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De acordo com autoridades de saúde palestinas, mais de 5 mil pessoas foram mortas em Gaza, enquanto o número de feridos passa de 15 mil desde 7 de outubro, quando o grupo militante atacou Israel

A sitiada Faixa de Gaza foi atingida por um dos ataques mais mortais de Israel desde que o Hamas atacou o país, em 7 de outubro deste ano.
Na manhã desta segunda-feira (23), as forças israelenses afirmaram ter atingido mais de 320 alvos nas últimas 24 horas. Além disso, as equipes terrestres realizaram ataques limitados para caçar homens armados e buscar pelos reféns.
Os ataques israelenses se intensificaram em meio a relatos de que no domingo (22) os EUA pressionaram Israel para adiar a esperada ofensiva terrestre a Gaza.
A ideia é dar tempo para a libertação de mais reféns e a entrega de mais ajuda aos palestinos.
Pelo menos 400 palestinos foram mortos na últimas 24 horas, de acordo com o Ministério da Saúde administrado pelo Hamas, e 70 morreram durante a noite de domingo (22) em bombardeios contra o densamente povoado campo de refugiados de Jabalia e nas ruas próximas a dois hospitais na cidade de Gaza.
Ainda de acordo com a autoridade de saúde de Gaza, pelo menos 5.087 pessoas foram mortas no bombardeio de Israel desde o início do conflito — muitas delas mulheres e crianças.
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A guerra eclodiu depois de militantes do Hamas atacarem comunidades do sul de Israel em 7 de outubro. Além dos milhares de mortos e feridos, 222 pessoas foram feitas reféns pelo grupo militante.
As Nações Unidas (ONU) afirmaram que o volume de ajuda que entrou em Gaza até agora é apenas 4% da média diária antes do ataque do Hamas e uma fração do que é necessário, à medida que os medicamentos e o combustível acabam e o sistema de saúde está à beira do colapso.
A libertação de duas cidadãs americanas-israelenses, Judith e Natalie Raanan, na sexta-feira (20), aumentou as esperanças das famílias em relação aos desaparecidos de que mais deles possam ser resgatados antes que a janela para negociações se feche e a ofensiva terrestre comece.
A pressão sobre as autoridades israelenses aumentou depois que Abu Obeida, porta-voz do braço militar do Hamas, as brigadas Al Qassam, disse no sábado (21) que o grupo também se ofereceu para libertar dois cidadãos israelenses, “por razões humanitárias e sem esperar nada em troca”.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou a oferta do Hamas, descrevendo-a como “propaganda mentirosa”.
O governo libanês não quer uma guerra com Israel, disse o ministro interino da Informação libanês, Ziad Makari, em entrevista à agência estatal russa RIA Novosti.
“O governo libanês não quer a guerra. Se, Deus nos livre, isso acontecer, trabalharemos com isso”, disse Makari, citado pela RIA.
Embora o foco dos combates de Israel tenha sido em Gaza, tem havido um recente aumento no fogo cruzado entre Israel e o Hezbollah, um movimento islâmico apoiado pelo Irã que tem a sua base principal perto da fronteira Israel-Líbano, levantando preocupações sobre uma possível guerra mais ampla.
Segundo a RIA, Makari acrescentou que tais “ameaças” de Israel tornaram-se uma “ocorrência constante”.
"Israel nunca se absteve de fazer ameaças, e quase todas as semanas um ou outro oficial político ou militar israelita ameaça o Líbano e promete devolver o país 'à idade da pedra' e assim por diante. As ameaças de Netanyahu tornaram-se uma ocorrência constante para Israel," disse Makari.
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