Sob o comando de Wilson Ferreira Júnior, a Eletrobras (ELET3) se volta para eficiência e redução de custos
Entre as medidas adotadas pela Eletrobras (ELET3) já no início desta nova gestão estão a adoção de um Programa de Demissão Voluntária (PDV)

O retorno de Wilson Ferreira Júnior ao comando da Eletrobras (ELET3) foi dos fatos mais comemorados pelo mercado no ano passado, lido como a cereja do bolo que faltava após a aguardada privatização da companhia. Agora, ainda nos primeiros meses de sua gestão, o executivo deixa claro que sua extensa lista de tarefas no cargo começa pelos ganhos em eficiência e redução de custos.
Durante evento promovido pelo banco Credit Suisse em São Paulo nesta terça-feira (1), Ferreira Júnior comentou o que tem feito e o que ainda precisa fazer nessa missão de arrumar a casa.
"Queremos ser não apenas a maior, mas também a de menor custo", disse, referindo-se ao fato de a Eletrobras ser a maior companhia de energia da América Latina.
Nos cálculos do executivo, será preciso reduzir os custos da empresa em pelo menos 20%. E o primeiro passo para isso veio com a abertura de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que, segundo ele, já teve adesão de mais de 2.500 pessoas. Atualmente, a Eletrobras já negocia a abertura de outro PDV que será aberto nos próximos meses.
Ferreira Júnior evitou comentar qual o objetivo final desse PDV e quantos funcionários a Eletrobras terá no futuro, mas reforçou que a companhia tem necessidade de novas contratações e renovação do quadro.
E se o plano é enxugar por um lado, as receitas precisam crescer por outro. Assim, o executivo também falou sobre as possibilidades de comercialização de energia, que está entre suas prioridades e tornou-se mais crível após a privatização da Eletrobras.
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Diante da expansão do mercado livre e também da oferta de energia que a própria empresa terá disponível no futuro, a ideia é que ela possa atuar diretamente na venda ao cliente.
Ao pensar em uma modelo ideal, o CEO da Eletrobras comparou com o que já acontece atualmente no mercado de telefonia, por exemplo, onde o consumidor decide qual empresa vai contratar de acordo com as melhores condições.
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