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Uma das sequestradas concede a primeira entrevista depois de ser libertada pelo grupo militante: “passei pelo inferno”

A guerra entre Israel e o Hamas não dá sinais de trégua, enquanto deixa milhares de mortos, feridos e pessoas sem água, luz e alimento. Mas nesta terça-feira (24), a França apresentou uma proposta para colocar fim ao conflito de uma vez — e o plano não passa pela paz.
O presidente francês, Emmanuel Macron, propôs expandir uma coligação existente que combate o Estado Islâmico para combater também o Hamas.
“A França está pronta para que a coligação internacional contra o Estado Islâmico, na qual estamos envolvidos no Iraque e na Síria, também lute contra o Hamas”, disse ele durante coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Macron chegou a Israel no início do dia e também se encontrou com o presidente de Israel, Isaac Herzog.
Ele faz referência à Coligação Global para Derrotar o Estado Islâmico, com 86 membros, criada em setembro de 2014 para desmantelar o grupo, o financiamento e infraestruturas militares.
“O Hamas é um grupo terrorista cujo objetivo é a destruição do Estado israelense. Proponho aos nossos parceiros internacionais que possamos construir uma coligação regional e internacional para lutar contra o grupo terrorista que nos ameaça a todos”, disse Macron.
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O presidente francês reiterou que a luta contra o Hamas deve ser travada “sem piedade, mas não sem regras”, apelando à segurança de civis e ao respeito pelas leis internacionais que regem a guerra.
Além dos combates, o 18º dia da guerra entre Israel e Hamas foi marcada pela primeira entrevista de uma das mais de 200 reféns que foram capturadas pelo grupo militante. A norte-americana foi liberada junto com a filha na semana passada.
Yocheved Lifshitz, de 85 anos, falou sobre seu sequestro durante o ataque terrorista de 7 de outubro realizado pelo Hamas.
Em uma coletiva de imprensa, ela disse que foi capturada em uma motocicleta, espancada com paus e levada para uma rede de túneis como “teias de aranha”.
“Eu passei por um inferno”, disse ela.
Yocheved acrescentou que os cativos foram tratados cuidados no local onde foram detidos, bem como receberam tratamento médico e medicamentos.
A filha de Lifshitz disse que seu pai continua refém do Hamas e pediu sua libertação.
As Forças de Defesa de Israel estimam que cerca de 222 pessoas foram feitas prisioneiras durante a ofensiva do Hamas. Apenas quatro pessoas, incluindo Lifshitz, foram libertadas até agora.
Enquanto os reféns não são liberados, os governos negociam para que a ajuda humanitária chegue a Gaza. Mais cedo, o presidente dos EUA, Joe Biden, alertou que a ajuda não está chegando com rapidez suficiente.
A CNN informou que 20 caminhões que transportavam ajuda humanitária passaram pela fronteira de Rafah para Gaza na segunda-feira (23) e um total de 34 caminhões conseguiram entrar em Gaza no fim de semana.
Mas as agências humanitárias alertaram que estas primeiras entregas pouco contribuirão para aliviar as crescentes necessidades dos mais de 2 milhões de pessoas que vivem no enclave sitiado.
*Com informações da CNBC e da CNN Internacional
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