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A Gerdau e a Metalúrgica Gerdau anunciaram, juntas, o pagamento de mais de R$ 1,2 bilhão em dividendos aos acionistas
Com lucro acima do esperado pelos analistas no primeiro trimestre e uma distribuição bilionária de dividendos, a Gerdau (GGBR4) tinha tudo para cair nas graças do mercado. Mas nem os números positivos do balanço nem o agrado aos acionistas foram suficientes para a siderúrgica cair nas graças do mercado nesta manhã.
Por volta das 11h50, as ações preferenciais da Gerdau subiam 0,21% na B3, negociadas a R$ 24,48. Já os papéis da Metalúrgica Gerdau recuavam 0,36% no mesmo horário, cotadas a R$ 11,23.
A reação dos investidores na bolsa vai na contramão do que era esperado pelo Santander, que esperava uma reação positiva do mercado aos “resultados sólidos em todas as frentes” da companhia.
A Gerdau registrou lucro líquido de R$ 2,38 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Apesar do recuo de 18,8% em relação ao mesmo período de 2022, o resultado veio acima da projeção de R$ 2,096 bilhões do Santander.
Os analistas da Empiricus Research também encararam o balanço do 1T23 como positivo, uma vez que porque a casa já esperava uma desaceleração nos números da companhia, que veio melhor do que o estimado.
“Apesar da tendência de desaceleração em relação ao forte resultado de 2022, a companhia entregou mais um bom resultado frente aos desafios macroeconômicos”, afirma o analista da Empiricus Research, Fernando Ferrer.
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“A diversificação geográfica da companhia e frentes estratégicas de atuação no mercado de aço são determinantes para a entrega de resultados robustos pela companhia mesmo diante do momento de mercado mais difícil”, diz Ferrer.
Ainda que esteja otimista, a Empiricus não enxerga uma reversão na desaceleração da companhia devido ao cenário atual do setor. Os analistas esperam “margens pressionadas em função da demanda relativamente mais fraca por aço e custos ainda elevados”.
A Gerdau será responsável pela maior fatia dos proventos anunciados pela manhã. A companhia vai distribuir R$ 892,03 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP).
O montante corresponde ao valor bruto de R$ 0,51 por ação GGBR4. Vale destacar que os JCP serão pagos com retenção do imposto de renda na fonte.
Terá direito à remuneração quem detiver ações da Gerdau até o fechamento do pregão de 15 de maio.
Isto é, a partir do dia 16 de março, as ações passam a ser negociadas “ex-direitos” e tendem a sofrer um ajuste na cotação.
Desse modo, o investidor pode optar por comprar os papéis até a data limite e receber a remuneração ou aguardar o dia 16 e adquirí-los por um valor menor, mas sem o direito aos dividendos.
O pagamento dos JCP da Gerdau será feito no dia 29 deste mês.
Já a Metalúrgica Gerdau depositará R$ 258,17 milhões na forma de JCP, equivalente ao valor bruto de R$ 0,25 por ação, que passarão pela mordida do Leão.
A empresa ainda distribuirá outros R$ 51,63 milhões em dividendos, correspondente a R$ 0,05 por papel, isento de IR.
A data de corte para receber os proventos será em 15 de maio, com o pagamento realizado no dia 30 do mesmo mês.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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