O que faz a empresa que tornou brasileira em bilionária mais jovem do mundo
A ascensão de Luana Lopes Lara revela como a Kalshi criou um novo modelo de mercado e impulsionou a brasileira ao posto de bilionária mais jovem do mundo
Sem herdar nada de ninguém, Luana Lopes Lara se tornou a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes. A brasileira alcançou o topo graças à Kalshi, empresa que cofundou nos Estados Unidos e que impulsionou sua fortuna. Com 12% da startup, o patrimônio da jovem é estimado em US$ 1,3 bilhão (R$ 6,93 bilhões).
Mas, afinal, o que a Kalshi faz?
Kalshi: apostando em tudo

Fundada em 2018 por Luana junto do libano-americano Tarek Mansour, a empresa opera como uma bolsa de contratos de eventos. Os usuários compram e vendem contratos baseados em perguntas de “sim” ou “não” sobre acontecimentos mensuráveis.
O modelo, porém, diferente de uma Bolsa de Valores, não negocia apenas ações de empresas, os investidores compram e vendem contratos atrelados ao resultado de eventos futuros – ou seja, praticamente qualquer coisa.
Não atoa o nome da startup é Kalshi, que em árabe significa “tudo”.
VEJA TAMBÉM: TRIBUTAÇÃO DE DIVIDENDOS à vista: Empresas aceleram pagamento de proventos - assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube
Leia Também
O negócio funciona da seguinte maneira: cada contrato representa uma pergunta objetiva sobre eventos variados, como “a inflação dos EUA vai subir acima de X%?” ou “o filme Ainda Estou Aqui vai ganhar o Oscar?”.
Se o evento se confirmar, o ativo paga US$ 1; caso contrário, passa a valer zero. O preço — que varia entre US$ 0,01 e US$ 0,99 — reflete a probabilidade que o mercado atribui ao resultado. Assim, um ativo negociado a US$ 0,63 indica que os investidores veem 63% de chance de aquele evento ocorrer.
Vale destacar que a empresa é a única exchange de mercados de eventos aprovada pela Comissão de Negociação de Futuros dos EUA (CFTC). Essa regulamentação assegura que seus produtos tenham caráter financeiro, e não apenas recreativo. Além disso, o modelo de negócios é baseado em taxas de transação, o que diferencia a plataforma das casas de apostas tradicionais.
O modelo de ‘apostar em tudo’ por si só já foi um bom negócio, mas o que fez Luana e Mansour darem o salto à casa dos bilhões foi a entrada no mundo esportivo.
A entrada no mundo dos esportes
Fato é que a entrada no mundo esportivo foi um marco para a empresa. Em parceria com a corretora Robinhood, a plataforma passou a oferecer contratos ligados ao futebol americano.
E o impacto foi imediato.
Em pouco tempo, os esportes passaram a representar cerca de 80% do volume negociado. Além de intensificar o movimento na plataforma, essa nova categoria resolveu um desafio clássico dos mercados preditivos: a frequência dos eventos.
As disputas políticas, por exemplo, geram grandes picos de volume, mas são cíclicas — casos como as eleições presidenciais, que ocorrem apenas a cada quatro anos.
Já os esportes oferecem um fluxo contínuo de acontecimentos de alto engajamento, garantindo liquidez e atividade constantes.
A integração com a Robinhood também ampliou o alcance da Kalshi. Milhões de clientes passaram a negociar diretamente de suas contas — inclusive em estados norte-americanos onde as apostas esportivas são proibidas — explorando uma brecha regulatória entre a jurisdição federal e as leis estaduais.
Em outubro, a liga norte-americana de hockey (NHL) fechou acordos de licenciamento com a Kalshi, tornando-se a primeira grande liga esportiva profissional dos EUA a permitir o uso de suas marcas registradas por mercados de previsão, segundo o Wall Street Journal.
Com esse avanço e o interesse crescente do mercado, a startup conquistou o status de unicórnio.
Hoje a empresa está avaliada em US$ 11 bilhões — cerca de R$ 58,63 bilhões, na cotação atual.
Por que a Axia Energia (AXIA3), ex-Eletrobras, aprovou um aumento de capital de R$ 30 bilhões? A resposta pode ser boa para o bolso dos acionistas
O objetivo do aumento de capital é manter o equilíbrio financeiro da empresa ao distribuir parte da reserva de lucros de quase R$ 40 bilhões
Magazine Luiza (MGLU3) aposta em megaloja multimarcas no lugar da Livraria Cultura para turbinar faturamento
Com cinco marcas sob o mesmo teto, a megaloja Galeria Magalu resgata a memória da Livraria Cultura, cria palco para conteúdo e promete ser a unidade mais lucrativa da varejista
Dividendos e bonificação em ações: o anúncio de mais de R$ 1 bilhão da Klabin (KLBN11)
A bonificação será de 1%, terá como data-base 17 de dezembro e não dará direito aos dividendos anunciados
Dividendos e recompra de ações: a saída bilionária da Lojas Renner (LREN3) para dar mais retorno aos acionistas
A varejista apresentou um plano de proventos até 2030, mas nesta segunda-feira (8) divulgou uma distribuição para os acionistas; confira os prazos
Vale (VALE3) é a ação preferida dos investidores de commodities. Por que a mineradora não é mais a principal escolha do UBS BB?
Enquanto o banco suíço prefere outro papel no setor de mineração, Itaú BBA e BB-BI reafirmam a recomendação de compra para a Vale; entenda os motivos de cada um
Cemig (CMIG4) ganha sinal verde da Justiça de Minas para a venda de usinas
A decisão de primeira instância havia travado inclusive o contrato decorrente do leilão realizado em 5 de dezembro de 2024
Nubank (NU/ROXO34) pode subir cerca de 20% em 2026, diz BB Investimentos: veja por que banco está mais otimista com a ação
“Em nossa visão o Nubank combina crescimento acelerado com rentabilidade robusta, algo raro no setor, com diversificação de receitas, expansão geográfica promissora e a capacidade de escalar com custos mínimos sustentando nossa visão positiva”, escreve o BB Investimentos.
“Selic em 15% não tem cabimento”, diz Luiza Trajano. Presidente e CEO do Magazine Luiza (MGLU3) criticam travas ao varejo com juros nas alturas
Em evento com jornalistas nesta segunda-feira (8), a empresária Luiza Trajano voltou a pressionar pela queda da Selic, enquanto o CEO Frederico Trajano revelou as perspectivas para os juros e para a economia em 2026
IRB (IRBR3) dispara na bolsa após JP Morgan indicar as ações como favoritas; confira
Os analistas da instituição também revisaram o preço-alvo para 2026, de R$ 54 para R$ 64 por ação, sugerindo potencial de alta de cerca de 33%
SpaceX, de Elon Musk, pode retomar posto de startup mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 800 bilhões em nova rodada de investimentos, diz WSJ
A nova negociação, se concretizada, dobraria o valuation da empresa de Musk em poucos meses
Localiza (RENT3) propõe emitir ações preferenciais e aumento de capital
A Localiza, que tem uma frota de 600.000 carros, disse que as novas ações também seriam conversíveis em ações ordinárias
Fitch elevou rating da Equatorial Transmissão e de suas debêntures; veja o que baseou essa decisão
Sem grandes projetos à vista, a expectativa é de forte distribuição de dividendos, equivalente a 75% do lucro líquido regulatório a partir de 2026, afirma a Fitch.
Correios vetam vale-natal de R$ 2,5 mil a funcionários, enquanto aguardam decisão da Fazenda
A estatal negocia uma dívida de R$ 20 bilhões com bancos e irá fazer um programa de desligamento voluntário
Por que o Itaú BBA acredita que há surpresas negativas na compra da Warner pela Netflix (NTFLX34)
Aquisição bilionária amplia catálogo e fortalece marca, mas traz riscos com alavancagem, sinergias e aprovação regulatória, diz relatório
3tentos (TTEN3): veja por que Bank of America, XP e BBA compartilham otimismo com a ação, que já avança 30% em 2025
Vemos a 3tentos como uma história de crescimento sólida no setor agrícola, com um forte histórico, como demonstrado pela sua expansão no MT nos últimos 4 anos, diz Bank of America
Petrobras (PETR4) diz que é “possível” assumir operação na Braskem, prepara projeto de transição energética e retomará produção de fertilizantes
A presidente da estatal afirmou que não há nada fechado, mas que poderia “exercer mais sinergias” entre a atividade de uma petroquímica, Braskem, com a de uma petroleira, a Petrobras
ANS nega recurso da Hapvida (HAPV3), e empresa terá de reapresentar balanço à agência com ajustes de quase R$ 870 milhões
A empresa havia contabilizado o crédito fiscal relacionado ao programa, que prevê a negociação com desconto de dívidas das empresas de saúde suplementar com o Sistema Único de Saúde (SUS)
Super ricaços na mira: Lifetime acelera a disputa por clientes que têm mais de R$ 10 milhões para investir e querem tratamento especial, afirma CEO
O CEO Fernando Katsonis revelou como a gestora pretende conquistar clientes ‘ultra-high’ e o que está por trás da contratação de Christiano Ehlers para o Family Office
Game of Thrones, Friends, Harry Potter e mais: o que a Netflix vai levar em acordo bilionário com a Warner
Compra bilionária envolve HBO, DC, Cartoon Network e séries de peso; integração deve levar até 18 meses
A guerra entre Nubank e Febraban esquenta. Com juros e impostos no centro da briga, quais os argumentos de cada um?
Juros, inadimplência, tributação e independência regulatória dividem fintechs e grandes instituições financeiras. Veja o que dizem
