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O plano da FDIC — uma espécie de Fundo Garantidor de Crédito norte-americano — é cobrar uma taxa sobre depósitos sem garantia; confira para quem vai essa fatura
A conta do resgate dos bancos regionais norte-americanos que entraram em colapso desde março já tem dono: os grandes bancos dos EUA.
A Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC — uma espécie de Fundo Garantidor de Créditos, ou FGC, do Brasil) anunciou nesta quinta-feira (11) um plano para impor ao sistema financeiro parte dos custos associados a medidas tomadas para estabilizar as tensões recentes no setor bancário do país.
Pela proposta, bancos com mais de US$ 5 bilhões em depósitos não segurados ficariam sujeitos a novas taxas. Esse fee deve amortizar os US$ 15,8 bilhões usados nas intervenções do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank.
De acordo com projeções da FDCI, essa conta pode ir para o endereço de 113 bancos norte-americanos — uma parcela pequena dos cerca de 4,2 mil bancos sob o guarda-chuva da da federação.
Essas instituições pagariam as novas taxas, que seriam de 0,125% ao ano sobre os depósitos sem seguro.
JPMorgan e Bank of America estão entre as instituições financeiras norte-americanas com mais de US$ 50 bilhões em ativos e que estão na mira da FDIC.
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A proposta será submetida a consulta pública por 60 dias e poderá ser alterada antes da execução. A expectativa é de que o pagamento das taxas comece no segundo trimestre de 2024 e se estenda por quatro anos.
Enquanto a taxa não vem, mais bancos regionais norte-americanos dão sinais de problema.
O PacWest, que já estava na lista das instituições financeiras para quebrar, informou hoje que registrou um movimento de fuga de depósitos dias depois de o First Republic Bank ter seus ativos comprados pelo JP Morgan.
De acordo com documentos enviados à Security and Exchange Commission (SEC, a CVM dos EUA), na semana encerrada em 5 de maio, o PacWest viu 9,5% dos seus depósitos diminuírem.
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