Guerra entre Israel e Hamas chega a sétimo dia com fim de 24h para evacuação de Gaza e Netanyahu afirmando que “é só o começo”; reunião da ONU acaba sem acordo
Uma ofensiva mais agressiva de Israel à Faixa de Gaza, com entradas por terra, é iminente com o fim de prazo dado pelo país para civis saírem do norte do território

O prazo de 24 horas dado pelas Forças Armadas de Israel para que 1,1 milhão de palestinos deixem a Faixa de Gaza e sigam para o sul do território chegou ao fim na noite desta sexta-feira (13) e todos os olhos estão voltados para possíveis ataques mais agressivos, inclusive por terra, por parte dos israelenses.
Mais cedo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a ofensiva já feita pelo país na última semana, após um ataque terrorista surpresa do grupo extremista palestino Hamas, “é apenas o começo”.
“Estamos lutando contra nossos inimigos com força e é apenas o começo, nossos inimigos apenas vão começar a pagar o preço”, disse em pronunciamento sem dar mais detalhes.
Segundo a agência de notícias Reuters, a infantaria israelense já fez seus primeiros ataques à Faixa de Gaza hoje, com operações localizadas em terra.
As tropas procuraram reféns e coletaram evidências que os ajudariam a encontrar os cativos, de acordo com o comunicado das Forças de Defesa de Israel.
As tropas israelenses seguem reunidas na fronteira com o território e os ataques aéreos contra alvos do Hamas em Gaza também continuaram.
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Reunião da ONU sobre conflito em Israel termina sem consenso
Para a Organização das Nações Unidas (ONU) é "impossível" o deslocamento exigido sem "consequências humanitárias devastadoras", mas a reunião do Conselho de Segurança da organização, ocorrida nesta noite, terminou sem um acordo concreto sobre a criação de corredores humanitários, por exemplo.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que presidiu a reunião do conselho, disse que não houve consenso, mas que o Brasil vai continuar a trabalhar com as delegações de todos os países para chegar a uma posição unificada sobre o conflito.
O Brasil defende a criação de corredores humanitários que possam ajudar os civis na Faixa de Gaza, ajudando na saída dos moradores com maior segurança, inclusive de brasileiros que estão na região.
Entre os países participantes do conselho, a Rússia apresentou uma resolução que não chegou a ser votada, o que deve ocorrer em uma próxima reunião na semana que vem, que será a terceira desde o início da guerra.
A resolução pede um cessar fogo, o que é considerado muito improvável no momento e deve ser vetado por outros países. No entanto, haveria alguns consensos, caso dos corredores humanitários, o que poderia avançar.
Guerra entre Israel e Hamas: como fica a saída de brasileiros
O ministro das Relações Exteriores ainda afirmou que segue negociando com países da região para tentar retirar um grupo de brasileiro que mora em Gaza e estaria abrigado em uma escola.
Um dos países com os quais está negociando é o Egito, já que a saída se daria pela fronteira de Gaza com este país.
Além disso, aviões com outros brasileiros que estão na região, devem continuar a chegar ao Brasil.
O comandante da Força Aérea do Brasil (FAB), Marcelo Damasceno, disse nesta sexta-feira em Guarulhos, à Agência Brasil, que o governo brasileiro vai iniciar a segunda parte da operação de repatriação de brasileiros.
“Vamos começar a segunda etapa da operação agora na próxima semana, com mais dois voos”, disse ele a jornalistas logo após a chegada do terceiro voo de repatriação. “Vamos chegar perto de mil pessoas agora [repatriadas com os voos da primeira etapa]”, explicou o comandante
Já foram feitos três voos de repatriação da operação apelidada de Voltando em Paz, contabilizando 494 passageiros de volta ao Brasil.
PODCAST TOUROS E URSOS - Israel em chamas: o impacto do conflito com Hamas nos investimentos
Vítimas da guerra em Israel
Hoje também foi confirmada pelo Itamaraty a morte de mais uma brasileira. O corpo da carioca Karla Stelzer Mendes foi enterrado nesta sexta-feira (13) em uma cidade no Sul de Israel.
O cinegrafista da Reuters, Issam Abdallah, também foi morto perto da fronteira israelense, no sul do Líbano, de acordo com um comunicado da agência de notícias.
Até o momento, agências de notícias apontam que pelo menos 1.900 pessoas foram mortas por ataques israelenses em Gaza após o ataque terrorista do Hamas, segundo o Ministério da Saúde palestino.
Já um total de 47 pessoas foram mortas e centenas de outras feridas, desde sábado na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, durante confrontos com forças israelenses e por tiros de colonos, disseram autoridades palestinas.
Em Israel, pelo menos 1.300 pessoas foram mortas pelo Hamas no sábado, segundo autoridades.
Com informações da Agência Brasil e de agências internacionais
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