O enquadro da Polícia Federal na Braskem: Operação investiga possíveis crimes em exploração em Maceió; ação BRKM5 cai na B3
A exploração do minério pela Braskem na capital de Alagoas aconteceu de 1976 a 2019 e resultou em uma grave instabilidade no solo da região explorada

A Braskem (BRKM5) acaba de entrar na mira da Polícia Federal. A PF abriu na manhã desta quinta-feira (21) uma investigação sobre possíveis crimes cometidos durante os anos de exploração de sal-gema pela empresa em Maceió.
A operação foi batizada de Lágrimas de Sal, uma "referência ao sofrimento causado à população pela atividade de exploração de sal-gema".
A exploração do minério pela Braskem na capital de Alagoas aconteceu de 1976 a 2019 e resultou em uma grave instabilidade no solo de bairros como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e áreas próximas.
A região se tornou inabitável, uma vez que trouxe riscos de desmoronamento de casas, ruas e fechamento do comércio, levando mais de 60 mil pessoas a terem que deixar os bairros.
As investigações da Polícia Federal apuraram indícios de que as atividades de mineração desenvolvidas no local não “seguiram os parâmetros de segurança previstos na literatura científica e nos respectivos planos de lavra".
Esses requisitos procuravam garantir a estabilidade das minas e a segurança da população da região.
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As ações da Braskem operam em queda no pregão de hoje. Por volta das 10h30, os papéis BRKM5 recuavam 0,41% na bolsa brasileira, negociados a R$ 19,58.
- Leia também: Antiga mina da Braskem (BRKM5) se rompe em Maceió, após solo ter afundado 12,5cm em 24 horas; veja vídeo
A investigação da Braskem (BRKM5) pela Polícia Federal
A Polícia Federal afirma que foram identificados indícios de apresentação de “dados falsos e omissão de informações relevantes aos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização da atividade".
De acordo com o comunicado da PF, esses dados permitiram a continuidade dos trabalhos de exploração, "mesmo quando já presentes problemas de estabilidade das cavidades de sal e sinais de subsidência do solo acima das minas”.
Segundo a PF, a Braskem (BRKM5) e os demais investigados poderão responder pelos crimes de poluição qualificada, usurpação de recursos da União, apresentação de estudos ambientais falsos ou enganosos, inclusive por omissão.
Aproximadamente 60 policiais federais cumprem 14 mandados judiciais de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados em Maceió, no Rio de Janeiro e em Aracaju.
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal no estado de Alagoas.
*Com informações de Agência Brasil.
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