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Para analistas, resultado reflete esforço da Natura (NTCO3) em melhorar sua estrutura, enquanto Avon e The Body Shop ainda preocupam
A Natura (NTCO3) apresentou seu balanço referente ao primeiro trimestre deste ano com um prejuízo líquido que soma R$ 652,4 milhões, apenas 1,4% a mais do que o visto no mesmo período de 2022.
A receita líquida da fabricante de cosméticos totalizou R$ 8,021 bilhões, uma baixa de 2,8%. Em moeda constante houve alta de 3,4%.
Já o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia chegou a R$ 841,7 milhões, 41,3% acima do registrado entre janeiro e março do ano passado.
Segundo a Natura, apesar do prejuízo praticamente igual ao que foi visto em 2022, o Ebitda mais saudável foi mais do que compensando por mais despesas financeiras. A empresa ainda aponta que isso será resolvido em breve com a venda da Aesop para a L'Oréal.
A dívida líquida da companhia, excluindo leasing, foi de R$ 9,4 bilhões nos primeiros três meses deste ano. No trimestre anterior, esse valor era de R$ 7,4 bilhões. O salto é explicado, de acordo com os resultados, por consumo de caixa sazonal e aumento de estoque.
Ainda conforme o balanço, a margem registrada no primeiro trimestre do ano foi de 10,5%, alta de 300 pontos percentuais na comparação com o mesmo período de 2022.
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Desta vez, os destaques positivos da complexa operação da Natura vieram da América Latina e, olhando para suas marcas, de Aesop e Natura.
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Segundo o documento arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Avon Internacional e a The Body Shop continuam pressionando a companhia, com esta última exigindo investimentos contínuos.
Outros pontos positivos foram um melhor mix de produtos e precificação na Natura e na Avon em toda a América Latina, além da Avon Internacional, que foram capazes de absorver parte dos impactos da inflação. Além disso, segundo a Natura, o balanço do 1T23 já traz resultados das últimas movimentações da empresa, que busca reorganizar toda a sua estrutura.
Em relatório, o BTG Pactual afirma que os preços mais altos, o melhor mix de categorias e ainda a otimização dos investimentos em marketing foram importantes para a margem da Natura (NTCO3).
Reforçou, também, que a Natura conseguiu reduzir em 36% as despesas da holding na comparação anual, em linha com a promessa de otimizar sua estrutura.
"A recuperação ainda difícil nos deixa mais conservadores, apesar do valuation atraente", escreveram os analistas.
A equipe reforça que enxerga dois grandes desafios para a Natura neste início de ano, incluindo a alta alavancagem num cenário de juros altos e problemas na reformulação de suas operações, especialmente Avon e The Body Shop.
Para o Santander, os resultados da Natura vieram acima do esperado, com destaque para o resultado operacional e o nível de consumo de caixa. Os analistas consideram que os números divulgados hoje refletem o compromisso da companhia com as melhorias necessárias.
O relatório destaca o desempenho ruim da Avon Internacional, bastante pressionada pelas condições macroeconômicas que derrubaram suas vendas (-12,8%). Ainda assim, o Santander acredita que, de todas as marcas da Natura, a The Body Shop é aquela com pior desempenho e sem sinais de melhora.
O banco tem recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 12,20 — potencial de valorização de 8,2% se considerado o fechamento anterior.
Às 10h31, NTCO3 subia 8,43% na bolsa, cotada a R$ 12,22, reflexo da empolgação dos investidores com o ativo após os dados divulgados mais cedo. Os papéis encerraram o dia com alta ainda maior, de 15,08%, a R$ 12,97.

Para 2026, a expectativa é de 15 novas unidades Riachuelo, em postos que já estão praticamente fechados, disse Miguel Cafruni, diretor financeiro, em entrevista ao Seu Dinheiro.
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