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MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Dólar encosta em R$ 5,30 e Ibovespa cai com commodities e dados nos EUA 

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5 de junho de 2024
17:11 - atualizado às 17:12

RESUMO DO DIA: Nada parece espantar o "frio" dos mercados: o Ibovespa fechou o terceiro pregão de junho em tom negativo, mais uma vez com pressão das commodities metálicas e novos dados nos Estados Unidos — que renovaram incertezas sobre a trajetória dos juros na maior economia do mundo.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,32%, aos 121.407 pontos. Já o dólar encostou em R$ 5,30 ao longo do dia e fechou cotado a R$ 5,29, com alta de 0,23% no mercado à vista.

Por aqui, o mercado reagiu em segundo plano à produção industrial mais fraca em abril.

Em Brasília, as atenções continuaram sobre a taxação de compras internacionais até US$ 50,00. O vai e vem da isenção coloca o governo federal e o Congresso em um cabo de guerra.

Lá fora, os investidores repercutiram novos dados de emprego nos Estados Unidos. O relatório ADP, de empregos privados, veio mais fraco que o esperado. Por outro lado, os PMIs de serviços e composto superaram as expectativas.

Em destaque, Nvidia ultrapassou a Apple e se tornou a segunda empresa mais valiosa do mundo ao superar os R$ 3 bilhões em valor de mercado.

Confira o que movimentou os mercados nesta quarta-feira (5): 

MAIORES ALTAS E QUEDAS DO IBOVESPA

Na ponta positiva, as ações da Magazine Luiza (MGLU3) avançaram com alívio na curva de juros futuros, principalmente nos vencimentos mais longos.

Sabesp (SBSP3) estendeu os ganhos da véspera, ainda em reação às informações sobre a oferta de ações no plano de privatização da companhia anunciados na última segunda-feira (3).

Confira as maiores altas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 12,194,64%
SBSP3Sabesp ONR$ 78,014,47%
AZUL4Azul PNR$ 9,372,18%
CYRE3Cyrela ONR$ 19,711,91%
BRFS3BRF ONR$ 18,321,50%

Confira as maiores quedas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
PETZ3Petz ONR$ 3,54-4,32%
COGN3Cogna ONR$ 1,81-3,72%
RECV3PetroReconcavo ONR$ 20,36-3,37%
LWSA3LWSA ONR$ 4,34-3,34%
RRRP33R Petroleum ONR$ 26,40-3,33%
FECHAMENTO DO IBOVESPA

O Ibovespa fechou em queda de 0,32%, aos 121.407,33 pontos, com pressão das commodities metálicas. Vale (VALE3), por exemplo, caiu mais de 1% hoje.

Por aqui, os investidores repercutiram dados do setor industrial. Segundo o IBGE, a produção industrial caiu 0,5% em abril ante ao mês imediatamente anterior, além da mediana das projeções do Broadcast, de queda de 0,2%.

Além disso, o mercado continua a monitorar a tramitação da proposta voltada ao setor automobilístico, que inclui a medida de taxação das compras internacionais de até US$ 50. O texto deve ser apreciado pelo Senado, mas com a possibilidade de retirada do eventual tributo da projeto Mover.

FECHAMENTO DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York terminaram o pregão com alta em meio a reação a novos dados do mercado de trabalho e atividade econômica. Os índices S&P 500 e Nasdaq renovaram o recorde histórico de fechamento.

Os Estados Unidos criaram 152 mil postos de trabalho no setor privado no mês, segundo o relatório ADP. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa abertura de 175 mil vagas de emprego no período.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto — que inclui os setores de serviços e indústria — avançou a 54,5 em maio, em leitura final divulgada há pouco pela S&P Global.

O PMI de serviços avançou a 54,8 em maio, levemente acima da previsão de alta a 54,7. Já na avaliação do ISM, o PMI de serviços avançou a 53,8 em maio, acima da previsão de 50,8.

Em destaque, as ações de tecnologia seguiram em alta. Nvidia ultrapassou a Apple e tornou-se a segunda mais valiosa do mundo ao superar os US$ 3 bilhões em valor de mercado.

Confira como fecharam os índices de Nova York:

  • S&P 500: +1,18%, aos 5.354,03 pontos;
  • Dow Jones: +0,25%. aos 38.807,33 pontos;
  • Nasdaq: +1,96%, aos 17.187,90 pontos.

FECHAMENTO DO DÓLAR

O dólar encerra o pregão a R$ 5,2977, com alta de 0,23% no mercado à vista.

A moeda norte-americana ante o real ganhou força após dados de PMIs de serviços dos Estados Unidos de maio da S&P Global e ISM, que vieram acima das projeções e injetaram incertezas sobre a chance de corte dos juros em setembro.

DISPUTA ENTRE VALE (VALE3) E GOVERNO SOBRE REVISÃO DE CONTRATOS DE FERROVIAS NÃO TEM DATA PARA CHEGAR AO FIM

A discussão entre a Vale (VALE3) e o governo sobre a revisão de contratos de concessão de duas ferrovias ainda não alcançou um desfecho.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, disse nesta quarta-feira (5) que ainda não é possível cravar uma data para a decisão do governo sobre a proposta da mineradora.

O Ministério dos Transportes cobra da Vale cerca de R$ 25,7 bilhões pelos contratos da Estrada de Ferro Carajás e da Estrada de Ferro Vitória Minas — por outorgas não pagas na renovação antecipada dos acordos ferroviários em 2020, ainda durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Porém, a Vale propôs pagar R$ 16 bilhões ao governo pelas outorgas não quitadas na renovação antecipada dos contratos das estradas de ferro.

Leia mais.

FECHAMENTO DO PETRÓLEO

O petróleo encerrou o dia em alta em meio a dados da China e apostas de redução dos juros nos Estados Unidos. Com o avanço, a commodity interrompeu a sequência de quedas.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, com vencimento para agosto, subiram 1,16%, a US$ 78,41 o barril na Intercontinental Exchange (ICE).

Já os contratos do petróleo WTI, com vencimento em julho, fecharam com alta de 1,12%, a US$ 74,07 o barril na New York Mercantile Exhange (Nymex).

DÓLAR A R$ 5,30

O dólar renovou máxima há pouco e opera firme no nível de R$ 5,30.

A moeda norte-americana ante o real acompanha o desempenho do DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais. O DXY sobe 0,18%, aos 104.294 pontos.

O movimento acontece em reação aos dados de PMIs de serviços dos Estados Unidos de maio da S&P Global e ISM, que vieram acima das projeções e injetaram incertezas sobre a chance de corte dos juros em setembro.

S&P 500 NA MÁXIMA

O índice S&P 500 renovou há pouco o recorde histórico intraday ao atingir os 5.341,97 pontos.

O tom positivo é impulsionado pela expectativa de corte de juros nos Estados Unidos até setembro, que ganhou força após o mercado de trabalho começar a dar sinais de enfraquecimento com dados do relatório Jolts e ADP.

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

Na ponta positiva do Ibovespa, Sabesp (SBSP3) lidera os ganhos com alta de mais de 5%. Os papéis estendem os ganhos da véspera com o avanço da privatização da companhia.

Confira as maiores altas do Ibovespa até agora:

CÓDIGONOMEULTVAR
SBSP3Sabesp ONR$ 78,705,40%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 12,214,81%
AZUL4Azul PNR$ 9,483,38%
IRBR3IRB Re ONR$ 31,672,10%
CYRE3Cyrela ONR$ 19,701,86%

Na ponta negativa, as ações da Petz (PETZ3) lideram as perdas com o avanço dos juros futuros nos vencimentos mais curtos.

Confira as maiores baixas do Ibovespa até agora:

CÓDIGONOMEULTVAR
PETZ3Petz ONR$ 3,57-3,51%
VAMO3Vamos ONR$ 7,57-3,07%
GUAR3Guararapes ONR$ 7,21-2,96%
HAPV3Hapvida ONR$ 3,96-2,46%
LWSA3LWSA ONR$ 4,38-2,45%
VALE (VALE3) NAS MÍNIMAS

Com a queda de mais de 1% do minério de ferro, as ações da Vale (VALE3) operam em baixa e renovaram a mínima intraday há pouco.

Os papéis VALE3 caem 1,42%, a R$ 60,37.

Há também certa reação das declarações recentes do ministro de Transportes, Renan Filho. Ele disse que ainda não é possível definir uma data para a decisão do governo sobre a proposta da mineradora na revisão de contratos de concessão de duas ferrovias.

O ministério cobra R$ 25,7 bilhões pela renovação antecipada dos contratos da Estrada de Ferro Carajás e da Estrada de Ferro Vitória Minas. A Vale propôs pagar R$ 16 bilhões ao governo federal, segundo apuração do Broadcast.

SABESP (SBSP3) SOBE 5%

As ações da Sabesp (SBSP3) lideram os ganhos do Ibovespa com alta de 5,13%, a R$ 78,50.

Os papéis estendem os ganhos da véspera, ainda em reação às informações sobre a oferta de ações no plano de privatização da companhia anunciados na última segunda-feira (3).

CEO DA PETROBRAS NO IBP

Magda Chambriard, atual CEO da Petrobras, assumiu a presidência do conselho de administração do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).

Chambriard foi eleita com unanimidade e com o mandato até março de 2025. Os papéis da Petrobras (PETR4) não reagiram à decisão. PETR3 e PETR4 operam em leve alta, em recuperação de perdas recentes na esteira do petróleo.

Vale lembrar que a executiva assumiu a cadeira de CEO da Petrobras em 24 de maio após a demissão de Jean Paul Prates.

COMO ANDAM OS MERCADOS

O Ibovespa zerou as perdas na última hora, na esteira da melhora do apetite ao risco nos Estados Unidos. O principal índice da bolsa brasileira sobe 0,10%, aos 121.928 pontos.

Por aqui, os investidores repercutem dados do setor industrial.

Segundo o IBGE, a produção industrial caiu 0,5% em abril ante ao mês imediatamente anterior, além da mediana das projeções do Broadcast, de queda de 0,2%.

Além disso, o mercado acompanha a tramitação da proposta voltada ao setor automobilístico, que inclui a medida de taxação das compras internacionais de até US$ 50. O texto deve ser apreciado pelo Senado, mas com a possibilidade de retirada do eventual tributo da projeto Mover.

O dólar tenta firmar alta próximo a R$ 5,30. Há pouco, a moeda norte-americana operava estável a R$ 5,2846.

Os juros futuros (DIs) operam em alívio, principalmente nos vencimentos mais longos, na esteira dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasurys.

FECHAMENTO NA EUROPA

As bolsas na zona do euro encerraram o pregão desta quarta-feira (05) majoritariamente em alta.

Os ganhos são impulsionados pelas expectativas de um início de ciclo de cortes de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) a partir de amanhã (06).

Confira como encerrou os principais índices da região:

  • FTSE 100 (Londres): +0,29%
  • CAC 40 (Paris): +0,86%
  • DAX (Frankfurt): +0,89%
ITAÚ, SANTANDER E XP RECOMENDAM TÍTULOS DO TESOURO DIRETO PARA JUNHO

No mês de maio, o cenário de abertura dos juros futuros fez com que a carteira de recomendações de bancos e corretoras sobre os títulos de renda fixa fosse variada. Teve apostas no Tesouro Direto e também nos títulos privados, entre eles o CDB.

Mas se você busca os títulos de renda fixa que envolvem risco mínimo, como os títulos públicos negociados via Tesouro Direto, instituições como o Santander, Itaú BBA e XP Investimentos divulgaram relatórios recentes que podem ajudar você a decidir o melhor título do Tesouro para investir neste mês.

O investimento em Tesouro Direto é garantido pelo Tesouro Nacional, o que faz dele uma das alternativas de investimento de menor risco de crédito do mercado brasileiro. Também é conhecido por ser um investimento acessível, já que o valor mínimo para aplicar é de apenas R$ 30,00. 

Cenário de incertezas

Para o mês de junho, o cenário desafiador permanece praticamente o mesmo, com o mercado repercutindo as incertezas quanto à trajetória dos juros dos Estados Unidos.

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GIRO DO MERCADO

DIVIDENDOS, SMALL CAPS E MAIS: AS MELHORES ESTRATÉGIAS PARA INVESTIR NA BOLSA BRASILEIRA AGORA

Em comemoração ao 1 ano de Giro do Mercado, nesta quarta-feira (5) recebemos o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, para uma retrospectiva do mercado brasileiro e quais são as melhores estratégias para investir agora, e aproveitar o cenário de incerteza para lucrar.

O especialista irá revelar suas recomendações para dividendos e small caps, além de aconselhar os investidores sobre o que fazer com seus investimentos agora.

ACOMPANHE AO VIVO:

XP DIZ QUE MARFRIG (MRFG3), BRF (BRFS3), RAÍZEN (RAIZ4) E JALLES (JALL3) SERÃO IMPACTADAS PELA MUDANÇA NO PIS/CONFIS

O governo federal anunciou ontem as principais linhas da medida provisória para compensar a desoneração da folha de pagamento de 17 setores e dos municípios. A desoneração da folha tem estimativa de impacto de R$ 26,3 bilhões, dos quais R$ 15,8 bilhões se referem aos 17 setores produtivos e R$ 10,5 bilhões aos municípios, mas seus efeitos também poderão ser sentidos por empresas listadas na bolsa.

A Medida Provisória 1.227, editada ontem, altera a regulamentação do PIS/Cofins e deve trazer impactos significativos especialmente para empresas com operações de exportação, como Raízen (RAIZ4), Marfrig (MRFG3), BRF (BRFS3) e Jalles (JALL3).

A avaliação consta de relatório da corretora XP assinado pelos analistas Leonardo Alencar e Pedro Fonseca.

“Esperamos que as mudanças tenham um impacto significativo nos setores de alimentos e bebidas e agronegócio, especialmente para operações de exportação, devido à sua exposição ao crédito presumido de PIS/Cofins”, afirmam os analistas.

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REAÇÃO AOS DADOS

Após a divulgação dos dados de atividade econômica mais fortes que as expectativas do mercado, as bolsas de Nova York reduziram os ganhos — com destaque para Dow Jones, que inverteu o sinal e opera em queda.

  • S&P 500: +0,19%;
  • Dow Jones: -0,35%;
  • Nasdaq: +0,69%.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasurys, abandonaram o terreno negativo e passaram a operar em alta. O Treasury de 10 anos avança a 4,345% e o de 30 anos opera estável a 4,484%.

Por aqui, o Ibovespa acelerou as perdas e ameaça perder os 121 mil pontos. O índice cai 0,37%, aos 121.355 pontos. O dólar voltou a encostar em R$ 5,30.

EUA: PMI DE SERVIÇOS

O índice de gerentes de compras (PMI) de serviços avança a 53,8 em maio, acima da previsão de 50,8. O dado foi divulgado há pouco pelo ISM.

LOCALIZA (RENT3) E RUMO (RAIL3) LIDERAM OS GANHOS

As ações da Localiza (RENT3) e Rumo (RAIL3) operam entre as maiores altas do Ibovespa com alta de mais de 1%, em dia de tom negativo.

CÓDIGONOMEULTVAR
RENT3Localiza ONR$ 43,571,70%
RAIL3Rumo ONR$ 20,151,46%

Os papéis são beneficiadas pela elevação de recomendação de neutra para compra pelo Goldman Sachs. RENT3 tem preço-alvo de R$ 59,20, com potencial valorização de mais de 38% em relação ao fechamento da terça-fera (4). RAIL3 tem preço-alvo de R$ 25,50, potencial valorização de 28,4%.

Por outro lado, as ações de CCR (CCRO3) e Weg (WEGE3) foram rebaixadas pelo banco. Em reação os papéis caem.

CÓDIGONOMEULTVAR
WEGE3Weg ONR$ 37,19-1,61%
CCRO3CCR ONR$ 11,87-1,17%
ATIVIDADE ECONÔMICA NOS EUA

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto — que inclui os setores de serviços e indústria — avançou a 54,5 em maio, em leitura final divulgada há pouco pela S&P Global.

O PMI de serviços avançou a 54,8 em maio, levemente acima da previsão de alta a 54,7.

ABERTURA DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York operam em alta após a abertura, com avanço das ações das empresas de tecnologia e abertura de empregos no setor privado menor que a esperada para maio.

Os Estados Unidos criaram 152 mil postos de trabalho no setor privado no mês, segundo o relatório ADP. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa abertura de 175 mil vagas de emprego no período.

Confira como operar os índices de Nova York após a abertura:

  • S&P 500: +0,36%, aos 5.310,43 pontos;
  • Dow Jones: +0,13%, aos 38.760,09 pontos;
  • Nasdaq: +0,64%, aos 16.966,91 pontos.
SOBE E DESCE DA ABERTURA

Confira as maiores altas do Ibovespa após a abertura:

CÓDIGONOMEULTVAR
RENT3Localiza ONR$ 43,611,80%
RAIL3Rumo ONR$ 20,241,91%
BEEF3Minerva ONR$ 6,141,49%
VIVT3Telefônica Brasil ONR$ 45,811,73%
RECV3PetroReconcavo ONR$ 21,311,14%

Confira as maiores quedas do Ibovespa após a abertura:

CÓDIGONOMEULTVAR
CCRO3CCR ONR$ 11,75-2,16%
WEGE3Weg ONR$ 37,05-1,98%
SLCE3SLC AgrícolaR$ 17,66-1,67%
HAPV3Hapvida ONR$ 4,01-1,23%
RAIZ4Raízen ONR$ 2,68-1,11%
ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa recua 0,12%, aos 121.661,74 pontos após a abertura.

O principal índice da bolsa brasileira iniciou o pregão em queda, na esteira da desvalorização do minério de ferro e produção industrial mais fraca em abril.

Segundo o IBGE, a produção industrial caiu 0,5% em abril ante ao mês imediatamente anterior, além da mediana das projeções do Broadcast, de queda de 0,2%.

Além disso, o mercado acompanha a tramitação da proposta voltada ao setor automobilístico, que inclui a medida de taxação das compras internacionais de até US$ 50. O texto deve ser apreciado pelo Senado, mas com a possibilidade de retirada do eventual tributo da projeto Mover.

As perdas do início da sessão são limitadas pelos índices futuros de Nova York, que avançam após o relatório ADP do setor privado aponta a abertura de empregos menor que o previsto.

AUREN (AURE3) FECHA NOVA COMPRA NO MERCADO DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

Menos de um mês após anunciar uma mega fusão com a AES Brasil (AESB3), a Auren (AURE3) já partiu para uma nova aquisição no mercado brasileiro — desta vez, para robustecer sua rede comercial e atuação no varejo de energia.

A companhia anunciou na noite de ontem (4) a compra de 100% da Esfera — empresa de geração de energia fundada em 2015 — por meio da subsidiária Auren Comercializadora. 

Considerada uma das líderes do varejo de energia, a Esfera atende 570 grupos empresariais e gerencia cerca de 1,6 mil contratos no mercado livre, além de possuir 142 unidades geradoras em sua carteira. A companhia faturou R$ 324 milhões em 2023. 

“A Esfera chega para complementar o ecossistema de nossa comercializadora de energia, ampliando nosso portfólio de produtos e serviços. Este movimento vai permitir acelerarmos nosso crescimento no segmento varejista e fortalecer nosso objetivo de sermos referência em experiência do cliente, também no pós-venda”, disse Mario Bertoncini, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Auren. 

Leia mais.

ADRS DE VALE E PETROBRAS

Os recibos de ações (ADRs) das companhias brasileiras Vale e Petrobras operam em tom positivo no pré-mercado em Nova York, na esteira dos futuros de Wall Street e na contramão das commodities.

  • Petrobras (PBR): +0,33%, a US$ 15,22
  • Vale (VALE): +0,78%, a US$ 11,63

MERCADO DE COMMODITIES

O minério de ferro recuou 1,84%, com a tonelada cotada a US$ 113,93 em Dalian, na China.

Já os futuros do Brent operam em alta de quase 0,5%, a US$ 77,91 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

ENZO PACHECO: MERCADO EM 5 MINUTOS

ENQUANTO ISSO, NOS MERCADOS INTERNACIONAIS…

Ontem tivemos a divulgação do PIB do Brasil no primeiro trimestre de 2024, com um crescimento de 0,8% na comparação com o quarto trimestre do ano passado. O número veio acima das estimativas dos analistas, que projetavam uma alta de 0,7% no período.

Um aumento melhor do que o esperado é, de fato, uma boa notícia. Mas isso não significa que tudo esteja resolvido aqui por terras brasilis…

Isso porque o maior crescimento acabou pressionando levemente para cima a curva de juros, com a percepção de que o Banco Central poderia ter mais dificuldade para combater a inflação.

E não bastasse os nossos próprios problemas, o cenário exterior também não ajudou, com a forte queda das commodities puxando para baixo o principal índice da Bolsa brasileira: o Ibovespa encerrou o dia com queda de 0,19%, nos 121.809 pontos.

Lá fora, o dia também foi de extrema volatilidade, com os principais índices americanos alternando entre perdas e ganhos ao longo do pregão. Ainda assim, conseguiram encerrar o dia no positivo: S&P 500, +0,15%; Nasdaq, +0,17%; e Dow Jones, +0,36%.

00:51 — "Ééééé, é do Brasil!"

A performance negativa do índice brasileiro comparado com os americanos acentuou ainda mais a diferença no ano. Enquanto o S&P 500 e o Nasdaq se valorizam mais de 10% em 2024, o Ibovespa amarga perdas de 9% no período.

E a situação fica ainda pior quando colocamos a variação do dólar na conta.

Depois de começar o ano abaixo dos R$4,90, as incertezas do lado fiscal brasileiro somado à revisão de menos cortes nos juros americanos por parte do Federal Reserve fez com que a moeda americana passasse a ser negociada nesses últimos dias perto dos R$5,30.

Dessa forma, o Ibovespa medido em dólares apresenta desvalorização de mais de 16%, a pior performance dentre as principais bolsas no mundo no ano.

A segunda pior colocada, a do México (com queda de 6% em moeda local e 11% em dólares) só obteve tal posto após as eleições ocorridas no último final de semana, na qual a candidata governista Claudia Sheinbaum ganhou com ampla vantagem – além de ter feito maioria tanto na Câmara como no Senado –, o que levantou o receio dos investidores de que conseguiria aprovar medidas populistas.

01:21 — Bota casaco, tira casaco

A indefinição acerca da política monetária nos Estados Unidos também tem dificultado a vida dos economistas que (ainda) tentam projetar a cotação da moeda americana.

Isso porque após começar o ano com expectativas de seis a sete cortes na Fed Funds Rates (a taxa básica de juros americana), atualmente o mercado precifica, no máximo, dois cortes até o final do ano.

E mesmo assim essas apostas variam ao sabor dos dados econômicos divulgados. Ontem, por exemplo, o relatório JOLTS mostrou que o número de vagas de trabalho disponíveis em abril totalizava 8,059 milhões – menor do que o projetado (8,350 milhões) e do que o número anterior (8,488 milhões, revisado para 8,355 milhões).

Além disso, alguns dados divulgados na segunda reforçaram a ideia de uma desaceleração da economia na Terra do Tio Sam, como os gastos da construção retraindo (-0,1%, ante +0,2% esperado) e do ISM da indústria (48,7 vs. 49,5 esperado).

As apostas de um corte de juros na reunião de setembro, que uma semana atrás tinha 42% de probabilidade de acordo com o CME FedWatch Tool, passaram para mais de 55% de chance.

Mas é importante ter em mente que alguns membros do Federal Reserve tem pontuado que gostariam de ver "vários meses" com bons dados de inflação para ficarem tranquilos com o início do afrouxamento monetário – sendo que alguns enxergam apenas um corte esse ano.

E com a possibilidade de um juro mais alto por mais tempo na Terra do Tio Sam, somado a divergência com outros BCs do mundo desenvolvido (o Banco Central Europeu deve iniciar o corte de juros já na reunião deste mês), é capaz de continuarmos vendo um dólar forte ao redor do mundo.

02:47 — A ajuda pode vir de onde a gente menos espera, mas…

A forte desvalorização nos preços das commodities, principalmente o petróleo, pode ajudar a controlar a inflação nos Estados Unidos e dar parte do conforto necessário para os formuladores de política monetária iniciarem o afrouxamento monetário.

Ainda que a decisão de manutenção dos cortes pela OPEP era altamente esperada (que hoje está perto dos 5,8 milhões de barris diários), o comunicado pontuou que os cortes voluntários (que totalizam 2,2 milhões de barris) seriam prolongados até setembro e, a partir de então, retomados ao longo dos próximos doze meses.

Esse possível aumento inesperado da produção ainda em 2024 fez com que o preço do barril de petróleo tivesse forte queda na segunda (-4%) e ontem (-1%), voltando para perto dos US$70/barril.

Só que a retomada da produção cortada involuntariamente é condicionada às condições de mercado. Caso o preço do petróleo continue a se desvalorizar, entendo que a OPEP pode facilmente anunciar que estenderá tais cortes – e, possivelmente veremos o barril se valorizar neste dia.

Mas o cenário de alguns analistas, de que o petróleo poderia chegar aos US$100 neste ano, parece improvável no momento. Um intervalo entre US$70 e US$90 me parece o mais plausível atualmente, com uma retomada nos preços somente no caso de um recrudescimento das tensões no Oriente Médio.

04:03 — No aguardo de uma ChipBrás (ou uma IABrás)

Parte importante da valorização nas bolsas internacionais no ano está ligada à temática de Inteligência Artificial – que, com muita boa vontade, dificilmente encontraremos na Bolsa brasileira.

Em maio, os setores com melhores performances foram Tecnologia de Informação, Serviços de Comunicação (com um grande peso em Alphabet e Meta) e Utilities. Esta última, ainda que sofra com os juros mais altos, se beneficiou da leitura dos investidores de que essa tecnologia demandará mais energia do que o sistema fornece atualmente.

Mas o grosso do movimento tem vindo especificamente das empresas de semicondutores.

O índice SOX, composto por companhias desse segmento, apresenta valorização de mais de 22% em 2024 – em grande parte pela forte valorização das ações da Nvidia, que mais do que dobraram no ínterim.

E, dado as perspectivas para o maior desenvolvimento e utilização da IA nos próximos anos, ainda é possível ver algum desses ativos no mercado internacional entregando bons resultados ao longo do ano.

EUA: EMPREGOS NO SETOR PRIVADO

Os Estados Unidos criaram 152 mil postos de trabalho em maio no setor privado, segundo o relatório ADP divulgado há pouco.

O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa abertura de 175 mil vagas de emprego no período.

Os dados de abril foram revisados. Segundo o ADP, o setor privado criou 188 mil empregos em abril. O relatório divulgado no mês anterior apontava a criação de 192 mil empregos.

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

Os juros futuros (DIs) abriram com viés de queda em toda a curva, em reação a produção industrial mais fraca em abril e o alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuys.

Confira como abriram os DIs hoje:

CÓDIGONOME ABE FEC
DI1F25DI Jan/2510,40%10,42%
DI1F26DI Jan/2610,87%10,87%
DI1F27DI Jan/2711,20%11,22%
DI1F28DI Jan/2811,50%11,50%
DI1F29DI Jan/2911,63%11,66%
DI1F30DI Jan/3011,74%11,79%
DI1F31DI Jan/3111,81%11,85%
PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE ABRIL CAI ALÉM DO ESPERADO

O IBGE acaba de divulgar a evolução da produção industrial de abril.

Segundo o instituto, a produção industrial caiu 0,5% em abril ante ao mês imediatamente anterior, além da mediana das projeções do Broadcast, de queda de 0,2%.

Na comparação com abril do ano passado, o indicador subiu 8,4%, também abaixo das projeções de alta de 8,9%.

Assim, no acumulado de 2024, a produção industrial subiu 3,5%, acima das expectativas de 2,1%.

ABERTURA DO DÓLAR

O dólar à vista abre a R$ 5,2729, com queda de 0,24% no mercado à vista.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro opera com alta de 0.15%, aos 122.250 pontos após a abertura.

FUTUROS DE NOVA YORK AMANHECEM NO AZUL

Os índices futuros das bolsas de valores de Nova York amanheceram no azul nesta quarta-feira.

Os investidores tentam dar sequência aos ganhos da véspera enquanto aguardam mais dados de emprego e o PMI de serviços nos Estados Unidos.

Confira:

  • S&P 500 futuro: +0,22%
  • Dow Jones futuro: +0,12%
  • Nasdaq futuro: +0,46%
BOLSAS DA EUROPA ABREM EM ALTA

As principais bolsas de valores da Europa abriram em alta nesta quarta-feira.

Os investidores repercutem dados regionais de atividade e inflação enquanto aguardam a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE).

A expectativa é de que o BCE deflagre amanhã um ciclo de corte de juros.

Confira as bolsas na Europa agora:

  • DAX (Frankfurt): +0,66%
  • CAC 40 (Paris): +0,64%
  • FTSE 100 (Londres): +0,23%
  • Euro Stoxx 600: +0,57%
BOLSAS DA ÁSIA FECHAM SEM DIREÇÃO ÚNICA

As principais bolsas de valores da Ásia fecharam sem direção única nesta quarta-feira.

Os investidores dividiram-se entre notícias locais e o tom levemente positivo de Wall Street na véspera.

A bolsa de Xangai caiu 0,83%, pressionada por ações dos setores imobiliário e varejista.

Também fecharam no vermelho as bolsas de Tóquio (-0,89%) e Hong Kong (-0,10%).

Já em território positivo, as bolsas de Seul e Taiwan subiram 1,03% e 0,60%, respectivamente.

Veja como fecharam as bolsas da região:

  • Tóquio: -0,89%
  • Xangai: -0,83%
  • Seul: +0,60%
  • Hong Kong: -0,10%
  • Taiwan: +1,03%
PPI CAI MAIS QUE O PREVISTO NA ZONA DO EURO

O índice de preços ao produtor (PPI) da zona do euro recuou mais do que se esperava em abril.

O indicador recuou 5,7% na leitura anual. Em março, a queda foi de 7,8% na mesma base de comparação.

Na leitura mensal, o PPI da zona do euro recuou 1%.

Analistas esperavam quedas de 5,1% (anual) e 0,2% (mensal).

PMIs DE SERVIÇOS NA EUROPA E NA ÁSIA

Uma série de índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) veio à tona na Europa e na Ásia entre o fim da noite de ontem e a madrugada de hoje.

Depois dos PMIs industriais, agora foi a vez de medir a atividade do setor de serviços, o que levou também ao cálculo do PMI composto.

Confira a seguir os resultados, lembrando que leituras acima de 50 indicam expansão da atividade e abaixo, contração.

  • Japão: O PMI de serviços do Japão recuou de 54,3 em abril para 53,8 em maio. Mesmo com a queda, o indicador ficou acima da leitura preliminar, de 53,6. Já o PMI composto japonês, que engloba serviços e indústria, subiu de 52,3 em abril para 52,6 em maio.
  • China: O PMI de serviços da China avançou de 52,5 em abril para 54,0 em maio. A expectativa era de recuo a 52,4. Com isso, o PMI composto chinês subiu de 52,8 para 54,1 no mesmo intervalo.
  • Zona do euro: O PMI de serviços da zona do euro caiu marginalmente entre abril e maio, passando de 53,3 para 53,2. Já o PMI composto do bloco, que engloba serviços e indústria, avançou de 51,7 para 52,2 no mesmo período, atingindo o maior nível em 12 meses.
  • Alemanha: O índice de gerentes de compras de serviços da Alemanha subiu de 53,2 em abril para 54,2 em maio, atingindo o maior nível em 12 meses. Já o PMI composto alemão avançou de 50,6 para 52,4 no mesmo período, igualmente tocando o maior patamar em 12 meses.
  • Reino Unido: O PMI de serviços do Reino Unido caiu de 55 em abril para 52,9 em maio. Já o PMI composto britânico recuou de 54,1 para 53 no mesmo período, mas superou levemente a estimativa inicial, de 52,8.
PIB DA AUSTRÁLIA CRESCE MENOS QUE O ESPERADO

O PIB da Austrália cresceu menos que o esperado no primeiro trimestre de 2024.

A economia australiana avançou 0,1% em relação ao quarto trimestre de 2023 e 1,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As expectativas eram de altas de 0,3% no trimestre e 1,3% no ano.

PIB DA COREIA DO SUL REVISADO PARA BAIXO

O Produto Interno Bruto (PIB) da Coreia do Sul no primeiro trimestre de 2024 foi revisado para baixo.

De acordo com a atualização da agência sul-coreana de estatísticas, a economia do país cresceu 3,3% na comparação com o mesmo período de 2023.

A leitura anterior era de expansão de 3,4%.

O QUE ROLOU NOS MERCADOS ONTEM?

Os ventos contrários continuaram a soprar sobre a B3, com a desvalorização das commodities — e derrocada das ações da companhias com maior peso no principal índice da bolsa brasileira.

O Ibovespa fechou em queda de 0,19%, aos 121.802 pontos. Já o dólar teve forte alta e terminou o dia a R$ 5,28 com avanço de 0,98% no mercado à vista.

Por aqui, as perdas de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) foram contidas por novos dados econômicos. A economia brasileira cresceu 0,8% no primeiro trimestre, acima do que era esperado pelo mercado.

O Ministério da Fazenda apresentou medidas de compensação à desoneração da folha de pagamentos. Entre elas, limitar o uso de créditos tributários dos impostos federais PIS/Cofins.

Lá fora, Wall Street reagiu ao início da bateria de dados sobre o mercado de trabalho. O relatório Jolts apontou que a abertura de postos de trabalho nos Estados Unidos foi a menor desde janeiro de 2021. A expectativa é pelo relatório oficial de empregos, o payroll, que será divulgado na próxima sexta-feira (7).

Confira o que movimentou os mercados nesta terça-feira (04).

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