Ações da Braskem (BRKM5) saltam mais de 40% com rumores sobre possível comprador para fatia da Novonor
De acordo com a agência Bovespa, um bloco de quase 100 mil ações foi negociado a um preço de R$ 24,88 — um prêmio de mais de 10% com relação ao valor de tela atual.

Depois de uma tentativa frustrada de venda para a holding dos irmãos Batista em março, a Novonor (ex-Odebrecht) parece ter encontrado um novo potencial comprador para a sua fatia da Braskem (BRKM5).
De acordo com informações do jornalista Lauro Jardim, d'O Globo, a estatal emiradense Adnoc (Abu Dhabi National Oil Company) deve se juntar ao fundo americano Apollo para formalizar uma proposta pelo controle da petroquímica.
A proposta teria sido apresentada nesta manhã aos bancos que detêm ações da Odebrecht na Braskem como garantia de dívida.
As ações da Braskem reagem em forte alta na bolsa, tendo entrado em leilão por oscilação máxima permitida. Por volta das 13h50, os papéis BRKM5 subiam cerca de 41,62 , a R$27,20.
De acordo com a agência Bovespa, um bloco de quase 100 mil ações foi negociado a um preço de R$ 24,88 — um prêmio de mais de 10% com relação ao valor de tela no momento do primeiro leilão. A Guide Corretora atuou na ponta vendedora, enquanto a XP Investimentos aparece como a intermediadora na ponta compradora.
Essa não é a primeira vez que o Apollo aparece como um dos interessados em comprar a Braskem. Em julho do ano passado, circularam que o fundo havia enviado uma proposta conjunta em parceria com o BTG Pactual e a Unipar para adquirir as fatias da Novonor e também da Petrobras (PETR4), mas o valor não foi aceito pela holding e a estatal brasileira negou as negociações — ainda que tivesse interesse em um desinvestimento na época.
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Fontes confirmaram com exclusividade ao Seu Dinheiro que a proposta foi de R$ 47 por ação e que a operação ganhou tração após a visita de Lula aos Emirados Árabes.
O Seu Dinheiro entrou em contato com a Braskem, Novonor e Adnoc para um posicionamento. A matéria será atualizada assim que as empresas se posionarem oficialmente sobre o caso.
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Venda da Braskem: uma novela épica
Rumores sobre uma eventual venda tanto da fatia detida pela Novonor quanto pela Petrobras (PETR4) são frequentes, movimentando bastante o mercado — que fica atento para uma eventual oferta pública dos papéis e de melhorias com relação à governança corporativa.
Muita água rolou desde 7 de agosto de 2020, a primeira vez que a companhia informou a Braskem (BRKM5) sobre o início da preparação para a saída do capital da companhia — mas pouco avançou nas negociações.
Em novembro de 2022, no entanto, a Novonor deu o seu passo mais significativo para o processo. Na data, a Braskem informou ter recebido uma comunicação da sua controladora, onde ela pede o apoio da petroquímica para interagir com eventuais interessados na fatia da holding — papel aceito .
A dificuldade da venda da fatia parece estar na recusa da Novonor, em recuperação judicial desde 2020, não aceita descontos para vender a sua fatia. Essa, inclusive, foi a razão para o fracasso da oferta de ações que estava programada para o início de 2022.
Em março, o colunista Lauro Jardim noticiou que a companhia recusou uma proposta da J&F Investimentos, holding dos irmãos Batista.
Segundo a publicação, a holding fez uma proposta indicativa não vinculante de R$ 9 bilhões pela companhia — R$ 30 por ação —, que não foi aceita. Na época, a oferta indicava um prêmio de quase 50% por ação.
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