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A gigante de tecnologia vai demitir 12 mil funcionários, o que representa um pouco mais de 6% do quadro global de pessoal.

A onda das demissões, enfraquecida no fim de 2022, ganhou força nos primeiros dias deste ano. Depois de Amazon, Microsoft, chegou a vez da Alphabet, dona do Google, anunciar a redução da força de trabalho — em temor ao agravamento da crise econômica americana.
A gigante de tecnologia vai demitir 12 mil funcionários, o que representa um pouco mais de 6% do quadro global de pessoal. Segundo a companhia, os cortes afetarão todas as áreas e todos os escritórios espalhados pelo planeta — o que inclui o Brasil.
Em e-mail aos funcionários, o presidente-executivo (CEO) da Alphabet, Sundar Pichai, afirmou que o corte é um ajuste de força de trabalho, que cresceu rapidamente nos últimos dois anos.
“Realizamos uma revisão rigorosa em todas as áreas e em produtos para garantir que nosso pessoal e funções estejam alinhados com nossas maiores prioridades como empresa. As funções que estamos eliminando refletem o resultado dessa revisão. Eles atravessam a Alphabet, áreas de produtos, funções, níveis e regiões”, escreveu Pichai.
Segundo o executivo, os investimentos da empresa devem se concentrar em projetos de inteligência artificial (IA, na sigla em inglês).
“Ser limitado em algumas áreas nos permite apostar alto em outras. […] Temos uma oportunidade substancial à nossa frente com IA em nossos produtos e estamos preparados para abordá-la com ousadia e responsabilidade”, disse o CEO da Alphabet.
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Com as novas demissões, a dona do Google “conquista” o segundo lugar no pódio das demissões em big techs. Isso porque o maior corte foi anunciado pela Amazon, com o desligamento de 18 mil pessoas e a Microsoft, com 10 mil demissões previstas até março.
Juntas, as três big techs dispensaram pelo menos 40 mil pessoas somente neste início de ano.
Há pelo menos um mês, o CEO da Alphabet , Sundar Pichai, já havia alertado sobre a possibilidade de novas demissões em 2023.
“Estamos tentando tomar decisões importantes, ser disciplinados, priorizar e racionalizar onde podemos, para que estejamos preparados para enfrentar melhor a tempestade, independentemente do que está por vir”, afirmou o executivo.
Vale lembrar que o Google desacelerou as contratações no ano passado, já em movimento de reajuste do quadro de pessoal devido à queda do faturamento da companhia. No terceiro trimestre do ano passado, o lucro do Google recuou 27% em relação ao mesmo período de 2021, a US$ 13,9 bilhões (R$ 72,5 bilhões, no câmbio atual).
*Com informações da Bloomberg
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