Uma luz no fim do túnel do IRB (IRBR3)? Apesar do prejuízo, resseguradora volta a gerar caixa depois de 4 trimestres
Prejuízo do IRB encolheu 89,5% no quarto trimestre de 2022; direção fala aproximação com ponto de equilíbrio

O adiamento da divulgação dos resultados do quarto trimestre do IRB (IRBR3) foi uma premonição do que estava por vir: a continuidade de uma performance negativa entre outubro e dezembro de 2022.
Os números, que deveriam ter sido apresentados em 27 de fevereiro, só saíram quase à meia-noite de quarta-feira (8) e trouxeram o que os dados preliminares já indicavam — um prejuízo milionário.
O IRB costuma divulgar balanços mensais e, no acumulado de janeiro a novembro, o prejuízo acumulado chegou a R$ 633,7 milhões.
No começo do ano passado, os papéis IRBR3 deixaram o índice Ibovespa, o principal da B3. Em um ano, as ações caíram mais de 70%, o que gerou reação dos investidores para dar novos rumos à empresa.
Apesar disso, a geração de caixa foi positiva pela primeira vez em quatro trimestres e a resseguradora afirma ter ficado "próxima de voltar ao ponto de equilíbrio".
O resultado do IRB em 2022
O prejuízo do IRB encolheu no quarto trimestre de 2022, para R$ 38,8 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2021, a queda foi de 89,5%.
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No ano de 2022 como um todo, a resseguradora teve prejuízo líquido de R$ 630,3 milhões milhões ante perda de R$ 682,7 milhões entre janeiro e dezembro de 2021.
De acordo com o IRB, o resultado foi impactado por eventos climáticos considerados atípicos na linha agro e coberturas relacionadas à pandemia na linha vida.
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Prêmio emitido e despesas com sinistro
Além do resultado líquido, o IRB também detalhou números operacionais do quarto trimestre, quando emitiu R$ 1,789 bilhão em prêmios. Trata-se de uma redução de 13,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Já no ano de 2022, o montante foi de R$ 7,892 bilhões, com redução de 9,9% em relação a 2021.
As despesas com sinistro, por sua vez, foram de R$ 1,331 bilhão no trimestre, uma alta de 3,3% na comparação com o último trimestre do ano anterior.
Já o índice de sinistralidade passou de 123,5% no quatro trimestre de 2021 para 93,8% no mesmo período de 2022. Trata-se de uma queda de 29,7 pontos porcentuais.
No acumulado de 2022, entretanto, o índice de sinistralidade foi de 104,3%, de 101,5% em 2021.
Luz no fim do túnel do IRB?
Apesar de mais um prejuízo, a direção do IRB acredita estar próxima de um ponto de equilíbrio.
O CEO do IRB, Marcos Falcão, chamou a atenção para a geração de caixa da companhia.
Depois de quatro trimestres seguidos queimando caixa, o IRB gerou R$ 220,1 milhões no quatro trimestre de 2022.
No mesmo período de 2021, o IRB havia queimado R$ 1,182 bilhão.
A geração de caixa foi atribuída a um menor volume de pagamento de sinistros e à diminuição do repasse de prêmios por cessão de risco.
O dado parece ter empolgado os investidores. Por volta de 12h, as ações IRBR3 subiam 10,30%, cotadas a R$ 21,74.
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