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Pesquisadores afirmam que a Europa experimentou o verão mais quente de todos os tempos no ano passado e que o pior ainda está por vir
Temperaturas recordes na primavera e uma onda de calor histórica no inverno deixam a Europa com sede — e mais: pior que ficar sem água, a segurança alimentar do Velho Continente também está em risco.
“A Europa está sendo afetada pela seca, os rios estão secando e a agricultura está sob pressão, a natureza está sofrendo”, disse a legisladora dinamarquesa Christel Schaldemose. “Isso é uma guerra. Uma guerra pela água”, acrescentou.
Dados de satélite analisados por pesquisadores da Universidade de Graz, na Áustria, no início do ano, revelaram que a seca estava afetando a Europa em uma escala muito maior do que os pesquisadores esperavam anteriormente.
O estudo foi publicado depois que pesquisadores da UE descobriram que a Europa experimentou o verão mais quente de todos os tempos no ano passado, considerado um dos piores que a região já viu em pelo menos 500 anos.
“Verão após verão, a Europa sofre com a escassez de água — e parece que só piora. Este verão pode ser o pior de todos”, disse Juan Ignacio Zoido Alvarez, membro da comissão de agricultura e desenvolvimento rural do Parlamento Europeu.
E o futuro pode reservar uma situação ainda pior. Sophie Trémolet, diretora de água doce da Europa para The Nature Conservancy, uma organização ambiental sem fins lucrativos, disse que o próximo verão pode superar os recordes de temperatura estabelecidos no ano passado.
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A agência ambiental da UE, em um relatório publicado na quarta-feira (14), descreveu a perspectiva geral como "pessimista".
O relatório diz que, embora os 27 membros da UE e do Espaço Econômico Europeu tenham políticas nacionais de adaptação, todos eles podem fazer muito mais para limitar os efeitos negativos do clima extremo neste verão.
Algumas das medidas sugeridas incluem cidades aumentando o número de árvores e espaços com água — o que pode reduzir as temperaturas e o risco de inundações — e os agricultores adaptando variedades de culturas e mudando as datas de semeadura.
“Chegamos ao ponto em que precisamos adotar uma abordagem diferente”, disse a comissári de Energia da UE, Kadri Simson, durante seu discurso de abertura. “Não sejamos o continente que aprende o valor da água depois que o poço seca.”
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*Com informações da CNBC
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