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Em comunicado aos funcionários, o CEO da companhia, Dan Schulman, afirmou que a “reformulação da empresa”, no ano passado, para enfrentar o atual cenário macroeconômico não foi suficiente

A Paypal, a exemplo das big techs, anunciou cortes no quadro de funcionários. O plano é demitir 7% da força de trabalho nas próximas semanas, o que corresponde a um pouco mais de 2 mil profissionais.
Em comunicado aos funcionários, o CEO da companhia, Dan Schulman, afirmou que a “reformulação da empresa”, no ano passado, para enfrentar o atual cenário macroeconômico não foi suficiente.
“Embora tenhamos feito progressos substanciais no dimensionamento correto de nossa estrutura de custos e concentrado nossos recursos em nossas principais prioridades estratégicas, temos mais trabalho a fazer”, escreveu Schulman.
No último balanço trimestral divulgado pela empresa – do terceiro trimestre de 2022 – a companhia de pagamentos digitais superou as expectativas de lucros e receita.
Contudo, em teleconferência com analistas e investidores em novembro, a PayPal reduziu a previsão de crescimento anual de receita em antecipação à desaceleração da economia americana.
Por fim, os resultados do quatro trimestre de 2022 devem ser divulgados no dia 9 de fevereiro, após o fechamento dos mercados.
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Nas últimas semana, Spotify, IBM e Philips anunciaram demissões para reduzir os gastos, de olho no cenário macroeconômico mundial e demonstram que o movimento de cortes vão além do setor de tecnologia.
Em todo o mundo, cerca de 82.769 profissionais foram afetados por demissões em massa somente em janeiro de 2023, segundo o site Layoffs.fyi.
Especificamente no Brasil, aproximadamente 720 pessoas perderam os seus empregos neste início de ano.
Contudo, esse movimento de "ajustes" não é novidade — e nem tem data para acabar. Vale lembrar que os cortes nos quadros de pessoal em larga escala acontecem, principalmente, em razão da crise econômica agravada pela pandemia de Covid-19 — e, hoje, das consequências dela, como a alta da inflação, elevação dos juros e o temor à recessão global.
No ano passado, 155.126 pessoas foram desligadas de 1.032 empresas de tecnologia, ainda segundo o site.
*Com informações de CNBC e Reuters
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