O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em parceria com a Equinor, a Petrobras (PETR4) pretende construir sete projetos de geração eólica na costa brasileira
Desde o início da nova gestão federal, integrantes do governo e da Petrobras (PETR4) vêm martelando num assunto que incomoda os investidores — a transição energética da qual a estatal faz questão de participar. E se alguém achava que isso ainda ia demorar para acontecer, se enganou: o processo já está em andamento.
Na noite de segunda-feira (6), a Petrobras anunciou que ampliou seu acordo comercial com a norueuguesa Equinor, com o objetivo de construir sete projetos de geração eólica offshore no litoral brasileiro. Juntos, eles podem gerar até 14,55 gigawatts em energia — algo do tamanho de Itaipu.
A parceria com a Equinor já tem algum tempo: desde 2018, ela e a Petrobras já construíram juntas os parques eólicos de Aracatu I e II, que ficam no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.
O projeto prevê novos parques eólicos no Piauí, Ceará, na divisa entre Rio Grande do Norte e Ceará e ainda no Rio Grande do Sul.
O incômodo dos investidores não é por acaso: um dos receios é que a Petrobras (PETR4) gaste dinheiro demais em projetos de longo prazo, que levam muito mais tempo para dar retorno, enquanto poderia seguir colocando dinheiro em ideias mais certeiras e rentáveis desde já — e nada é tão rentável quanto o pré-sal.
Logo, se a empresa investe mais no desenvolvimento de novas frentes em detrimento de dividendos gordos — como já vem anunciando há semanas que fará — é natural que os investidores vejam a iniciativa com desânimo.
Leia Também
Outro ponto de preocupação e que pode afetar as ações da companhia é o fato de que ela não informou qual será o custo desse projeto em parceria a Equinor.
Ainda que o plano estratégico mais recente da Petrobras, divulgado no fim do ano passado, coloque a energia eólica offshore como uma de suas prioridades, a parceria não foi inclusa no documento, tampouco seu custo.
No pregão desta terça-feira (7), PETR4 caía 1,27%, cotada a R$ 25,63 por volta das 11h39, demonstrando o receio dos investidores com as novidades trazidas pela estatal.

No mesmo horário, PETR3 recuava 1,43% a R$ 28,99.
Em relatório, a XP Investimentos aponta que o projeto das eólicas offshore demandaria um investimento de pelo menos US$ 52,2 bilhões (R$ 271 bilhões). Nos cálculos dos analistas, considerando um "cenário otimista" em que a joint venture com a Equinor seja meio a meio, a estatal se comprometeria com US$ 26,1 bilhões.
"Hoje, o Plano Estratégico da Petrobras prevê um capex de US$ 78 bilhões entre 2023 e 2027 — um número que o Governo Lula já disse ser baixo. Deste valor, 80% é para exploração e produção de petróleo (basicamente o pré-sal), deixando US$ 15,6 bi para outras destinações", diz o relatório.
Na avaliação de Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, ainda é difícil mensurar o impacto da notícia, ponderando que o mercado ainda não sabe se os sete empreendimentos sairão mesmo do papel e os prazos para início e término das construções.
"Ainda não temos como calcular os impactos financeiros e como eles afetarão os dividendos", aponta em sua análise.
Ele ainda afirma que hoje, a Petrobras possui um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) estimado de mais de US$ 40 bilhões conforme a cotação do petróleo nos níveis atuais.
"Serão necessários muitos novos projetos e criatividade para secar os dividendos dos acionistas", diz o analista.
BTG Trends permite operar cenários de alta ou queda em ativos e decisões de juros dentro de ambiente regulado
A empresa de saúde e diagnósticos sofre com leitura negativa do mercado após balanço do quarto trimestre de 2025; entenda os impactos do desinvestimento e as dúvidas sobre a joint venture com a Amil
Companhia destaca que qualquer decisão de investimento passa por análises técnicas e processos formais, tranquilizando investidores da bolsa
Epic Games, empresa criadora do Fortnite, faz corte brutal na equipe e coloca a culpa no principal game da casa
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
Regulador cita fragilidade financeira e irregularidades; grupo já estava no radar de investigações
Data de corte se aproxima enquanto caixa turbinado muda o jogo para quem pensa em investir na ação da farmacêutica
Projeções de proventos ganham fôlego com revisão do banco; veja o que muda para o investidor
Nova estrutura separa operações e cria uma “máquina” dedicada a um dos segmentos mais promissores do grupo; veja o que muda na prática
A JBS ainda considera que o cenário de oferta de gado nos EUA seguirá difícil em 2026, com o boi se mantendo caro para os frigoríficos devido à baixa no ciclo pecuário
No entanto, enquanto ela olhava para dentro de seu negócio, as concorrentes se movimentavam. Agora, ela precisará correr se quiser se manter como uma competidora relevante no jogo do varejo brasileiro
Em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X, Caio Gomes, diretor de IA e dados do Magalu, explica quais foram as estratégias para adoção da tecnologia na varejista
Após a recuperação judicial nos Estados Unidos, quase fusão com a Azul e OPA, a companhia vai voar para longe da bolsa
Com papéis na casa dos centavos, varejista tem prazo para reagir; saída de presidente do conselho adiciona pressão
Após reduzir alavancagem, varejista busca agora melhorar a qualidade do funding; entenda
A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos
Companhia propõe cortar piso de distribuição para 1% do lucro e abre espaço para reter caixa; investidor pode pedir reembolso das ações
Pagamento anunciado pelo banco será realizado ainda em 2026 e entra na conta dos dividendos obrigatórios
Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda
Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações