Tribunal suspende recuperação judicial da 123 Milhas, mas empresa continua blindada contra cobranças de credores e clientes; entenda
O TJMG atendeu a um pedido do Banco do Brasil, um dos credores da companhia, que alegou que a petição inicial não continha todos os documentos exigidos pela lei das RJs

Entre as recuperações judiciais que pipocaram no cenário corporativo brasileiro neste ano, a da 123 Milhas é uma das que mais chamam a atenção por incluir uma longa lista de consumidores brasileiros na lista de credores.
Mas não há apenas pessoas físicas entre os que cobram dívidas da companhia, e uma das pessoas jurídicas nessa lista conseguiu um grande feito jurídico nesta quarta-feira (20): a recuperação judicial foi suspensa atendendo a um recurso do Banco do Brasil (BBAS3).
Segundo o despacho ao qual o Seu Dinheiro obteve acesso, o banco alegou que a petição inicial da empresa e de outras companhias ligadas a ela que também estão inclusas no processo não continha todos os documentos exigidos na lei que rege as RJs.
Quanto aos documentos efetivamente entregues, os advogados do BB afirmam que não asseguravam aos credores, acionistas e Ministério Público o conhecimento necessário e suficiente das informações gerenciais, econômicas e financeiras da empresa.
Tais informações são, ainda segundo a equipe jurídica do banco, "indispensáveis ao adequado exercício dos direitos que lhes competem para defesa dos seus direitos e interesses no feito".
E o desembargador Alexandre Victor de Carvalho, que assina a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aceitou o argumento: " A meu ver, afigura-se essencial a análise por profissionais técnicos acerca das reais condições de funcionamento das empresas e da regularidade e da completude da documentação apresentadas com a peça vestibular, para posterior deferimento ou não do processamento da recuperação judicial."
Leia Também
Justiça mantém blindagem da 123 Milhas
O magistrado, porém, determinou que o período de blindagem — janela que protege contra execuções de dívidas — seja mantido.
Carvalho alegou que a proteção é necessária pois o ativo declarado de uma das empresas é de R$ 27 milhões, enquanto o passivo é muito superior, de R$ 1,6 bilhão. Ou seja, a quantia em caixa e o patrimônio são menores do que a de dívidas.
Em nota enviada ao Seu Dinheiro, a 123 Milhas também destacou a manutenção da blindagem. "A decisão da 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais apenas suspendeu a tramitação do processo da Recuperação Judicial, em primeira instância, até que seja concluída perícia designada pelo desembargador", esclareceu a empresa.
A DINHEIRISTA — Ajudei minha namorada a abrir um negócio e ela me deixou! Quero a grana de volta, o que fazer?
Relembre o caso
Vale relembrar que a 123 Milhas e outras companhias ligadas a ela, a Art Viagens (HotMilhas) e a Novum, entraram com um pedido de recuperação judicial no final de agosto deste ano. Na ocasião, as empresas declaram R$ 2,3 bilhões em dívidas.
Outra data importante na cronologia da situação atual é do mesmo mês: 18 de agosto. Esse foi o dia em que a 123 Milhas anunciou oficialmente a suspensão de pacotes e a emissão de passagens aéreas da linha Promo — que oferecia preços abaixo do mercado.
“Estamos devolvendo integralmente os valores pagos pelos clientes, em vouchers acrescidos de correção monetária de 150% do CDI, acima da inflação e dos juros de mercado, para compra de quaisquer passagens, hotéis e pacotes na 123 Milhas”, informou a nota da empresa na época.
Em reação, no dia seguinte, o Ministério do Turismo acionou a pasta da Justiça e Segurança Pública para avaliar uma apuração sobre a recente suspensão dos pacotes de viagens promocionais da companhia de turismo.
Além disso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras investiga os sócios-administradores da empresa, Ramiro Júlio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira.
Também foi aprovada a quebra de sigilo fiscal e bancário da 123 Milhas e de Ramiro, Augusto e Cristiane Soares Madureira do Nascimento, que é sócia da agência de viagens por meio da empresa Novum Investimentos Participações S/A.
AGENTES DE IA
O próximo concorrente de Visa e Mastercard pode não ser um banco, mas uma inteligência artificial
5 de setembro de 2026 - 14:55BENEFÍCIOS
A próxima batalha dos bancos é pelo mercado de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA)
5 de setembro de 2026 - 13:22PERDEU O ENTUSIASMO
Intelbras (INTB3): ação ainda pode subir 22%, mas JP Morgan já não recomenda compra; confira os motivos
4 de setembro de 2026 - 17:42GORDURA NO CAPITAL?
Méliuz (CASH3) diz que tem capital demais e quer ‘cortar’ R$ 160 milhões da própria conta; entenda
4 de setembro de 2026 - 16:37Conteúdo BTG Pactual
Em busca do próximo milionário: A maior competição de trading do país encerra as inscrições em 6 de setembro; veja como se inscrever
4 de setembro de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #286
Casas Bahia, Habib’s e mais: por que tantas empresas no Brasil estão quebrando?
4 de setembro de 2026 - 15:33MUDANÇAS EM BRASÍLIA
IRB (IRBR3): essa mudança de lei pode colocar mais de 20% de valorização no bolso de quem tem a ação; entenda
4 de setembro de 2026 - 11:02NOVA PROVA DE FOGO?
Sabesp (SBSP3) decepcionou no 2T26, mas ação ainda pode subir 40%; XP revela o que falta para destravar a alta
4 de setembro de 2026 - 10:30EXPANSÃO INTERNACIONAL
Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027
3 de setembro de 2026 - 16:24DA ÁGUA PARA O VINHO
Duplo twist carpado: BofA dá ‘duplo upgrade’ em Magazine Luiza (MGLU3) após disparada da ação e acordo com Mercado Livre
3 de setembro de 2026 - 15:25MAIS UMA LIQUIDAÇÃO
Adeus, Trustee: BC liquida distribuidora ligada ao caso Banco Master; Banvox também entra na lista
3 de setembro de 2026 - 12:42SD ENTREVISTA
Wiz Co (WIZC3) quer transformar a carta de consórcio em passaporte para um mercado de R$ 500 bilhões
3 de setembro de 2026 - 12:33LIDERANÇA DE DÉCADAS
Após 24 anos, Steinbruch deixa cargo de CEO da CSN (CSNA3) e outro peso-pesado assume; ação dispara no Ibovespa
3 de setembro de 2026 - 9:08CEDO PARA COMEMORAR?
Banco do Brasil (BBAS3): por que nem a melhora do agro convence a XP a investir na ação?
2 de setembro de 2026 - 15:08BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) mostra os dentes — veja por que Itaú BBA vê potencial de alta de 32% para a ação
2 de setembro de 2026 - 13:20DOIS 'TIMES' PARA AS ELEIÇÕES
Lula x Flávio Bolsonaro: Citi revela as ações favoritas de bancos se Lula vencer — e onde aposta se Flávio levar
2 de setembro de 2026 - 11:22HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
O divórcio saiu: Azzas 2154 (AZZA3) será dividida entre Arezzo&Co e Soma — e Farm fica em ‘guarda compartilhada’
2 de setembro de 2026 - 10:19PARCERIA ESTRATÉGICA
Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde (SAUD3) desembarcam em Minas Gerais com negócio de R$ 130 milhões pelo Biocor
2 de setembro de 2026 - 10:19NÃO PODE CONTRA, JUNTE-SE
Magazine Luiza (MGLU3) se junta ao Mercado Livre (MELI34) para recuperar vendas online — mas Fred Trajano tem outra aposta para o longo prazo
2 de setembro de 2026 - 9:32SE NÃO MINÉRIO, QUEM VAI FAZER VOCÊ FELIZ?