🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

PROGRAMA REPAGINADO, OFERTAS TURBINADAS

Minha Casa Minha Vida turbinado abre janela para ofertas de ações de incorporadoras; qual empresa é a favorita para lucrar com o programa?

A MRV fechou ontem uma oferta de ações para levantar R$ 1 bilhão; dias antes, a Direcional já havia captado R$ 429 milhões em outro follow-on do setor

Larissa Vitória
Larissa Vitória
17 de julho de 2023
6:03 - atualizado às 16:37
Obras de imóveis do projeto Minha Casa Minha Vida no estado de São Paulo Casa Verde e Amarela casa própria
Vista de construções para o programa Minha Casa Minha Vida. - Imagem: Shutterstock

Por muito tempo, a janela de captação ficou fechada para as construtoras e incorporadoras da B3, com trancas seladas e vidros cobertos por pedaços de madeira cujos pregos eram reforçados a cada martelada do Banco Central na taxa básica de juros (Selic).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas esse cenário mudou recentemente, como mostram os últimos movimentos do setor. A MRV (MRVE3) fechou na última semana uma oferta de ações para levantar R$ 1 bilhão. Dias antes, a Direcional (DIRR3) já havia captado R$ 429 milhões em outro follow-on do setor.

Um dos fatores por trás do sucesso das operações é a expectativa de queda nos juros, que levou a uma retomada do apetite ao risco pelas ações e melhorou as perspectivas para os custos dos financiamentos imobiliários.

Mas o grande responsável pelo movimento recente é o “Minha Casa Minha Vida” (MCMV), que foi relançado pelo presidente Lula (PT) no início deste ano e recentemente ganhou limites maiores.

As novas regras do programa habitacional chegaram ao mercado armadas com um pé de cabra para retirar todas as obstruções do caminho e abrir definitivamente a janela das ofertas de ações das construtoras na B3, especialmente para as focadas no segmento de baixa renda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale relembrar que entraram em vigor na semana passada as alterações anunciadas pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o MCMV. Entre as principais mudanças está a ampliação do valor máximo dos imóveis, que subiu de R$ 264 mil para até R$ 350 mil na faixa três, para famílias com renda de até R$ 8 mil.

Leia Também

Além disso, o governo federal incrementou o subsídio oferecido para a população de baixa renda, com ganhos de até R$ 4,4 mil mensais, e reduziu os juros nas primeiras duas faixas.

Faz sentido captar para investir no Minha Casa Minha Vida?

Na visão dos especialistas, as novidades no Minha Casa Minha Vida deram o empurrão necessário para que as construtoras aproveitem o momento mais favorável de mercado para captar recursos e equilibrar as finanças.

“Isso traz uma margem para as companhias e torna os investimentos futuros mais atrativos, com uma rentabilidade melhor. Com isso, vemos que as empresas estão fazendo uma reestruturação no balanço e recompondo o caixa para fazer frente aos investimentos do programa”, diz Rafael Quick, analista do Inter.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As maiores companhias que atuam no segmento de baixa renda já vinham lançando e vendendo a um bom ritmo dentro do MCMV, e os números devem tornar-se ainda mais favoráveis com a atualização das regras.

“Em um cenário onde a competição não está tão grande — porque, dado o juro mais alto, várias incorporadoras menores retraíram —, a demanda por moradia de baixa renda é muito alta e a capacidade de pagamento melhorou, faz sentido captar”, diz Paulo Weickert, sócio fundador da Apex Capital.

O gestor aponta ainda que, diferente de uma emissão de títulos de dívida, o levantamento de recursos via oferta de ações diminui o risco de um excesso de alavancagem financeira das empresas.

“É uma captação de dinheiro novo para investir em um setor que tem retornos bons e que está com uma dinâmica muito positiva”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, ocorre em um momento favorável para as ações das principais empresas de baixa renda, que acumulam fortes altas neste ano. “O follow-on só se torna atrativo se as empresas estiverem operando com bons múltiplos. Ninguém vai a mercado caso esteja descontado para não ter de deixar muito dinheiro na mesa”, argumenta Quick.

*Alta acumulada das ações em 2023 até às 10h38 de 14/05 | Gráfico: Tradingview

Quais construtoras listadas devem ser as próximas a recorrer ao follow-on?

Com o cenário tão favorável para as construtoras de baixa renda, devemos ver novas ofertas de ações em breve?

É difícil prever qual será a próxima companhia a optar por aumentar o capital próprio e diminuir a dívida. Mas os movimentos estão ligados ao ritmo de expansão que as construtoras adotarão daqui para a frente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As empresas que saírem na frente em termos de volume de investimentos conseguirão melhor poder de compra na barganha por terrenos futuros e abocanharão uma parcela maior dos recursos disponíveis para o “Minha casa, Minha vida”, cita o analista do Inter.

Para o gestor da Apex, o follow-on é essencial para apenas um nome do setor B3: “Das listadas, quem precisava mesmo de capital era a MRV, que é uma das empresas de baixa renda mais alavancadas. Então, se vierem novas ofertas, é mais pela oportunidade do que por necessidade de caixa.”

MCMV pode ser a redenção da Tenda (TEND3)?

Já outro gestor ouvido pelo Seu Dinheiro cita a Tenda (TEND3) — que enfrentou problemas de endividamento recentemente e teve de renegociar com credores — como uma das principais candidatas a ser a próxima na fila das ofertas de ações na B3.

“A Tenda é a mais alavancada das incorporadoras. A empresa teve todos os problemas que já conhecemos de dívidas, estouro de custo de obras e prejuízos e eu acredito que ela vá fazer uma oferta pois precisa dos recursos.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale destacar que as ações da Tenda são um dos destaques da construção civil, acumulando uma alta de mais de 216% neste ano. Mas isso depois de perderem mais de 70% do valor nas mínimas na bolsa.

“A Tenda tem conseguido ter maior controle sobre os custos e vem buscando a rentabilidade. O MCMV deve ajudar, porque a construtora consegue trabalhar nas faixas um e dois, onde outras não chegam. Mas entendemos que a companhia surfou um otimismo para o setor inteiro: como ela estava bem espremida, vindo de uma série de de fatores negativos, uma notícia positiva faz bastante efeito sobre as ações”

Rafael Quick, analista do Inter

As construtoras mais preparadas para lucrar com o MCMV

Se a Tenda ainda pode demorar para se recuperar completamente dos efeitos da inflação e dos juros sobre as margens para aproveitar o novo Minha Casa Minha Vida, a MRV não deve ter o mesmo problema, segundo Paulo Weickert.

“Dado o tamanho e o histórico da companhia, eu acredito que a MRV é a companhia melhor posicionada para aproveitar o momento. Todas as construtoras do segmento econômico irão se beneficiar, mas a MRV tem tudo para ser o grande destaque”, diz o gestor da Apex.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale relembrar que a companhia mineira divulgou no início do mês uma prévia operacional que agradou analistas e investidores. A incorporadora registrou o melhor trimestre de vendas líquidas da história no segmento de incorporação. 

O Valor Geral de Vendas (VGV) foi de R$ 2,2 bilhões e 9.765 unidades comercializadas no primeiro trimestre. Trata-se de um aumento de 22% em relação aos três meses imediatamente anteriores e alta de 48% frente ao mesmo período do ano passado.

Já o analista do Inter cita a Direcional (DIRR3) como favorita. “A construtora conseguiu apresentar uma margem bruta equilibrada mesmo durante o ciclo de alta de custos, o que já é uma vantagem competitiva.”

Rafael Quick cita ainda o modelo de recebimento de pagamentos da companhia — 70% do valor do imóvel durante a construção e 30% após a entrega das chaves — como outro ponto positivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Vemos que a geração de caixa da companhia é mais constante, então gostamos da tese e entendemos que, com as mudanças no programa habitacional, Direcional tende a crescer e está bem posicionada hoje para surfar essa onda do Minha Casa Minha Vida.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENTRE AS MAIORES

Itaú se torna a única empresa brasileira entre as 500 marcas mais valiosas do mundo — e um concorrente se desvaloriza e perde o posto

20 de janeiro de 2026 - 12:31

Itaú avançou no ranking global após crescimento de 15% no valor da marca, enquanto o Banco do Brasil perdeu espaço e deixou a lista

GENEROSIDADE CALIBRADA?

BB vai segurar os dividendos em 2026? Banco do Brasil (BBAS3) define payout e revela quando proventos vão pingar na conta dos acionistas

20 de janeiro de 2026 - 10:44

O conselho de administração do BB definiu a política de dividendos deste ano; veja quanto e quando o banco vai pagar

RATING MELHOR

Fitch eleva rating da Guararapes; por que agência acredita que dona da Riachuelo virou a página?

20 de janeiro de 2026 - 10:18

Além da marca Riachuelo, a Guararapes opera as marcas Casa Riachuelo, Carter’s no Brasil e Fanlab

DANÇA DAS CADEIRAS (DE NOVO)

Ambipar (AMBP3) troca CFO após menos de quatro meses e reorganiza alto escalão em meio à crise financeira

20 de janeiro de 2026 - 9:28

Ricardo Rosanova Garcia deixa os cargos de liderança com menos de quatro meses na função de diretor financeiro. Saiba quem assume as posições agora

O NOVO CAPÍTULO DA BATALHA DO E-COMMERCE

A guerra escalou: Mercado Livre (MELI34) e Shopee encaram inimigo antigo — e a culpa pode ser de Trump

20 de janeiro de 2026 - 6:01

O cenário para o e-commerce brasileiro em 2026 está ainda mais acirrado. Com frete grátis virando commodity, a competição migra para logística, sellers e escala — enquanto o embate entre Estados Unidos e China entra como pano de fundo da estratégia da Amazon, que está com sangue nos olhos pelo Brasil

EM BUSCA DE SALVAÇÃO?

BRB vai precisar de dinheiro para continuar de pé após crise no Banco Master? Saiba o que diz o Banco de Brasília

19 de janeiro de 2026 - 17:42

Em meio às especulações, o Banco de Brasília respondeu sobre rumores de aporte bilionário e deu detalhes de sua situação financeira

ACABOU A COLHEITA?

Boa Safra (SOJA3) na berlinda? Itaú BBA rebaixa ação e corta preço-alvo. Descubra o que fazer com a ação agora

19 de janeiro de 2026 - 17:25

Os analistas revelaram por que reduziram as perspectivas no curto prazo — e o que pode destravar valor para SOJA3 lá na frente

VISÃO DOS EXECUTIVOS

Magazine Luiza (MGLU3), Lojas Renner (LRNE3), Smart Fit (SMFT3) e mais: no que os CEOs das grandes varejistas estão apostando para 2026?

19 de janeiro de 2026 - 16:40

Com a Selic prestes a iniciar um ciclo de queda, executivos de gigantes do varejo brasileiro ainda enxergam um consumo pressionado no curto prazo, mas detalham onde veem espaço para crescimento, eficiência e ganho de margem ao longo de 2026

DEJÁ-VU

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3): depois de um “não”, acionista aliado de Rafael Ferri insiste e pede uma nova Assembleia

19 de janeiro de 2026 - 15:10

O acionista Hugo Shoiti Fujisawa formalizou uma nova solicitação de assembleia geral extraordinária no Pão de Açúcar. A tentativa anterior, feita em conjunto com Rafael Ferri, foi negada pela varejista na semana passada

FIM DA LINHA

Após 54 anos, orelhões vão deixar de fazer parte da paisagem urbana 

19 de janeiro de 2026 - 14:55

Retirada do orelhão acontece porque terminam as concessões do serviço de telefonia fixa das empresas responsáveis pelos aparelhos

TRABALHO OU LAZER?

O dinheiro mais fácil do mundo? Gigante aeronáutica paga R$ 160 por hora para pessoas ‘brincarem de escorregador’

19 de janeiro de 2026 - 14:35

Empresa do setor aeronáutico pagou voluntários para testar escorregadores de evacuação usados em emergências, exigidos por normas internacionais de segurança

VAI PINGAR NA CONTA?

Mais motivos para comprar ações do IRB (Re)? Citi aposta na volta dos dividendos e eleva preço-alvo de IRBR3

19 de janeiro de 2026 - 13:58

Entenda por que os analistas mantiveram recomendação de compra para as ações da resseguradora

ENTENDA

Fôlego para a Oi: Justiça estica prazo de proteção contra dívidas extraconcursais, enquanto ação está fora da B3

19 de janeiro de 2026 - 12:40

Decisão dá mais 90 dias de proteção à operadora em um momento delicado, marcado por disputas judiciais com credores e pela retirada das ações da bolsa

NO TOPO

Por que a Rede D’Or virou a favorita do BTG? Os motivos para comprar as ações RDOR3 agora

19 de janeiro de 2026 - 11:33

Os analistas do banco listaram os fatores que colocam a empresa como principal aposta para o novo ciclo do setor de saúde; veja todas as recomendações

AS PREFERIDAS

Prio (PRIO3) e Ultrapar (UGPA3): Top picks do BTG para lucros de até 44% no setor de óleo e gás

18 de janeiro de 2026 - 15:30

Em um relatório completo sobre o setor, o BTG divulgou suas duas ações preferidas para investir: Prio (PRIO3) e Ultrapar (UGPA3), com impulsionadores claros para a expansão da margem e o aumento da geração de caixa

NO SHAPE

SmartFit (SMFT3) vai além e levanta R$ 364,5 milhões em aumento de capital — e ainda dá para participar da subscrição das sobras

17 de janeiro de 2026 - 14:27

O montante superou com folga o mínimo previsto na operação, de 4,1 milhões de ações

PRÉVIA OPERACIONAL

Eztec (EZTC3) dá salto de quase 200% nos lançamentos e vê vendas crescerem no 4T25, mas números não empolgam o Citi

17 de janeiro de 2026 - 13:02

Apesar de reconhecer o bom desempenho no quarto trimestre de 2025, os analistas avaliam que a construtora ainda “precisa melhorar”

COMPRA OU VENDA?

O caminho para a desalavancagem da CSN (CSNA3): os riscos e as vantagens do plano para reduzir as dívidas em até R$ 18 bilhões

16 de janeiro de 2026 - 18:32

Objetivo é vender partes de negócios que não são o foco da companhia neste momento, permitindo uma redução imediata da dívida líquida

A ESCOLHIDA

Ultrapar (UGPA3) é uma das ‘top pick’ do BTG para o setor de óleo e gás; o que pode fazer a ação dar quase 43% de lucro?

16 de janeiro de 2026 - 17:18

A Ultrapar tem oportunidades de crescimento, tanto de forma orgânica quanto por meio de aquisições. A disciplina na alocação de capital e atuação em setores resilientes (energia, logística e mobilidade) são pontos relevantes para a tese de investimentos

PEDIDO CHEGA VOANDO

É o fim dos motoboys? Entrega por drones já é realidade nos EUA — e no Brasil também já está acontecendo

16 de janeiro de 2026 - 16:14

Mudança na legislação nos EUA acelera planos do Walmart, enquanto o iFood já opera entregas aéreas em Aracaju para driblar gargalos logísticos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar