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BALANÇO TRIMESTRAL

Venda de iPhones ‘ajuda’ e resultado da Apple vem acima do esperado — mas as ações caem em NY 

A queda na demanda mundial dos produtos da gigante de tecnologia e o recuo da receita pesam nas ações

Apple
Fachada de uma loja da Apple - Imagem: Shutterstock

Um dos resultados mais aguardados entre as gigantes de tecnologia, a Apple divulgou os números do quarto trimestre do ano fiscal de 2023, encerrado em setembro — e eles vieram acima do esperado pelo mercado. 

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A fabricante do iPhone reportou lucro líquido de US$ 22,96 bilhões, ou US$ 1,46 por ação, o que equivale a um crescimento de 13,2% na comparação anual. 

Mas outro número não agradou os investidores, e as ações caíram mais de 3% no after market em Nova York. A receita da gigante de tecnologia somou US$ 89,498 bilhões, recuo de menos de 1% ante o mesmo período do ano passado — o quarto trimestre consecutivo de queda no faturamento da companhia. 

Dessa vez, o recuo foi resultado das grandes perdas nas vendas de Macs e iPads. 

Considerando todo o ano fiscal da Apple, a big tech registrou vendas de US$ 383,29 bilhões, uma queda de cerca de 3% em relação ao ano fiscal de 2022. A receita trimestral caiu menos de 1%.

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iPhone (quase) o ‘salvador’ da Apple? 

Mac, iPad e iPhone são os principais produtos da Apple, e uma queda nas vendas desses hardwares já compromete a receita da companhia. 

Neste trimestre, o iPhone foi o único que apresentou uma melhora nos números. O produto, que é responsável por quase metade do faturamento, alcançou a receita de US$ 43,805 bilhões, uma alta de 2,7% na comparação anual. 

As vendas de Macs, por sua vez, totalizaram US$ 7,614 bilhões, uma queda de 33,8% ante o quarto trimestre de 2022. 

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Já o faturamento de iPads recuou cerca de 10,2% na comparação com o período entre julho e setembro do ano passado, somando US$ 6,443 bilhões. 

Mais uma vez a vertical de negócios que segue apresentando crescimento é a de serviços, que reúne as receitas das Apple Stores e do iCloud, por exemplo, e correspondeu a quase 25% das vendas do último trimestre. 

“O lucro bruto de US$ 40,427 bilhões no trimestre representa uma margem bruta de 45,2%, quase 3 pontos percentuais acima do reportado um ano atrás”, diz Enzo Pacheco, analista da Empiricus. 

Veja como a Apple se saiu em comparação com as expectativas de consenso da LSEG, anteriormente Refinitiv: 

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  • EPS : US$ 1,46 por ação, contra US$ 1,39 por ação esperado 
  • Receita: US$ 89,50 bilhões, contra US$ 89,28 bilhões esperados 
  • Receita do iPhone:  US$ 43,81 bilhões, contra US$ 43,81 bilhões esperados 
  • Receita do Mac : US$ 7,61 bilhões contra US$ 8,63 bilhões esperados 
  • Receita do iPad:  US$ 6,44 bilhões, contra US$ 6,07 bilhões esperados 
  • Receita de wearables:  US$ 9,32 bilhões, contra US$ 9,43 bilhões esperados 
  • Receita de serviços : US$ 22,31 bilhões, contra US$ 21,35 bilhões esperados 
  • Margem bruta: 45,2% versus 44,5% esperados 

Leia também: Esqueça o iPhone 15! Quem acredita que a Apple não consegue mais inovar está olhando para o lado errado

Preocupações da companhia 

A queda na demanda dos produtos na região da China tem preocupado a companhia — e os investidores — nos últimos trimestres. 

Entre julho e setembro deste ano, as vendas no gigante asiático totalizaram US$ 15,084 bilhões, uma baixa de 2,5% na comparação anual.

O aumento do faturamento, dessa vez, ficou por conta somente das Américas, com um leve crescimento de 0,7% contra o mesmo período de 2022. 

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“A dificuldade de fazer com que consumidores do mundo inteiro voltem a comprar os seus produtos, contudo, parece ser o principal fator que os investidores estão considerando no momento”, afirma Enzo Pacheco, analista da Empiricus. 

Para o analista, porém, o saldo em caixa é um fator que pode deixar os investidores menos preocupados.

“Ao final do trimestre, eram mais de US$ 162 bilhões disponíveis para serem colocados a trabalhar em favor dos acionistas. Mesmo considerando a dívida total da companhia, ainda estamos falando de um montante na casa dos US$ 50 bilhões.”

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