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A eventual parceria entre a Petrobras e a empresa holandesa se daria no chamado upstream, além de áreas de interesse socioambiental
Duas das maiores petroleiras do mundo apertaram as mãos e podem trabalhar juntas num futuro próximo: a Petrobras (PETR4) e a Shell assinaram um memorando de entendimentos para "identificar potenciais oportunidades de negócio" no chamado upstream — ou seja, as atividades de exploração, perfuração e produção de óleo e gás.
"Esse acordo não vinculante foca em potenciais oportunidades de exploração dentro e fora do pré-sal, incluindo a Margem Equatorial", diz a Petrobras, em comunicado enviado à CVM nesta quinta-feira (9). Os termos também incluem o compartilhamento de "experiências e práticas" que viabilizem a redução de emissões de carbono.
Ou seja: além de uma potencial parceria na exploração, os termos também têm um caráter voltado às questões socioambientais; a iniciativa, assim, dialoga com a parceria firmada entre a empresa brasileira e a Equinor para o desenvolvimento de projetos de geração eólica offshore e transição energética, revelada há alguns dias.
O memorando de entendimentos assinado entre Petrobras (PETR4) e Shell tem duração de cinco anos e também abrange questões como energias renováveis e captura de carbono.
"Na frente ambiental, Petrobras e Shell pretendem estabelecer projetos para preservar e restaurar a biodiversidade, com o objetivo de emitir créditos para compensar as emissões de carbono", diz a estatal. "Além disso, as empresas também buscarão atuar em conjunto em projetos de investimento social".
O acerto foi firmado entre o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e o CEO da Shell, Wael Sawan, em evento nos Estados Unidos. Mas, para que avancem para uma parceria mais sólida, ainda serão necessárias análises técnicas e de custo/retorno — as gigantes vão cooperar entre si apenas num cenário em que os estudos deem sinal verde para tal.
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"Com essa parceria, as empresas reconhecem que sinergias em projetos de exploração e produção que contemplem iniciativas de descarbonização são estratégicos em um cenário de economia de baixo carbono e reforçam a intenção de buscar novas oportunidades de parcerias no Brasil e no exterior", destaca a Petrobras.
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