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A estatal manterá o total em proventos de R$ 35,8 bilhões anunciados em março, mas o pagamento agora será feito em três parcelas
*Correção: a versão anterior deste texto informava que os acionistas da Petrobras haviam aprovado uma retenção de R$ 6,5 bilhões dos dividendos da companhia. Mas os investidores aprovaram apenas a distribuição de dividendos complementares a serem pagos a partir de 19 de maio. Ou seja, o valor de R$ 6,5 bilhões será pago aos acionistas em dezembro deste ano. Confira a versão atualizada abaixo.
Os acionistas da Petrobras (PETR4) aprovaram nesta quinta-feira (27) a remuneração dos investidores relativa ao exercício social de 2022, que inclui valores já distribuídos ao longo do ano e um dividendo complementar de R$ 35,8 bilhões anunciado junto aos resultados do quarto trimestre de 2022.
Haverá, porém, uma mudança em relação às informações divulgadas em março: o pagamento dos novos proventos agora será feito em três parcelas. A primeira, de R$ 17,9 bilhões, cairá na conta dos acionistas em 19 de maio; a segunda, de R$ 11,4 bilhões, em 16 de junho; e a terceira, de R$ 6,5 bilhões, em 27 de dezembro.
A última prestação foi criada pois, originalmente, a União, acionista majoritária da empresa e representada pelo governo federal, tentou emplacar um bloqueio temporário de uma fatia dos proventos, os R$ 6,5 bilhões a serem pagos em dezembro, para a criação de uma reserva estatuária voltada a novos investimentos.
A proposta do "cofrinho" não avançou, mas, com o adiamento parcial do pagamento, a União poderá insistir na aprovação da reserva em uma assembleia futura.
Por falar em assembleias, a proposta de destinação dos resultados financeiros foi aprovada com 84,06% dos votos no encontro de hoje. O percentual equivale a 5,9 bilhões de ações ordinárias.
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Já outras 4,4 milhões de ações foram mobilizadas para votar contra a matéria. As abstenções somaram 15,88% dos votos, ou 1,1 bilhão de ações.
Considerando o total de dividendos de R$ 35,8 bilhões anunciados após o resultado do quarto trimestre, a União deve ficar com até R$ 13 bilhões, via Tesouro, Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e seu braço de participações, o BNDESPar.
Somando os proventos pagos ao longo de 2022, que chegam a R$ 215,7 bilhões, a fatia total da União pode chegar a cerca de R$ 79 bilhões.
A destinação do resultado de 2022 foi o segundo ponto da pauta da assembleia de hoje. Antes, os acionistas aprovaram, com margem de 80,74% dos votos, o Relatório de Administração e das Demonstrações Financeiras da Companhia.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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