Cosan (CSAN3) e Grupo Mateus (GMAT3) anunciam programa de recompra na B3; o que isso significa para os acionistas?
No caso da Cosan, o programa teve início na última segunda-feira (14) e poderá ser estendido por até 18 meses

O ambiente corporativo ficou agitado após o fechamento dos mercados na segunda-feira (14) — e não só por conta da temporada de balanços chegando ao fim. A Cosan (CSAN3) e o Grupo Mateus (GMAT3) movimentaram a noite de ontem com o anúncio de novos programas de recompras de ações.
No caso da Cosan, a empresa comprará até 116 milhões de ações, equivalente a aproximadamente 6,19% do total de papéis da companhia e até 9,93% das ações CSAN3 em circulação no mercado atualmente.
Segundo a companhia, o objetivo da operação é adquirir os papéis para manutenção em tesouraria, cancelamento ou venda futura.
De acordo com o documento enviado à CVM, a Cosan utilizará recursos disponíveis nas contas de reservas de lucros da companhia, com saldo de R$ 8,6 bilhões até 30 de junho de 2023.
O programa teve início na última segunda-feira (14) e poderá ser estendido por até 18 meses, até 14 de fevereiro de 2025.
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Além da Cosan (CSAN3), o Grupo Mateus
Por sua vez, o Grupo Mateus anunciou que recomprará até 5 milhões de ações GMAT3, que representam 0,23% do total de ações da empresa e 1,08% dos papéis da companhia em circulação.
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De acordo com o grupo, o objetivo do programa é o cumprimento de obrigações em programas de remuneração baseados em ações, além de outras operações futuras que possam ser aprovadas.
Por isso, a intenção do Grupo Mateus é regular a manutenção em tesouraria e posterior cancelamento ou venda.
O prazo para o programa é de 18 meses, com início em 7 de agosto deste ano e duração até 7 de fevereiro de 2025.
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Para que serve a recompra de ações?
Existem diversos motivos que levam uma empresa como a Cosan (CSAN3) a aprovar um programa de recompras como esse. Entre eles, estão:
- A empresa acredita que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;
- A companhia precisa distribuir ações aos executivos como bônus e não quer emitir novos papéis;
- Ela quer gerar valor ao acionista que continua em sua base, apesar da instabilidade do mercado.
Isso porque a recompra é uma das maneiras que uma empresa pode escolher para dar retorno para o seu investidor.
É diferente da distribuição de proventos, por exemplo, que proporciona retorno por meio do pagamento de dividendos e JCP. Caso a empresa opte por cancelar as ações recompradas, o acionista ganha por ficar com uma participação proporcionalmente maior.
Ao contrário do Grupo Mateus, a Cosan não dá detalhes sobre as razões da recompra, mas o procedimento pode indicar que a administração acredita que as ações estão baratas. Os papéis do grupo acumulam uma valorização da ordem de 10% neste ano na B3.
Por outro lado, a recompra de ações faz com que os papéis percam liquidez na bolsa, uma vez que menos ações são negociadas.
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