O caso Americanas (AMER3) pode contaminar o crédito para as empresas? O CEO do Itaú (ITUB4) responde
Grande credor da rede de varejo, o Itaú decidiu provisionar 100% da exposição a Americanas, mas Milton Maluhy Filho, CEO do banco, vê fraude contábil como caso isolado

Os grandes bancos vão fechar a torneira do crédito após a descoberta do rombo contábil bilionário da Americanas (AMER3)? Grande credor da rede de varejo, o Itaú Unibanco (ITUB4) concluiu que a fraude se trata de um caso isolado.
Ou seja, o problema na Americanas não afetou o apetite do banco para conceder novos financiamentos. E isso também vale para a famigerada linha de risco sacado que foi a origem dos problemas na varejista.
“Paramos em um primeiro momento para olhar [a carteira de crédito do banco] e não encontramos caso semelhante. Então não tem efeito contaminação”, disse Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira.
De todo modo, o banco projeta para este ano um crescimento menor para a carteira de crédito, entre 6% e 9%. Mas essa decisão está mais relacionada com a perspectiva para o cenário macroeconômico. Essa política, aliás, já vem desde o fim do ano passado, de acordo com Maluhy.
- LEIA TAMBÉM: Provisões contra calote da Americanas afetam lucro do Itaú, mas banco ainda registra recorde no ano
Itaú considera "perda total" em Americanas
O maior banco privado do país decidiu provisionar 100% da exposição a Americanas — ou seja, considera perda total no crédito à companhia. Foi diferente do que fez, por exemplo, o Santander Brasil, que fez uma provisão de 30% da posição na varejista no balanço do quarto trimestre.
“Diante das informações do momento e da grande incerteza, o banco achou de bom tom fazer o provisionamento integral”, afirmou o CEO do Itaú, ao ser questionado sobre a medida.
Leia Também
Com dívidas de mais de R$ 40 bilhões, a Americanas entrou em recuperação judicial semanas após a revelação do rombo contábil. Ao fazer a provisão de todo o crédito, o banco não terá mais nenhum impacto negativo do caso Americanas nos próximos resultados.
O efeito da varejista apareceu no resultado do quarto trimestre divulgado ontem à noite, mas o banco tinha gordura para queimar. O Itaú registrou lucro líquido de R$ 7,668 bilhões, o que representa um aumento de 7,1% em relação ao mesmo período de 2021.
Se não fosse o efeito da provisão do caso Americanas, o resultado do banco seria de R$ 8,4 bilhões. Maluhy inclusive fez questão de destacar que esse é o número comparável às projeções do mercado. Ou seja, por essa métrica o Itaú superou a expectativa dos analistas, que apontavam para um lucro na casa de R$ 8,3 bilhões.
O calote de grandes empresas acontece em um momento em que os bancos enfrentam um aumento nos atrasos no crédito para pessoas físicas. De fato, o indicador de inadimplência em linhas como cartão e consignado saiu de 3,8% para 4,9% nos últimos 12 meses. Mas o CEO do Itaú espera uma estabilização dos índices já a partir do primeiro trimestre deste ano.
OS BASTIDORES DA OPERAÇÃO
Por dentro da Shopee: 150 mil tipos de produtos, muitas mãos e uma corrida para fazer cada pedido chegar à sua casa
28 de outubro de 2026 - 10:46BALANÇO
Santander Brasil (SANB11) frustra no 3T26: lucro tomba 28% e ROE cai a 11,9%; veja os destaques do balanço
28 de outubro de 2026 - 6:16POTENCIAL DE ALTA
Maré favorável? Citi inicia cobertura da OceanPact (OPCT3) e vê espaço para alta de 48%
27 de outubro de 2026 - 17:06PRÉVIA DO BALANÇO
Lucro menor, calotes no radar e recuperação adiada: o que esperar do balanço do Santander Brasil (SANB11) no 3T26
27 de outubro de 2026 - 13:28FACA AFIADA
Citi manda vender Banco do Brasil (BBAS3) após eleições; veja o que colocar no lugar
27 de outubro de 2026 - 13:09SD ENTREVISTA
Agência com cara de hotel? A aposta do Bradesco (BBDC4) para atrair clientes endinheirados
27 de outubro de 2026 - 12:03APOSTA NO LUXO
Massagem, hotéis Fasano e descontos: a nova cartada do Itaú (ITUB4) e da JHSF (JHSF3) para conquistar os clientes ricos
27 de outubro de 2026 - 8:33VAI DE BOLSA
Após SpaceX (SPCX), Anthropic quer entrar no grupo do ‘IPO do trilhão’ com documento enviado à SEC
26 de outubro de 2026 - 14:45AQUISIÇÃO BILIONÁRIA
Itaú (ITUB4) desembolsa R$ 2,925 bilhões para comprar NeoSpace e fortalecer operação de inteligência artificial
26 de outubro de 2026 - 9:12AGORA VAI?
Oncoclínicas (ONCO3) avança em reestruturação e apresenta novo plano para renegociar R$ 5,7 bilhões em dívidas
23 de outubro de 2026 - 19:43MAIS UM RECORDE
Embraer (EMBJ3) tem novo recorde na carteira de pedidos, que totalizou US$ 35,7 bilhões no 3T26; veja os números
23 de outubro de 2026 - 16:48BARATA DEMAIS?
Petz Cobasi (AUAU3) quer recomprar até 17,6 milhões de ações; o que isso significa para o acionista?
23 de outubro de 2026 - 16:21Conteúdo Empiricus
A Warner vale US$ 110 bilhões? Entenda por que saber o preço justo da sua empresa pode fazer a diferença em uma negociação
23 de outubro de 2026 - 14:00DEPOIS DO RESULTADO....
Crédito sob pressão: CEO do Bradesco (BBDC4) defende qualidade da carteira, mas mercado teme perda de ritmo
23 de outubro de 2026 - 11:46BALANÇO
Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 14% no 3T26, a R$ 7,1 bilhões; calotes podem frear a virada?
22 de outubro de 2026 - 18:07NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO