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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

ATENÇÃO, SENHORES PASSAGEIROS

Na Azul (AZUL4), a demanda por voos cresce 8% em março — mas, ainda assim, a taxa de ocupação dos aviões caiu

A Azul (AZUL4) aumentou sua presença no aeroporto de Congonhas (SP), o que fez com que a oferta de voos subisse num ritmo elevado

Victor Aguiar
Victor Aguiar
8 de abril de 2023
9:31 - atualizado às 15:01
Avião da Azul (AZUL4)
Aeronave da Azul (AZUL4) em processo de decolagem - Imagem: Luis Neves/Divulgação

A Azul (AZUL4) vem de uma fase de boas notícias: a companhia foi bem sucedida na renegociação e alongamento de suas dívidas — o que fez suas ações dispararem na B3 — e conseguiu aumentar de maneira significativa sua presença no aeroporto de Congonhas, um dos principais hubs aéreos do país. Mas, no lado operacional, os sinais são mistos.

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Isso porque os aviões da companhia estão decolando mais vazios. Basta olhar para os dados de tráfego em março: em média, a taxa de ocupação das aeronaves foi de 77,8%, uma queda de 0,9 ponto percentual (p.p.) em relação aos 78,7% verificados no mesmo mês de 2022.

Esse fenômeno aconteceu mesmo após um aumento de 8,1% na demanda por voos em relação a março do ano passado; por mais que o tráfego consolidado de passageiros tenha saltado, a oferta de assentos cresceu num ritmo ainda maior — de 9,4%. E, com a oferta subindo mais que a demanda, mais assentos ficam livres.

De certa maneira, a queda na taxa de ocupação já era esperada: como dito no começo do texto, a Azul aumentou a presença em Congonhas, um aeroporto tradicionalmente dominado por Gol e Latam; segundo John Rodgerson, CEO da empresa, a operação no terminal mais que dobrou de tamanho em março, para 96 voos diários.

Ou seja: é uma questão de estratégia — os aviões decolam mais vazios, mas, em troca, a Azul se consolida num aeroporto central para a malha aérea brasileira.

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Azul (AZUL4) no primeiro trimestre

As tendências operacionais vistas em março se repetiram, em maior ou menor escala, no primeiro trimestre como um todo: a demanda por voos aumentou 18,1% em relação ao mesmo período de 2022, mas a oferta cresceu ainda mais — o salto foi de 19,1%.

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Assim, a taxa de ocupação consolidada do trimestre também mostrou um ligeiro recuo na base anual: a queda foi de 9,8 p.p., para 79,6%.

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