Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
BLINDANDO O COFRE

Milei prepara ‘supertranca’ contra a máquina de imprimir dinheiro na Argentina

A meta do presidente argentino é ambiciosa: rasgar a Carta Orgânica aprovada por Cristina Kirchner para desmantelar os velhos gatilhos que alimentam a espiral inflacionária no país

O presidente da Argentina, Javier Milei, veste terno escuro e camisa azul. Na montagem, que traz a bandeira da Argentina ao fundo, ele acena.
O presidente da Argentina, Javier Milei - Imagem: Canva/ Montagem: Seu Dinheiro

Se no cenário global as reformas nos bancos centrais vêm ganhando os holofotes — como a recente movimentação de Kevin Warsh nos EUA —, na América Latina o barulho vem de Buenos Aires. Javier Milei quer fechar de vez a porta, trancar e jogar a chave fora para a impressão sem controle de dinheiro na Argentina

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para isso, ele prepara um pronunciamento em cadeia nacional na noite desta quinta-feira (30), às 20h (horário de Brasília), quando vai detalhar o projeto de lei de reforma da Carta Orgânica do Banco Central da República Argentina (BCRA). 

O anúncio na TV abre alas para as reformas econômicas que a Casa Rosada quer acelerar no Congresso após o recesso de inverno. A previsão é que o texto chegue à Câmara dos Deputados já na próxima terça-feira. 

A meta do governo de Milei é ambiciosa: rasgar a Carta Orgânica aprovada em 2012, sob o segundo mandato de Cristina Kirchner e a gestão de Mercedes Marcó del Pont na autoridade monetária, para desmantelar os velhos gatilhos que historicamente alimentam a espiral inflacionária na Argentina. 

Os 4 pilares da reforma do BC da Argentina 

A Carta Orgânica é a lei máxima que dita as regras do jogo para o Banco Centra da Argentina. Hoje, o BCRA funciona sob regras permissivas herdadas do kirchnerismo. O projeto de Milei quer mudar isso com quatro diretrizes centrais: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

1. Proibição total de financiamento ao Tesouro 

Leia Também

ESTREIA AVASSALADORA

Chinesa CXMT dispara 500%, ultrapassa US$ 530 bilhões em valor e engole gigante americana

MISTÉRIO NO AR

Homem decide reformar o porão e encontra baú com moedas de ouro avaliadas em quase 20 milhões, mas tesouro some sem deixar pistas

A regra principal proíbe, por lei, que o Banco Central da Argentina emita dinheiro para cobrir o déficit fiscal do governo.  

A proposta elimina ferramentas criadas ou expandidas na era Kirchner, como os adelantos transitorios e as letras intransferibles — títulos de dívida que o governo entregava ao BCRA sem valor real de mercado para sacar dinheiro e pagar dívidas, funcionando na prática como um cheque em branco estatal. 

2. Mandato único: estabilidade de preços 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atualmente, o Banco Central da Argentina precisa perseguir múltiplos objetivos sociais e econômicos ao mesmo tempo. A nova legislação quer simplificar essa missão: a autoridade monetária terá um único foco, defender o poder de compra da moeda e baixar a inflação. 

3. Independência  

Se hoje o chefe do Executivo consegue demitir a cúpula do Banco Central sem grandes atritos políticos, o novo projeto promete erguer uma blindagem institucional.  

A ideia é tornar o processo de remoção das autoridades do BCRA consideravelmente mais difícil, garantindo autonomia operacional à instituição. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

4. Resgate do dólar "do colchão" 

Com o fortalecimento da estabilidade monetária, a reforma também projeta mecanismos legais para incentivar que economias mantidas em moeda estrangeira fora do sistema financeiro formal — os famosos dólares guardados em casa ou no exterior — finalmente entrem na rede bancária argentina. 

  • Leia também:

O que o governo pretende com isso? 

A jogada é chave para a segunda metade do mandato de Milei. Ao retirar do Estado a capacidade de emitir moeda para cobrir rombos orçamentários, o presidente argentino tenta selar um compromisso definitivo com o mercado e com a população: a inflação só vai desacelerar de forma sustentável se a máquina de imprimir dinheiro for aposentada por lei. 

Se conseguir o aval dos deputados na semana que vem, Milei terá transformado a estrutura do Banco Central da Argentina em um cofre blindado, onde a disciplina fiscal deixa de ser uma escolha política e passa a ser uma obrigação legal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e ex-secretária do Tesouro dos EUA. 23 de julho de 2026 - 19:48
O presidente dos EUA, Donald Trump, e os impactos para a bolsa brasileira. ação 23 de julho de 2026 - 19:11
23 de julho de 2026 - 10:59
Museu do Louvre Galeria de Apolo 22 de julho de 2026 - 14:26
Um gráfico de ações de fundo preto e linhas vermelhas traz o logo da Oracle no canto superior direito 21 de julho de 2026 - 14:30
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 20 de julho de 2026 - 18:10
Copa do Mundo soft power 20 de julho de 2026 - 14:27
taça copa do mundo 19 de julho de 2026 - 14:27
16 de julho de 2026 - 12:19
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar