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Do outro lado, o grupo extremista ameaça executar os mais de 100 reféns e transmitir ao mundo essas execuções em áudio e vídeo
Vingança — esse foi o tom da resposta de Israel ao ataque inesperado e sem precedentes do Hamas no final de semana, como o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia alertado que faria. E o que o mundo tem visto é uma contraofensiva sem piedade ao terror imposto a Tel-Aviv.
O saldo do confronto é a morte de milhares de pessoas dos dois lados, outros milhares de feridos e centenas em fuga. Isso é o que se vê. A guerra, no entanto, também acontece longe das metralhadoras, dos tanques, dos mísseis e dos foguetes — e é assim que Israel também pretende transformar o Hamas em pó.
Nesta segunda-feira (9), o governo israelense determinou um cerco completo à Faixa de Gaza — e Netanyahu disse que a guerra estava apenas começando.
O ministro da defesa de Israel, Yoav Gallant, foi que deu a ordem do cerco completo à Faixa de Gaza — o que significa o corte do fornecimento de eletricidade, alimentos e água.
Certamente, a decisão irá complicar a vida daqueles que vivem em Gaza, um enclave pequeno e empobrecido cujas fronteiras são efetivamente controladas pelos militares israelenses. Atualmente, 2,3 milhões de pessoas vivem na região de 365 quilômetros quadrados.
“Não haverá eletricidade, alimentos ou combustível [entregues a Gaza]. Estamos combatendo [terroristas] bárbaros e responderemos de acordo”, disse Gallant.
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Para piorar, a Comissão Europeia anunciou nesta tarde a suspensão dos fundos aos palestinos até que a avaliação do ataque do Hamas no final de semana seja concluída. A União Europeia é a maior doadora dos palestinos, com 691 milhões de euros (R$ 3,8 bilhões).
O anúncio do cerco total à Faixa de Gaza é a mais recente indicação de quão severa será a resposta militar de Israel.
O governo israelense declarou formalmente guerra ao Hamas no domingo (8), preparando o terreno para uma grande resposta que poderá incluir a primeira ocupação total de Gaza desde 2005, quando Israel se retirou unilateralmente.
O ex-primeiro-ministro interino Yair Lapid disse que uma incursão terrestre não estava fora de questão, mas que deveria considerar o destino das dezenas de reféns levados para Gaza. Durante os ataques de sábado (7), o Hamas sequestrou mais de 100 pessoas, entre cidadãos israelenses e estrangeiros.
“Nunca convocamos tantos reservistas em tal escala”, disse o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Daniel Hagari, acrescentando que a convocação de 300.000 reservistas foi a maior na história do país.
Se, de um lado, Israel está fechando o cerco completamente ao Hamas, do outro, o grupo extremista usa as armas que tem para responder — e, neste caso, são os mais de 100 reféns capturados no sábado (7).
Nesta tarde, o porta-voz das Brigadas Al Qassam, o braço armado do Hamas, disse que os reféns civis serão executados e as mortes serão transmitidas se Israel atacar pessoas em Gaza sem aviso prévio.
“Declaramos que responderemos a qualquer ataque contra o nosso povo que está seguro nas suas casas sem aviso prévio, com a execução dos nossos reféns civis, e iremos transmiti-lo com áudio e vídeo”, disse Abu Obaida em comunicado enviado ao canal no Telegram das Brigadas Qassam.
O Hamas afirma que mantém mais de 100 reféns, incluindo oficiais do exército israelense. O Qatar tem mantido conversações com o Hamas sobre os reféns.
*Com informações do Financial Times e da CNN Internacional
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