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Afundamento de bairros

Antiga mina da Braskem (BRKM5) se rompe em Maceió, após solo ter afundado 12,5cm em 24 horas; veja vídeo

Câmeras da Prefeitura registraram o momento em que antiga mina de sal-gema da Braskem se rompe; movimentação do solo continua cinco anos depois dos primeiros tremores de terra na região

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Movimentação nas águas da Lagoa Mundaú, bairro do Mutange, em Maceió, no momento em que ocorre um rompimento na mina 18, antiga mina da Braskem. - Imagem: Reprodução/Defesa Civil de Maceió

A Defesa Civil de Maceió informou, na começo da tarde deste domingo (18), que a mina 18, antiga mina da Braskem (BRKM5), sofreu um rompimento parcial às 13h15 que pôde ser percebido num trecho da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange.

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"No momento, técnicos da Defesa Civil estão monitorando o local em busca de mais informações. A Defesa Civil ressalta que a mina e todo o seu entorno estão desocupados e não há qualquer risco para as pessoas", diz a nota do órgão ligado à Prefeitura.

Em seu site, a Defesa Civil publicou vídeos nos quais é possível ver uma movimentação intensa nas águas da lagoa no momento em que parte da mina se rompe. O prefeito de Maceió, JHC, também fez o anúncio e publicou os vídeos em uma postagem no seu perfil do X, o antigo Twitter:

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Na manhã de hoje, a Defesa Civil de Maceió já havia informado que a mina de número 18 havia afundado 12,5cm nas últimas 24h, totalizando um afundamento de 2,35m, o que corresponde a uma velocidade de deslocamento vertical de 0,52 centímetros por hora.

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"Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo", alertou o órgão.

Posicionamento da Braskem (BRKM5)

A Braskem publicou um comunicado em seu site sobre o caso e disse que segue colaborando com as autoridades. Veja a nota na íntegra:

"Às 13h15 deste domingo, câmeras que monitoram o entorno da cavidade 18 registraram movimento atípico de água na lagoa Mundaú, no trecho sobre esta cavidade. Toda a área, que vem sendo monitorada nos últimos dias, já estava isolada.

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Movimento semelhante ocorreu por volta das 13h45. O sistema de monitoramento de solo captou a movimentação por meio de DGPS instalados na região.

As autoridades foram imediatamente comunicadas, e a Braskem segue colaborando com elas."

Desastre ambiental na área de mineração da petroquímica começou em 2018

O caso do afundamento do solo em bairros de Maceió, capital do Alagoas, começou depois do registro de tremores de terra em 2018 em uma região da cidade na qual a Braskem explorava sal-gema, insumo da cadeia produtiva do PVC.

Os tremores provocaram rachaduras em casas e edifícios, além de crateras nas ruas de vários bairros da cidade. Assim, milhares de moradores foram forçados a se mudar por questões de segurança.

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Em abril do ano seguinte, as autoridades brasileiras entraram com processo contra a Braskem, e em maio o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) publicou um estudo com a conclusão que, de fato, a principal causa das rachaduras era a atividade da petroquímica.

A Braskem teve de encerrar a exploração de sal-gema e também as fábricas de cloro-álcali e dicloreto de etileno em Maceió. Desde então, a companhia já desembolsou R$ 9,2 bilhões em reparações e fez provisões no valor de R$ 14,4 bilhões.

Recentemente, a Defesa Civil incluiu mais um bairro na área atingida pelo evento geológico, o que motivou uma Ação Civil Pública contra a empresa, de modo a incluir mais famílias entre aquelas que devem receber reparações. A Prefeitura de Maceió também deseja rediscutir com a Braskem o valor da indenização devido ao município.

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