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O Oráculo de Omaha falou sobre a possibilidade de deixar o comando do conglomerado e quem poderá substituí-lo nas decisões mais importantes
Às 11h15 (horário de Brasília) deste sábado (06), Warren Buffett entrou no auditório onde apresentaria os resultados do primeiro trimestre de 2023 da Berkshire Hathaway acompanhado de seu braço direito, Charlie Munger. Muita gente queria ouvir o que as duas lendas do mercado financeiro tinham para dizer — ainda mais quando se tem uma nova crise bancária batendo à porta.
Buffett abriu a conferência fazendo uma referência à coroação do rei Charles III, que ocorreu horas antes na Inglaterra horas antes.
“Quando acordei esta manhã, percebi que tínhamos uma transmissão competitiva em algum lugar do Reino Unido”, disse Buffett.
“Eles estavam celebrando um rei Charles, e nós temos nosso próprio rei Charles aqui hoje”, acrescentou megainvestidor ao introduzir Charlie Munger ao público presente no auditório.
Muitas perguntas foram feitas para a dupla no evento e quase todas foram respondidas — exceto uma delas, que fazia referência ao comando da Berkshire no futuro. Munger foi misterioso sobre a questão, mas Buffett deu novas pistas sobre o assunto.
Warren Buffett e Charlie Munger eram apenas dois caras de Omaha, Nebraska, que, aparentemente, eram muito parecidos.
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Eles descobriram isso graças a um médico da cidade, Dr. Edwin Davis, que disse a Buffett em 1957 que confiava nele para administrar seu dinheiro porque o investidor o lembrava de alguém chamado Charlie Munger.
“Bem, não sei quem é Charlie Munger, mas gosto dele”, Buffett respondeu a Davis, segundo o próprio megainvestidor em entrevista à CNBC em 2021.
Davis e sua esposa, Dorothy, estabeleceram como objetivo conectar Buffett e Munger — e isso aconteceu durante um jantar dois anos depois, em 1959, quando Munger, então advogado em Los Angeles, estava de volta a Omaha depois que seu pai, Alfred, morreu.
A amizade e o relacionamento comercial floresceram a partir daí, enquanto Buffett continuava construindo sua empresa de investimentos e Munger trabalhava como advogado.
No início dos anos 1960, Munger disse que finalmente acatou o conselho de Buffett sobre sua carreira. “Levei muito tempo para perceber que [Buffett] tinha uma maneira melhor de ganhar a vida do que eu. Mas ele finalmente me convenceu de que eu estava perdendo meu tempo.”
Munger fundou sua própria empresa de investimentos, que viria a apresentar uma taxa composta média anual de 19,8% entre 1962 e 1975 — muito melhor do que a do Dow Jones.
Buffett começou a comprar ações da Berkshire Hathaway em 1962, assumindo o controle da empresa três anos depois e transformando-a no conglomerado que é hoje. Em 1978, Munger tornou-se vice-presidente da Berkshire Hathaway, cargo que ainda ocupa.
Uma dupla dessas não é fácil de substituir — e isso não é surpresa para ninguém. Talvez, por isso, muita gente se questione sobre o comando da empresa quando Buffett e Charlie se aposentarem.
Falando hoje na conferência, Buffett não ousou fazer a previsão de quando vai pendurar as chuteiras definitivamente, mas falou sobre quem deve ficar em seu lugar.
Atualmente, a Berkshire é conduzida por Buffett e três vice-presidentes: Munger, Gregory Abel e Ajit Jain. E tudo indica, segundo o megainvestidor, que Abel terá a missão de ocupar a cadeira do Oráculo de Omaha.
“Acredito que as coisas vão continuar mais ou menos como são hoje, com as decisões coletivas. Mas quando eu não estiver mais aqui, a palavra final para algumas decisões importantes deve ser de Greg”, disse Buffett neste sábado (06). "Esse é o plano, mas sabemos que muita coisa pode mudar daqui até lá", acrescentou.
Munger foi mais misterioso sobre o assunto. “Essa questão [da aposentadoria] é algo que ronda todas as grandes empresas, todo mundo quer saber como será depois, mas a verdade é que não existe muita gente por aí capaz de conduzir um conglomerado”, disse o braço direito de Buffett.
Em fevereiro deste ano, quando apresentou os resultados do quarto trimestre de 2023, havia uma especulação forte de que a carta de Buffett aos acionistas anunciaria a sua aposentadoria. Não aconteceu.
Na ocasião, o megainvestidor especificou que os futuros CEOs da empresa terão uma “parte significativa” de seu patrimônio líquido em ações da Berkshire.
“Também evitaremos comportamentos que possam resultar em necessidades de caixa desconfortáveis em momentos inconvenientes, incluindo pânicos financeiros e perdas de seguros sem precedentes”, escreveu Buffett.
“E sim, nossos acionistas continuarão a poupar e prosperar retendo lucros. Na Berkshire, não há fim da linha”, acrescentou.
Dizer hoje que o sucessor de Buffett é Greg Abel é quase óbvio. Em uma entrevista de três horas à CNBC em abril, o Oráculo de Omaha não economizou elogios a Abel, dizendo que ele assumiu a maior parte das responsabilidades da Berkshire.
“Ele faz todo o trabalho e eu aceito as reverências – é exatamente o que eu queria”, disse Buffett.
Abel ficou conhecido como o substituto de Buffett em 2021, depois que Munger inadvertidamente fez a revelação na reunião de acionistas. Abel supervisiona grande parte do amplo império da Berkshire, incluindo energia, ferrovias e varejo.
Buffett revelou que, ao contrário do que muitos poderiam pensar, não havia competição entre Abel e Ajit Jain, vice-presidente de operações de seguros da Berkshire, pelo cargo mais alto — os dois eram vistos como os principais candidatos desde que foram promovidos a vice-presidentes em 2018.
“Ajit nunca quis comandar a Berkshire”, disse Buffett na ocasião.
Abel também é conhecido por sua forte experiência na indústria de energia. A Berkshire adquiriu a MidAmerican Energy em 1999, e Abel tornou-se CEO da MidAmerican Energy em 2008, seis anos antes de ser renomeada como Berkshire Hathaway Energy, em 2014.
No ano passado, a Berkshire propôs gastar quase US$ 4 bilhões para ajudar a gerar mais energia eólica e solar para Iowa. Ao mesmo tempo, o conglomerado vem aumentando sua exposição a duas empresas tradicionais de energia — a Occidental Petroleum e Chevron.
*Com informações da CNBC
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