O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Americanas é devedora de R$ 175 milhões da emissão realizada em março de 2021; CRA conta com isenção de imposto de renda para investidor pessoa física
O rombo contábil de R$ 20 bilhões da Americanas (AMER3) colocou um grupo de investidores de uma emissão de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) no centro da crise da companhia.
A captação de R$ 175 milhões foi realizada em março de 2021 pela Hortifruti, varejista de produtos naturais. A emissão dos papéis coube à securitizadora Virgo.
O CRA é um título com lastro em créditos ligados ao agronegócio e tem como principal atrativo a isenção de imposto de renda para pessoa física. Assim como todo título privado, o principal risco do investidor é o de calote da empresa devedora.
A Americanas comprou a Hortifruti em agosto de 2021 por R$ 2,1 bilhões e assumiu as dívidas da companhia, incluindo o CRA. Ou seja, os investidores que compraram os papéis passaram a ser credores do grupo, assim como os bancos que agora travam uma disputa jurídica com a companhia.
O CRA possui uma rentabilidade equivalente à variação da inflação pelo IPCA mais 5,083% ao ano e prazo de cinco anos — ou seja, em 2026. Os pagamentos de juros são semestrais, nos meses de março e setembro.
Até a semana passada, o mercado avaliava a Americanas como um emissor de baixo risco. Mas essa percepção evaporou após a revelação das inconsistências contábeis nos balanços.
Leia Também
A cobrança da dívida pelos bancos acabou disparando a cláusula de vencimento antecipado automático do CRA da Hortifruti.
O problema é que a decisão judicial que suspendeu a cobrança de dívidas da Americanas por 30 dias impede a cobrança da dívida, de acordo com comunicado da Virgo.
A securitizadora convocou uma assembleia dos investidores do CRA para tratar do assunto no 23 de janeiro. Procurada, a Virgo não respondeu ao pedido de entrevista até a publicação desta nota, mas depois enviou uma nota, cuja íntegra segue abaixo:
A Virgo esclarece que tomou conhecimento da situação envolvendo a 31ª Emissão de CRA lastreada em créditos devidos pela Hortigil Hortifruti S.A. (sucedida por incorporação pela Americanas S.A.) pelo Fato Relevante publicado por esta no dia 11 de janeiro de 2023. No dia 12 de janeiro de 2023, a empresa notificou a devedora para entender a conjuntura e se haveria ensejo para algum vencimento antecipado do CRA. Em 13 de janeiro de 2023, a Virgo recebeu um comunicado a respeito da decisão judicial pela suspensão de qualquer cobrança de vencimento antecipado de dívidas da Americanas S.A., assim como tomou conhecimento dos R$ 1,2 bilhão vencidos pelo BTG. Isso automaticamente venceria o CRA da Virgo, no valor de R$ 205 milhões, mas os efeitos estão suspensos.
No dia 20 de janeiro de 2023, a empresa terá uma conversa para prestar esclarecimentos aos investidores, que não podem ser citados em razão de sigilo bancário. A Virgo está atuando com total transparência na gestão de suas atividades e tomando todas as providências para resguardar os interesses dos investidores do CRA. A companhia ressalta, ainda, que se compromete em manter todos informados.
Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses
Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora
As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR
Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros
Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI
Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira
A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta
Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor
Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado
Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas
Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira
Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais
Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell
Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas
Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento
Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa
O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança
Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais
Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses
Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto