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O anúncio foi feito no mesmo dia do balanço da empresa, e podemos dizer que o Mickey não deve estar muito feliz
As empresas de streaming parecem dispostas a dobrar a aposta para cima de seus usuários. Depois da Netflix estabelecer a controversa cobrança por conta compartilhada, agora foi a vez do Disney Plus entrar na jogada.
A nova cobrança por senha compartilhada passará a valer a partir de 2024, de acordo com Bob Iger, CEO da Disney. Ele fez as afirmações na conferência de resultados após o balanço da empresa dona do Mickey.
Segundo ele, essa é uma tática para “impulsionar a monetização em algum momento de 2024”. Vale lembrar que as expectativas em torno da cobrança extra da Netflix era de queda no número de usuários e receitas — mas não foi o que aconteceu: entre abril e junho deste ano, a receita da empresa aumentou 2,72% em base mensal, para US$ 8,187 bilhões.
Não apenas isso, mas a gigante do streaming também adicionou 5,9 milhões de clientes durante o segundo trimestre em comparação com a previsão de 2,1 milhões de usuários pagantes no período, de acordo com estimativas da Bloomberg.
Ou seja: por mais que os usuários reclamem, o efeito parece positivo para as companhias de streaming até o momento.
O anúncio de novas cobranças foi feito no mesmo dia do balanço da empresa, e podemos dizer que o Mickey não deve estar nada feliz.
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O canal de streaming Disney+ registrou uma queda de 7,4% no número de assinantes, fazendo com que as ações da empresa caíssem mais de 1% no after market em Nova York. No total, a empresa registrou 146,1 milhões de assinantes no trimestre, contra 154,8 milhões nas expectativas da Bloomberg.
As receitas da companhia também vieram levemente abaixo do esperado, somando US$ 22,33 milhões contra US$ 22,51 milhões nas expectativas de Wall Street.
Do lado positivo, o segmento de parques, produtos e experiência veio melhor do que o esperado, gerando uma receita de US$ 8,33 bilhões, enquanto as expectativas rondavam os US$ 8,25 bilhões.
O CEO da Disney é reconhecido em Wall Street como um gestor que busca gerar receitas para a empresa — e a cobrança extra pode trazer o fôlego esperado.
Apesar disso, o CEO da empresa admitiu que não sabe o quanto a repressão ao compartilhamento de senhas irá impulsionar o crescimento de serviços, que perdeu bilhões desde seu lançamento. No entanto, o CEO da Disney descreve isso como uma prioridade.
Além da cobrança por compartilhamento de senha, a Disney tem planos de aumentar o preço dos streamings. O Disney+ passará de US$ 10,99 para US$ 13 por mês, enquanto o Hulu passará de US$ 14,99 para US$ 17,99. Provavelmente, o aumento também se refletirá para os clientes brasileiros.
Bob Iger descreve o negócio de streaming da Disney como “relativamente jovem”, o que explica um grande investimento no setor.
Como estratégia, a companhia pretende se apoiar nas suas franquias de sucesso para agradar ao público, como o spinoff de Star Wars Ahsoka, que deve estrear no final do mês, e a segunda temporada de Loki, em outubro.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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