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Em meio à perda de milhões de assinantes no streaming, a dona do Mickey anunciou a união do Hulu e do Disney+ em um único aplicativo

A Disney está tentando voltar aos dias ensolarados nas terras encantadas do castelo. Enquanto lida com as nuvens cinzentas da concorrência no streaming, como a Netflix, e enfrenta a perda de milhões de assinantes, a gigante do entretenimento decidiu adotar uma nova estratégia em seus aplicativos nos Estados Unidos.
Em uma estratégia semelhante à adotada pela Warner Bros no HBO Max e Discovery+, que se uniram para formar o Max, a companhia anunciou a fusão do Hulu e do Disney+ em um único aplicativo de streaming.
A nova opção de streaming combinado será lançada ainda este ano, inicialmente apenas nos Estados Unidos. Vale destacar que o conteúdo do Hulu já está incluído no aplicativo Disney+ em alguns países selecionados.
As ações da Disney operam em forte queda em Wall Street.Por volta das 11h55, os papéis da dona do Mickey caíram 8,53% na bolsa de valores de Nova York (NYSE), cotados a US$ 92,51. A empresa também possui BDRs negociados aqui na B3, com o código DISB34.
Segundo o CEO da Disney, Bob Iger, a ideia do novo aplicativo unificado é criar uma “experiência de streaming mais unificada” nos EUA.
“Embora continuemos a oferecer Disney+, Hulu e ESPN+ como opções independentes, esta é uma progressão lógica de nossas ofertas, que fornecerão maiores oportunidades para os anunciantes ao mesmo tempo em que oferecem aos assinantes do pacote o acesso a um conteúdo mais robusto e simplificado”, afirmou Iger.
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Com a integração dos conteúdos, o plano sem anúncios do Disney+, que atualmente custa US$ 10,99 por mês, também ficará mais caro na terra do Tio Sam.
Segundo o CEO da Disney, o aumento do preço do streaming “refletirá melhor o valor de nossas ofertas de conteúdo”.
O anúncio de um aplicativo que unirá os conteúdos do Disney+ e do Hulu acontece em meio à derrocada de assinantes da plataforma de streaming.
Ao longo do segundo trimestre de 2023, o Disney+ perdeu 4 milhões de assinantes, totalizando 157,8 milhões de assinantes, contra 161,8 milhões de assinantes nos três meses anteriores.
O número veio bem abaixo das projeções dos analistas, que esperavam um crescimento na base de usuários, para 163,17 milhões de assinantes.
A principal razão da queda de clientes do Disney+ veio das deserções na plataforma de streaming oferecida na Índia, o Hotstar, que perdeu 8% de sua base de assinantes.
Os clientes reclamaram após a companhia perder os direitos de transmissão para partidas de críquete da Indian Premier League.
A Disney também perdeu 300 mil clientes nos EUA e Canadá após aumentar os preços dos planos de streaming em dezembro do ano passado.
Anteriormente, o CEO Bob Iger comunicou os planos da Disney de reduzir os custos em US$ 5,5 bilhões, incluindo US$ 3 bilhões em gastos com conteúdo e demissões de milhares de funcionários.
A diretora financeira Christine McCarthy anunciou que a empresa está “no processo de revisão do conteúdo para se alinhar com as mudanças estratégicas em nossa abordagem de curadoria de conteúdo e irá remover determinados conteúdos das plataformas de streaming”.
Além dos cortes em conteúdo já planejados, a Disney anunciou a interrupção de produções como Blade, da Marvel, e da série Andor, de Star Wars, como resultado da greve do sindicato de roteiristas.
Caso novos conteúdos sejam cancelados e o cardápio de lançamentos do Disney+ fique ainda mais enxuto por causa da greve dos escritores, especialistas acreditam que a base de assinantes do streaming pode diminuir ainda mais.
Enquanto isso, o Hulu ganhou 200 mil contas novas no primeiro trimestre deste ano, elevando o total para 43,7 milhões de assinantes, ante 43,5 milhões nos três meses anteriores.
Já o ESPN+ teve um salto de 400 mil assinantes no mesmo período, para 25,3 milhões.
*Com informações de Reuters e TechCrunch
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