Medo da concorrência? Apollo e da ADNOC reforçam proposta para comprar a Braskem (BRKM5)
A operação considera o preço de R$ 47 por ação para adquirir a participação detida pela Novonor na petroquímica, de 50,1% do capital votante

A demonstração de interesse é vital em relacionamentos entre duas ou mais pessoas, especialmente quando a intenção é afastar a concorrência — e isso se aplica à relação dos negócios. Depois de oficializar a oferta para adquirir a Braskem (BRKM5), os dois potenciais compradores quiseram “cortejar” a brasileira.
A estatal de petróleo de Abu Dhabi Adnoc e o fundo norte-americano Apollo Global Management vieram aos solos tupiniquins visitar a Braskem (BRKM5) para reafirmar a proposta feita pela petroquímica.
O negócio pode envolver cerca de US$ 7,2 bilhões — ou aproximadamente R$ 35,7 bilhões, nas cotações atuais — e considera o preço de R$ 47 por ação para adquirir a participação detida pela Novonor (ex-Odebrecht) na petroquímica, de 50,1% do capital votante.
Vale destacar que as ações detidas pelo grupo foram dadas a instituições financeiras como garantia da dívida.
Entre os bancos, estão o Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Santander e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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A oferta da Adnoc e do Apollo pela Braskem (BRKM5)
A chegada do time de executivos da Adnoc e do Apollo ao Brasil marca um segundo passo em direção à aquisição da Braskem (BRKM5), depois do anúncio da proposta não vinculante, feita no início de maio.
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Um dos principais sócios da área de private equity do fundo, Samuel Feinstein, representou o Apollo durante a visita.
Até o momento, porém, diligências técnicas não foram feitas e não têm data marcada, segundo pessoas próximas à negociação disseram ao Broadcast.
Além disso, é importante destacar que a dupla não é a única interessada na brasileira, que conta com uma extensa lista de “pretendentes”, com nomes como a holding J&F, que controla a JBS, a Ultrapar e o BTG Pactual, que queria comprar a dívida.
O governo Lula ainda projeta sombras de incertezas sobre o futuro do acordo, que vem se mostrando contrário à desestatização e ainda está definindo qual será o papel da Petrobras.
Isso porque a Petrobras (PETR4) controla a Braskem ao lado da Novonor — e a estatal tem direito de preferência na aquisição das ações da Braskem pertencentes à ex-Odebrecht, e eventualmente poderia adquirir a petroquímica.
*Com informações de Estadão Conteúdo.
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