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Unipar ofereceu R$ 36,50 por ação da Novonor na petroquímica e pretende fazer oferta por papéis dos minoritários, mas negócio depende de decisão da Petrobras

A disputa pela participação da Novonor (ex-Odebrecht) na Braskem (BRKM5) esquentou ainda mais neste fim de semana com a oferta feita pela Unipar (UNIP6).
O comunicado que a Unipar divulgou trazia poucos detalhes financeiros sobre a proposta, mas na manhã de hoje a própria Braskem trouxe mais informações.
Pelos termos da proposta, o grupo ofereceu R$ 36,50 por ação da petroquímica. Esse valor representa um prêmio de 42,5% sobre as cotações de fechamento da Braskem na sexta-feira na B3 (R$ 25,61).
Como esperado, os papéis da petroquímica reagem em forte alta ao anúncio da nova proposta. Por volta das 10h50, as ações BRKM5 disparavam pouco mais de 6%, a maior valorização do Ibovespa nesta segunda-feira.
Vale lembrar que a oferta da Unipar prevê a realização de uma oferta pelas ações dos minoritários nos mesmos termos da Novonor. Ou seja, se a transação for adiante os papéis da Braskem podem ter um bom potencial de valorização pela frente.
Ainda de acordo com a oferta, a Unipar passará a deter 34,366% do capital da Braskem após a operação. O negócio também prevê a manutenção da ex-Odebrecht como acionista, mas com uma participação de 4%.
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A Braskem hoje é controlada pela Novonor e pela Petrobras, e o andamento da oferta que a Unipar lançou passa necessariamente pela estatal.
Isso porque os dois sócios contam com um acordo de acionistas, que prevê o direito de preferência caso uma das partes receba uma proposta de compra. Além disso, o acordo estipula o chamado tag along, ou seja, o direito de o outro sócio vender a sua participação nas mesmas condições.
E a Unipar estabeleceu como uma das condições para que a oferta vá adiante que a Petrobras não exerça nenhum dos dois direitos.
O problema é que a nova gestão da estatal já se mostrou reticente à venda de qualquer ativo. No mercado, não se descarta inclusive que a Petrobras decida comprar a participação do sócio na Braskem.
O imbróglio da venda da participação da Novonor na Braskem envolve ainda os bancos credores, que possuem ações da petroquímica em garantia de empréstimos. A antiga Odebrecht está em recuperação judicial desde 2020.
Em comunicado, a Novonor informou que vai avaliar as condições da oferta da Unipar em conjunto com as instituições financeiras. "Não há qualquer decisão, mesmo que preliminar, tomada a respeito da proposta", acrescentou.
Por fim, cabe destacar que a Novonor já possui na mesa uma oferta da Adnoc, petroleira estatal dos Emirados Árabes Unidos, em conjunto com o fundo americano Apollo Global Management. O Seu Dinheiro antecipou a proposta.
Os grupos ofereceram R$ 47 por ação da Braskem na transação. Mas, ao contrário da proposta da Unipar, o valor envolve apenas R$ 20 por ação em dinheiro. Outros R$ 20 serão pagos com debêntures perpétuas, com uma taxa de 4% ao ano, e os R$ 7 restantes serão quitados com pagamento via warrant — um título de garantia.
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