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ATRÁS DAS TRINCHEIRAS

Chance de trégua? Hamas entrega dois reféns aos EUA; confira o 14º dia da guerra com Israel

Israel, no entanto, não cedeu à entrega dos capturados e continua preparando os próximos passos no confronto

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. - Imagem: Alexandros Michailidis/Shutterstock

As cerca de 200 pessoas capturados pelo Hamas a Israel há duas semanas alimentam a incerteza em torno de um possível desfecho do conflito. Até agora não se sabe o que o grupo militante palestino pode fazer com os reféns ou se vai usá-los como moeda de troca como já aconteceu no passado. 

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Nesta sexta-feira (20), no entanto, deu moveu uma peça nesse tabuleiro e libertou dois reféns norte-americanos, uma mãe e uma filha, de acordo com a NBC News.

O presidente dos EUA, Joe Biden, agradeceu aos governos do Catar e de Israel por ajudarem na libertação dos reféns pelo Hamas.

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“Nossos concidadãos passaram por uma provação terrível nos últimos 14 dias e estou muito feliz por eles se reunirem em breve com sua família, que está assolada pelo medo”, escreveu Biden em um comunicado.

Citando uma fonte próxima da situação, a Reuters informou que os reféns libertados foram entregues ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha. 

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Segundo o Hamas, mais 50 reféns estão com outros grupos armados próximos e mais de 20 foram mortos por ataques aéreos israelenses.

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O grupo militante palestino emitiu um comunicado logo após a libertação dos reféns norte-americanos, dizendo que está trabalhando com mediadores no Egito, Catar e outros “países amigos”.

“Este compromisso permanece firme enquanto nos esforçamos para promulgar a nossa decisão de libertar indivíduos de nacionalidade estrangeira sob custódia temporária, como e quando as circunstâncias de segurança o permitirem”, diz o comunicado.

A invasão por terra vem aí?

A libertação dos dois reféns, no entanto, não vai parar Israel no front da guerra. 

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As Forças de Defesa de Israel (FDI) estão se preparando para os próximos estágios na luta contra o Hamas, segundo o porta-voz das FDI, Daniel Hagari.

“A principal prioridade do país é devolver todos os sequestrados e localizar os desaparecidos, de todas as formas possíveis: civil, de inteligência e militar”, disse Hagari durante uma conferência de imprensa em Tel Aviv.

“Ao mesmo tempo, continuamos a guerra contra o Hamas e nos preparando para as próximas etapas da guerra. Neste momento, as passagens estão fechadas e nenhum equipamento (ajuda) entra na Faixa (de Gaza)”, continuou.

A resposta de Hagari veio depois que ele foi questionado sobre futuras negociações sobre a libertação de reféns, dizendo que as FDI estão fazendo um “grande esforço e priorizando o retorno de todos os reféns”.

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PODCAST TOUROS E URSOS - Israel em chamas: o impacto do conflito com Hamas nos investimentos

Líbano x Israel

O ministro das Relações Exteriores do Líbano, Abdallah Bou Habib, está pedindo a Israel que declare um cessar-fogo de 48 horas, dizendo à CNN que "então saberemos exatamente quem está começando o quê".

Habib disse que seu país está muito preocupado com a possibilidade de a guerra se espalhar pela região.

"Realmente não queremos a guerra. O governo não quer a guerra. Estamos dialogando com os vários grupos. Mas é incontrolável porque tudo depende do que aconteceu em Gaza", disse Bou Habib.

Enquanto Israel se prepara para a próxima fase da guerra com o Hamas em Gaza, o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, tem entrado em confronto com as forças israelenses através da fronteira no norte de Israel e no sul do Líbano.

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*Com informações da CNBC e da Reuters

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