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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

BALANÇO

Uma luz no fim do túnel do IRB (IRBR3)? Apesar do prejuízo, resseguradora volta a gerar caixa depois de 4 trimestres

Prejuízo do IRB encolheu 89,5% no quarto trimestre de 2022; direção fala aproximação com ponto de equilíbrio

Carolina Gama
9 de março de 2023
6:33 - atualizado às 12:04
Imagem de um celular com o logo do IRB (IRBR3) sendo exibido na tela | Ibovespa
Imagem de um celular com o logo do IRB (IRBR3) exibido na tela - Imagem: Shutterstock

O adiamento da divulgação dos resultados do quarto trimestre do IRB (IRBR3) foi uma premonição do que estava por vir: a continuidade de uma performance negativa entre outubro e dezembro de 2022. 

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Os números, que deveriam ter sido apresentados em 27 de fevereiro, só saíram quase à meia-noite de quarta-feira (8) e trouxeram o que os dados preliminares já indicavam — um prejuízo milionário. 

O IRB costuma divulgar balanços mensais e, no acumulado de janeiro a novembro, o prejuízo acumulado chegou a R$ 633,7 milhões.

No começo do ano passado, os papéis IRBR3 deixaram o índice Ibovespa, o principal da B3. Em um ano, as ações caíram mais de 70%, o que gerou reação dos investidores para dar novos rumos à empresa.

Apesar disso, a geração de caixa foi positiva pela primeira vez em quatro trimestres e a resseguradora afirma ter ficado "próxima de voltar ao ponto de equilíbrio".

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O resultado do IRB em 2022

O prejuízo do IRB encolheu no quarto trimestre de 2022, para R$ 38,8 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2021, a queda foi de 89,5%.

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No ano de 2022 como um todo, a resseguradora teve prejuízo líquido de R$ 630,3 milhões milhões ante perda de R$ 682,7 milhões entre janeiro e dezembro de 2021.

De acordo com o IRB, o resultado foi impactado por eventos climáticos considerados atípicos na linha agro e coberturas relacionadas à pandemia na linha vida.

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Prêmio emitido e despesas com sinistro

Além do resultado líquido, o IRB também detalhou números operacionais do quarto trimestre, quando emitiu R$ 1,789 bilhão em prêmios. Trata-se de uma redução de 13,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

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Já no ano de 2022, o montante foi de R$ 7,892 bilhões, com redução de 9,9% em relação a 2021. 

As despesas com sinistro, por sua vez, foram de R$ 1,331 bilhão no trimestre, uma alta de 3,3% na comparação com o último trimestre do ano anterior.

Já o índice de sinistralidade passou de 123,5% no quatro trimestre de 2021 para 93,8% no mesmo período de 2022. Trata-se de uma queda de 29,7 pontos porcentuais.

No acumulado de 2022, entretanto, o índice de sinistralidade foi de 104,3%, de 101,5% em 2021.

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Luz no fim do túnel do IRB?

Apesar de mais um prejuízo, a direção do IRB acredita estar próxima de um ponto de equilíbrio.

O CEO do IRB, Marcos Falcão, chamou a atenção para a geração de caixa da companhia.

Depois de quatro trimestres seguidos queimando caixa, o IRB gerou R$ 220,1 milhões no quatro trimestre de 2022.

No mesmo período de 2021, o IRB havia queimado R$ 1,182 bilhão.

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A geração de caixa foi atribuída a um menor volume de pagamento de sinistros e à diminuição do repasse de prêmios por cessão de risco.

O dado parece ter empolgado os investidores. Por volta de 12h, as ações IRBR3 subiam 10,30%, cotadas a R$ 21,74.

VEJA TAMBÉM - Fim da era de prejuízo para o Nubank: e agora, o que esperar da fintech?

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