrugada de 19 de abril solucione uma dívida de R$ 44,3 bilhões.

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ABERTURA DO DÓLAR

O dólar à vista iniciou a sessão desta quarta-feira em alta de 0,26%, a R$ 5,1675.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro amanheceu em queda de 0,21%, aos 123.690 pontos.

Em véspera de feriado, o índice acompanha o tom negativo de Wall Street.

Além disso, o Ibovespa futuro também é pressionado pelas incertezas sobre início de cortes de juros nos EUA.

CÂMARA APROVA PROJETO PARA TAXAR SUAS 'COMPRINHAS' EM 20%

Após um acordo entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os deputados determinaram nesta terça-feira (28) uma taxação de 20% de imposto de importação sobre as compras internacionais de até US$ 50.

A medida passou no projeto de lei (PL) que regulamenta o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que foi aprovado no plenário e irá para o Senado após a análise de destaques — isto é, propostas de mudanças no texto-base.

Após semanas de impasse, a votação foi simbólica, como uma forma de os parlamentares não se comprometerem com um tema polêmico.

A alíquota de 20% sobre o e-commerce estrangeiro, que afeta sites asiáticos como Shein e Shopee, é um "meio-termo" e substituiu a ideia inicial de aplicar uma cobrança de 60% sobre mercadorias que vêm do exterior e custam até US$ 50.

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FUTUROS DE NOVA YORK AMANHECEM NO VERMELHO

Os índices futuros das bolsas de valores de Nova York amanheceram no vermelho nesta quarta-feira.

Os investidores seguem em dúvida em relação a quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) vai começar a cortar os juros nos Estados Unidos.

Nesse sentido, eles terão hoje a possibilidade de escutar mais comentários de dirigentes da autoridade monetária enquanto aguardam o Livro Bege do Fed.

O documento traz detalhes sobre as condições econômicas regionais.

Enquanto isso, o setor aéreo recua em bloco no pré-mercado em reação à revisão para baixo das projeções da American Airlines para o segundo trimestre.

Confira:

  • S&P 500 futuro: -0,56%
  • Dow Jones futuro: -0,55%
  • Nasdaq futuro: -0,60%
BOLSAS DA EUROPA ABREM EM QUEDA

As principais bolsas de valores da Europa abriram em queda nesta quarta-feira.

Enquanto aguardam indicadores, os investidores aguardam resultados corporativos.

Na bolsa de Londres, a ação da Anglo American cai depois de a concorrente BHP ter pedido uma prorrogação do prazo de negociação para a possível compra da mineradora.

Veja:

  • DAX (Frankfurt): -0,63%
  • CAC 40 (Paris): -0,93%
  • FTSE 100 (Londres): -0,30%
  • Euro Stoxx 600: -0,57%
BOLSAS DA ÁSIA FECHAM MAJORITARIAMENTE EM BAIXA

As principais bolsas de valores da Ásia fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira.

Os índices da região replicaram em grande medida o retorno misto de Wall Street depois de um feriado nos Estados Unidos.

A exceção foi a bolsa de Xangai, que marcou leve alta diante dos esforços do governo da China para recuperar o setor imobiliário.

Confira como fecharam as bolsas asiáticas hoje:

  • Xangai: +0,05%
  • Tóquio: -0,87%
  • Seul: -1,68%
  • Hong Kong: -1,83%
  • Taiwan: +0,25%
O QUE ROLOU NOS MERCADOS ONTEM?

Com as ações de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) caminhando em direções opostas hoje, as duas gigantes disputaram um 'cabo de guerra' para ver quem definiria os rumos do Ibovespa hoje.

A disputa foi dura, mas ao final do pregão, prevaleceu o impulso negativo das ações da mineradora e o principal índice da bolsa brasileira terminou o dia de lado, em queda de 0,58% e aos 123.779 pontos.

Já o dólar também devolveu o avanço do pregão da véspera e fechou com baixa de 0,35%, a R$ 5,15 no mercado à vista.

Entre os destaques da sessão, (VALE3) recuou com a forte desvalorização do minério de ferro na China. Petrobras (PETR4) chegou a subir mais de 3% durante a sessão na esteira do petróleo e a reação à primeira entrevista coletiva. de Magda Chambriard como CEO da estatal.

Na contenção dos riscos, o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação, registrou avanço menor do que o esperado para maio. O resultado elevou as perspectivas de mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Copom, que acontece em junho.

Lá fora, a retomada das negociações das bolsas de Nova York após feriado teve poucos gatilhos enquanto os investidores aguardam novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O índice Nasdaq superou a marca dos 17 mil pontos pela primeira vez, com impulso da forte alta das ações da Nvidia — cotadas acima de US$ 1 mil.

Confira o que movimentou os mercados nesta terça-feira (28).

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