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Ambas as empresas são conhecidas por atuarem dentro do programa Minha Casa Minha Vida e apresentaram alta em diversos indicadores operacionais
Em uma noite movimentada para o setor imobiliário, com construtoras e incorporadoras esquentando os motores para a temporada de balanços por meio das prévias operacionais, os números de Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) chamam a atenção dos investidores.
As companhias divulgaram nesta terça-feira (10) indicadores do trimestre no qual entraram em vigor as mudanças no Minha Casa Minha Vida (MCVM). Ambas as empresas são conhecidas por atuarem dentro do programa habitacional do governo e apresentaram alta em diversas linhas das prévias.
A Cury, por exemplo, lançou sete empreendimentos entre julho e setembro com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 941,7 milhões, leve alta de 2,5% ante terceiro trimestre do ano passado. O preço por unidade também teve um avanço parecido, de 2,2%, e chegou a R$ 257,4 mil.
Já as vendas líquidas subiram 9,8% na mesma base de comparação, para R$ 972,6 milhões. O destaque do trimestre foi a geração de caixa, que mais que dobrou no período, ficando positiva em R$ 137,3 milhões e registrando um recorde histórico.
Outro destaque da noite de hoje são os números da Tenda. Vale destacar que a companhia finalizou recentemente uma oferta de ações na qual captou R$ 234 milhões com o objetivo de fortalecer o capital para atuar dentro das novas regras do Minha Casa Minha Vida.
Endividada, a companhia também propôs no início deste mês uma redução de capital de R$ 419,4 milhões para absorver os prejuízos acumulados. A proposta não repercutiu bem entre os investidores e levou a uma forte queda das ações TEND3 na bolsa.
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Mas a prévia tem potencial para agradar: a Tenda anunciou uma alta consolidada de 134% no VGV dos lançamentos — que chegaram a R$ 880 milhões — e de 79,7% nas vendas líquidas, para R$ 923,7 milhões.
A velocidade de vendas líquidas (VSO), indicador importante do setor na compreensão da absorção dos empreendimentos, avançou 9,1 pontos percentuais ante o terceiro trimestre de 2022 e alcançou 30,2%.
O resultado foi puxado principalmente pelo desempenho da operação core da Tenda, que é voltada para a construção de imóveis populares.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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