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Um rombo ainda maior para Lemann: Americanas (AMER3) reporta aumento da dívida, prejuízo bilionário e vendas em queda

Vendas nos canais digitais da Americanas despencaram 79,2% — e um dos motivos foi a perda de credibilidade da varejista

Jorge Paulo Lemann - Americanas - Sicupira - Telles
Imagem: Montagem seu Dinheiro com fotos da Agência Brasil e Estadão Conteúdo

A Americanas (AMER3) finalmente divulgou os resultados referentes aos nove primeiros meses de 2023.

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E quem especulava que os sucessivos adiamentos na divulgação prenunciavam uma dívida ainda maior acertou.

A dívida líquida da varejista chegou ao fim do terceiro trimestre do ano passado 10,6% maior na comparação com o mesmo período de 2022, atingindo R$ 33,44 bilhões.

Já a dívida bruta somou R$ 38 bilhões no período.

Segundo a Americanas, o balanço mostra uma “tendência de relevante redução” do endividamento em meio ao andamento do processo de recuperação judicial.

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Americanas reporta prejuízo menor apesar de queda de receita e vendas

A Americanas divulgou seus resultados na madrugada desta segunda-feira (26).

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No documento, a varejista reporta prejuízo líquido de R$ 1,62 bilhão no terceiro trimestre de 2023.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, trata-se de uma queda de 17,8%.

A varejista atribui o prejuízo bilionário à queda acentuada na receita líquida e nas vendas no período, acompanhada de alta nas despesas financeiras.

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A receita líquida da varejista recuou 39,2% em relação ao terceiro trimestre de 2022, para R$ 3,26 bilhões.

Considerando os nove primeiros meses de 2023, as vendas nos canais digitais da empresa despencaram 79,2%, para R$ 1,9 bilhão.

Credibilidade abalada

A própria empresa atribui essa queda à perda de credibilidade junto ao público diante da revelação de uma fraude multibilionária em seus balanços.

No mesmo recorte, as vendas nas lojas físicas caíram, mas em uma proporção menor (18,8%), para R$ 7,251 bilhões.

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Já a venda bruta da Americanas caiu 51,1% entre janeiro e setembro de 2023 na comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 16,059 bilhões.

Enquanto isso, a varejista mantinha R$ 4,929 bilhões em caixa no fim do terceiro trimestre de 2023, uma queda de 49,5% na comparação anual.

No auge da crise, o caixa da companhia, que tem como acionistas de referência os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, caiu para perto de zero.

O pior já passou para a Americanas?

Depois de muito adiar a divulgação de seus números de 2023, a Americanas aproveitou o ensejo para reapresentar seus números para o período entre janeiro e setembro de 2022.

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Esses ajustes levaram a um aumento de R$ 5,58 bilhões no prejuízo acumulado pela empresa no período citado.

Considerando os números ajustados, veja como ficaram algumas das principais linhas do balanço da Americanas nos nove primeiros meses de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior:

  • Prejuízo líquido: R$ 4,611 bilhões (-23,5%);
  • Ebitda: -R$ 1,558 bilhão (+21,3%);
  • Receita líquida: R$ 10,293 bilhões (-45,1%).

A crise da Americanas

A Americanas não divulgava nenhum balanço desde novembro do ano passado, quando republicou o balanço de 2021 e apresentou os números consolidados de 2022.

Na ocasião, a revisão dos balanços fraudados levou a varejista a reconhecer prejuízos de bilhões. Muitos bilhões.

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Em relação a 2021, o “maior lucro da história” da Americanas converteu-se em um prejuízo líquido de R$ 6,237 bilhões.

Já a fraude contábil foi estimada em R$ 25,2 bilhões, muito próximo do rombo calculado quando a Americanas admitiu que o episódio ia muito além de "inconsistências contábeis".

Ao republicar o balanço de 2021 e divulgar os números finais de 2022, a Americanas voltou a declarar-se "vítima de uma fraude sofisticada".

Agora a Americanas afirma que a fase mais crítica da crise passou.

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