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No final de semana, a Unipar ofereceu R$ 36,50 por ação da petroquímica — um prêmio de 42,5% sobre as cotações de fechamento da companhia no pregão anterior à proposta
A novela envolvendo a Novonor (ex-Odebrecht), a Braskem (BRKM5) e a Petrobras (PETR4) ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (13). Depois da oferta feita pela Unipar (UNIP6) pela petroquímica, a estatal finalmente se pronunciou.
No final de semana, a Unipar ofereceu R$ 36,50 por ação da Braskem — um prêmio de 42,5% sobre as cotações de fechamento da companhia no pregão anterior à proposta.
Acontece que a petroquímica hoje é controlada pela Novonor e pela Petrobras, e o andamento da oferta que a Unipar lançou passa necessariamente pela estatal.
Como parte diretamente envolvida no negócio, a Petrobras se manifestou hoje — embora nenhuma decisão tenha sido anunciada. A estatal diz apenas que avaliando a melhor opção para a sua estratégia.
“No presente momento, a Petrobras está desenvolvendo análises para definição da melhor alternativa de execução de sua estratégia, não havendo qualquer decisão da Diretoria Executiva ou do Conselho de Administração em relação ao processo de desinvestimento ou de aumento de participação na Braskem”
Nesse sentido, a estatal esclarece ainda que decisões sobre investimentos e desinvestimentos “são pautadas em análises criteriosas e estudos técnicos, em observância às práticas de governança e os procedimentos internos aplicáveis”.
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Acontece que existe muito mais nos bastidores dessa novela do que a história em si realmente conta.
Os dois sócios — Novonor e Petrobras —, por exemplo, têm um acordo de acionistas, que prevê o direito de preferência caso uma das partes receba uma proposta de compra.
Além disso, o acordo estipula o chamado tag along, ou seja, o direito de o outro sócio vender a sua participação nas mesmas condições.
Só que a Unipar estabeleceu como uma das condições para que a oferta vá adiante que a Petrobras não exerça nenhum dos dois direitos.
O problema é que a nova gestão da estatal já se mostrou reticente à venda de qualquer ativo. No mercado, não se descarta inclusive que a Petrobras decida comprar a participação do sócio na Braskem.
O imbróglio da venda da participação da Novonor na Braskem envolve ainda os bancos credores, que possuem ações da petroquímica em garantia de empréstimos. A antiga Odebrecht está em recuperação judicial desde 2020.
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