🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

SD ENTREVISTA

Super ricaços na mira: Lifetime acelera a disputa por clientes que têm mais de R$ 10 milhões para investir e querem tratamento especial, afirma CEO

O CEO Fernando Katsonis revelou como a gestora pretende conquistar clientes ‘ultra-high’ e o que está por trás da contratação de Christiano Ehlers para o Family Office

Camille Lima
Camille Lima
5 de dezembro de 2025
15:30 - atualizado às 18:54
Escritório da gestora de patrimônio Lifetime.
Escritório da gestora de patrimônio Lifetime. - Imagem: Divulgação

A gestora de patrimônio Lifetime vem alimentando metas ambiciosas: chegar aos R$ 100 bilhões em patrimônio sob gestão até 2028, praticamente triplicando de tamanho a partir dos atuais R$ 30 bilhões. É uma jornada ousada, mas o CEO Fernando Katsonis acredita que o caminho está traçado — e passa diretamente pelo avanço do Family Office, vertical dedicada às grandes fortunas, famílias empresárias e estruturas patrimoniais complexas no Brasil e no exterior. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista ao Seu Dinheiro, o executivo afirmou que o segmento não é apenas mais uma linha de negócios — é uma avenida estratégica para destravar valor, capturar os clientes mais relevantes para a casa e dar escala ao crescimento da Lifetime.

Fernando Katsonis, CEO da Lifetime. Foto: Divulgação

A ambição ficou ainda mais definida com a chegada de Christiano Ehlers como novo CEO da vertical. Com experiência em private banking e wealth management (gestão de fortunas) no mercado local e offshore, Ehlers assume a área com a missão de acelerar a vertical e ampliar a participação de mercado.

Hoje, o Family Office, que atende clientes com patrimônio acima de R$ 10 milhões, já responde por 25% dos ativos sob gestão da Lifetime.  

A meta para os próximos anos é transformar essa participação em um pilar central da expansão e da captura de clientes de altíssima renda, chamados de ultra-high, que possuem mais de R$ 10 milhões na gestora. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, o Family Office da Lifetime atende cerca de 200 famílias, em sua maioria constituídas por empresários, ex-empresários e executivos de alto escalão (os chamados C-level). 

Leia Também

Além disso, antes, a riqueza dos clientes estava concentrada em um público de faixa etária superior, mas a composição está mudando: há uma transmissão crescente para as gerações mais novas, com a segunda geração na faixa dos 45 anos ou mais e que estão hoje ativamente evolvidas na criação de riqueza no longo prazo, e não somente herdeiros.

Um mercado em consolidação — e um espaço aberto para quem souber ocupar

A aposta da Lifetime acontece em meio a um momento decisivo para o setor. Nos últimos anos, o segmento independente de gestão de fortunas passou por uma forte consolidação, com casas menores sendo absorvidas por grandes players

O resultado foi uma mudança de dinâmica: famílias empresárias e investidores de altíssima renda seguem demandando gestão patrimonial independente e governança, mas com cada vez menos alternativas fora dos conglomerados. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Lifetime quer ocupar esse buraco deixado por esse movimento, diz o CEO. 

"É justamente essa aposta que a gente está fazendo neste momento: dar mais relevância para esse mercado e ganhar participação. O Chris é peça fundamental nessa etapa”, afirmou Katsonis ao Seu Dinheiro.

O Family Office como catalisador — e a chegada de Ehlers como inflexão

Ehlers chega à Lifetime com a meta de escalar o Multifamily Office, ampliando a oferta de serviços para famílias empresariais, tanto no Brasil quanto offshore.

Christiano Ehlers, CEO do Family Office da Lifetime. Foto: Divulgação

“O negócio de Family Office é muito estratégico, porque cuida dos principais clientes da casa, que confiam mais na nossa relação, porque delegam a gestão para o nosso time. Então, nada mais importante do que fortalecer esse time e a estrutura para esse crescimento", disse o CEO da Lifetime. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a evolução da carteira, a Lifetime planeja ampliar o leque de soluções, chegando inclusive a serviços de concierge e atendimento personalizado para famílias ultra-high, com expansão dos serviços prevista a partir de 2026. Os detalhes da novidade, no entanto, ainda estão sendo desenhados pela gestora. 

“São mais famílias, mais patrimônio sob gestão. Queremos acelerar bastante essa vertical justamente pelo espaço que estamos vendo no mercado. O leque maior de serviços passa a ser uma necessidade natural”, avaliou Katsonis.

Crescimento, fusões e expansão regional

Para sustentar a ambição, a Lifetime pretende manter um ritmo de crescimento entre 30% e 40% ao ano, combinando expansão orgânica, conquista de clientes e também crescimento por meio de aquisições.  

Há planos para ampliar a presença geográfica com escritórios em Recife ou Salvador, Belo Horizonte e Goiânia, além das 10 unidades já operacionais no país. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já na frente das aquisições, a companhia está de olho em casas com R$ 1 bilhão a R$ 3 bilhões sob gestão, que sofrem com regulação, custo de estrutura e dificuldade de escalar sozinhas.  

O CEO confirmou ao Seu Dinheiro que há casos em análise e antecipou que "tem notícia boa para vir" no curto prazo, embora não tenha dado detalhes.

A disputa abre oportunidades, mas é risco

Apesar do otimismo, Katsonis reconhece que o crescimento da Lifetime não virá sem obstáculos.  

Afinal, a concorrência pelo cliente ultra-high é intensa, especialmente porque os grandes players costumam levar o que há de melhor em cada gestora ao adquiri-las.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Esse segmento tem uma competição muito mais acirrada, em termos de qualidade de serviço e profundidade de relacionamento. A partir do momento que você não consegue entregar uma solução completa, quem está mais próximo do cliente pode vencer essa relação”, disse o executivo. 

A consolidação do setor também acende um alerta. Ela reduz a autonomia das casas independentes, mas abre espaço para quem souber ocupar a lacuna deixada. O risco está em players maiores absorvendo operações menores — mas a oportunidade é igualmente grande.

Selic alta, incerteza e perspectiva de retomada

Os anos recentes não foram fáceis. O ambiente macroeconômico, a Selic elevada e a incerteza política criaram um efeito de congelamento na tomada de decisão dos investidores, mesmo entre aqueles mais sofisticados. 

“Embora pareça que passivamente você ter 15% de Selic ao ano seja bom, no final do dia não é, porque o investimento não reflete economia real. É um voo de galinha”, disse. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o CEO acredita que esse congelamento dos investidores finalmente começa a ceder. Nos últimos seis meses, clientes voltaram a tomar decisões e novos negócios começaram a acontecer.  

Para 2026, a expectativa é de cortes de juros e retorno gradual de previsibilidade, com a Selic encerrando o ano perto de 12% ao ano. 

O lado político ainda exige atenção — especialmente com o descompasso político e econômico, com o Banco Central freando a atividade para compensar desequilíbrios fiscais —, mas a redução da incerteza já destrava movimento e retomada de negociação, na avaliação do executivo. 

"Queremos que o governo nos ajude um pouquinho, que a taxa de juro diminua, porque a Selic alta também atrapalha o segmento independente e concorre com outros produtos. Queremos que o país ande. Com o país andando, a gente navega bem.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VAZOU

Sem Ilha Dinâmica no iPhone 18 Pro? Entenda o que indica o vazamento da Apple

15 de janeiro de 2026 - 16:01

Apple avalia nova arquitetura interna para “esconder” os sensores do Face ID nos modelos Pro

RALI AINDA NÃO ACABOU

Ainda tem fôlego? Por que a Eneva (ENEV3) virou a ação favorita do Itaú BBA mesmo após um rali de quase 100%

15 de janeiro de 2026 - 15:42

O banco elevou preço-alvo para as ações ENEV3 e vê gatilhos capazes de destravar valor mesmo após a forte alta recente; o que está por trás do otimismo?

MERCADO NÃO GOSTOU

SmartFit (SMFT3) despenca mais de 9% após evento da empresa. É hora de comprar?

15 de janeiro de 2026 - 14:43

Alcançando a mínima intradia desde agosto do ano passado, os papéis da companhia lideram a ponta negativa do Ibovespa nesta tarde

APERTANDO O CINTO

CSN (CSNA3) anuncia plano de venda de ativos para reduzir até R$ 18 bilhões em dívidas; ações recuam na bolsa

15 de janeiro de 2026 - 13:39

A expectativa é reduzir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões ainda neste ano, criando condições para que a companhia invista em segmentos mais promissores

PRÉVIA OPERACIONAL 4T25

Cury (CURY3) dobra geração de caixa no 4T25, e bancões respondem o que fazer com a ação agora

15 de janeiro de 2026 - 13:05

Geração de caixa recorde rouba a cena no 4T25, enquanto vendas seguem firmes; bancos reforçam a leitura positiva e mantêm recomendação de compra para o papel

MERCADO IMOBILIÁRIO

Moura Dubeux (MDNE3) abre caminho para expansão com oferta de quase 9,7 milhões de ações; confira os detalhes da operação

15 de janeiro de 2026 - 12:31

Oferta terá participação restrita a investidores profissionais e prioridade concedida aos acionistas da companhia; volume de ações ofertadas poderá dobrar se houver demanda

PRÉVIA OPERACIONAL 4T25

Plano&Plano (PLPL3) mais do que dobra vendas líquidas e ‘compensa’ geração de caixa mais fraca. O que fazer com as ações?

15 de janeiro de 2026 - 11:57

Vendas disparam no 4T25, ritmo comercial acelera e reforça a tese positiva para a construtora, apesar do foco maior na queima de estoques e de um caixa ainda pressionado

ENTENDA O MOVIMENTO

Pão de Açúcar (PCAR3) ‘corta asinhas’ de Rafael Ferri e ocupa vagas que ele estava de olho no conselho às pressas

15 de janeiro de 2026 - 10:08

A companhia se antecipou a movimento de minoritários, ocupando vagas no conselho e rejeitando pedido de assembleia feito por Rafael Ferri, que queria uma Assembleia sobre as vagas que estavam em aberto desde o fim de dezembro

UPGRADE INESPERADO

Novo Samsung Galaxy S26 vaza — e traz uma melhoria inesperada

15 de janeiro de 2026 - 9:10

Enquanto os holofotes apontam para o S26 Ultra, um detalhe discreto no modelo básico pode ser o verdadeiro salto da próxima geração: carregamento mais rápido 

APAGAM-SE AS LUZES

Após Banco Master, Banco Central aperta o cerco e decreta liquidação extrajudicial da CBSF, antiga Reag; saiba quem é a empresa

15 de janeiro de 2026 - 9:04

Autoridade monetária cita “violações graves” e diz que apurações seguem em curso; entenda o caso

APAGÕES EM SP

O preço de ficar no escuro: Enel é multada em R$ 14 milhões por falhas no fornecimento de energia em 2025

14 de janeiro de 2026 - 19:52

Concessionária acumula nove autuações desde 2019 e é acusada de falhas graves em serviços essenciais; número oficial de afetados por apagão em dezembro sobe para 4,4 milhões

NO TETO DO RALI

CPFL Energia (CPFE3) chegou ao limite? UBS BB rebaixa ação após alta, mas vê mais dividendos no horizonte

14 de janeiro de 2026 - 13:25

Os analistas passaram o preço-alvo para 12 meses de R$ 59 para R$ 58, com potencial de valorização de cerca de 7%

TROCA-TROCA

BRB convoca assembleia sobre trocas no conselho, em meio a mudanças na liderança após operação da PF envolvendo o Master

14 de janeiro de 2026 - 10:11

Após trocar de presidente e diretoria, banco convocou uma assembleia para deliberar sobre mudanças em seu conselho de administração

DOBROU A APOSTA

CEO do JP Morgan defende investimento bilionário em inteligência artificial: “Vamos continuar na vanguarda”

13 de janeiro de 2026 - 19:51

Jamie Dimon aposta que a IA será o diferencial competitivo que permitirá ao banco expandir margens de lucro, acelerar inovação e manter vantagem sobre concorrentes

MAIS UMA CRISE A CAMINHO?

Fictor atrasa dividendos de sócios, mas nega insolvência e diz que pagará em fevereiro

13 de janeiro de 2026 - 17:59

Empresa ganhou destaque na mídia após a tentativa de compra do Banco Master no final de 2025

TRÊS ANOS DEPOIS

Escândalo Americanas (AMER3) faz aniversário sem ninguém punido, investidores de ‘mãos abanando’ e empresa encolhida

13 de janeiro de 2026 - 17:00

Três anos após a revelação da fraude contábil bilionária, o caso Americanas ainda reúne investigações em andamento, sanções sem desfecho na B3, disputas por ressarcimento e uma empresa que tenta se reerguer em um mercado cada vez mais competitivo

ADEUS, BRASIL

Após 37 anos, concorrente gringa dos Correios suspende transporte doméstico no Brasil e demite funcionários

13 de janeiro de 2026 - 16:33

Multinacional anuncia saída do transporte doméstico no Brasil, inicia demissões e reforça estratégia focada em logística internacional e cadeia de suprimentos

EMPREENDEDORISMO

Este jovem da geração Z percebeu uma lacuna no mercado e fundou uma empresa de moda streetwear que faturou R$ 215 milhões

13 de janeiro de 2026 - 14:39

Aos 24 anos, Oscar Rachmansky é fundador do OS Group, negócio que oferece calçados e roupas de marcas consolidadas

EM MEIO ÀS INVESTIGAÇÕES 

Sob pressão, Banco Central dá sinal verde para inspeção do TCU no caso Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 14:02

Encontro entre BC e TCU tentou reduzir tensão após suspensão de inspeção determinada por ministro

SOB ESCRUTÍNIO

MP entra com representação junto ao TCU contra indicado de Lula para presidir a CVM — e alerta para decisões favoráveis ao Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 13:33

Se for aceita pelo TCU, a representação levaria a uma apuração sobre as questões levantadas em relação a Otto Lobo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar