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Nesta sexta (25), a Heineken anunciou a saída da Rússia após vender a operação no país por um euro, cerca de R$ 5,26 na cotação atual. Ao transferir as operações ao fabricante russo, Grupo Ernest, a empresa pode ter tido um prejuízo de mais de R$ 1,5 bilhão.
O processo de retirada havia começado em março de 2022, logo no começo da invasão russa na Ucrânia, e acabou de ser concluído. Isso porque diante da ofensiva de Moscou, uma série de empresas multinacionais começaram a deixar o país, o que motivou o Kremlin a criar obstáculos para a saída, como a cobrança de uma taxa gorda para a venda das operações.
O CEO da companhia, Dolf van den Brink, destacou que “embora tenha demorado muito mais tempo do que esperávamos, esta transação garante a subsistência dos nossos funcionários e permite-nos sair do país de forma responsável”.
Os mais de 1800 funcionários da empresa terão garantia de emprego por mais três anos como parte do acordo com o Grupo Ernest, fabricante de cosméticos e utensílios domésticos.
Desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia, uma série de empresas já se apressaram para sair do país invasor e levaram consigo uma bolada.
Apenas no setor de óleo e gás, extremamente importante na economia do país, BP, Shell e Exxon retiraram cerca de US$ 30 bilhões em investimentos. Outras gigantes como Apple, Netflix e Disney também abandonaram o país.
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