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O seu diferencial está em como contornar essa situação para seguir construindo o seu patrimônio e manter uma alocação fora do país
Na semana passada, foi manchete de diversos canais de notícia a mudança proposta pelo Ministério Público (MP N°1.171) para a tributação sobre investimentos no exterior.
A regra que está em vigor deixa isentos de imposto de renda vendas mensais de até R$ 35 mil para ativos estrangeiros. Passando disso, os rendimentos são cobrados de forma progressiva de 15% a 22,5% como mostra a tabela abaixo:

A regra para dividendos é diferente, com a cobrança de impostos de forma progressiva até 27,5%.
Se a nova medida for de fato aprovada em até 120 dias pelo Congresso, a principal mudança que afeta o investidor diretamente será a unificação das alíquotas cobradas e a redução das margens de valores isentos. Se implementada, ela começará a valer a partir de janeiro do ano que vem, da seguinte forma:
Ou seja, a MP N°1171 prevê a tributação de rendimentos acima de R$ 6 mil e deixa de isentar valores de vendas mensais de até R$ 35 mil.
Para holdings e trusts mantidos no exterior, a nova regra prevê que estas terão que passar a pagar tributos sobre o rendimento de forma anual e não mais quando realizado o lucro em caixa, forma aplicada hoje.
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Eu sei, logo de cara você pensou que isso é um absurdo.
“Como podem considerar MAIS tributos? Já não temos o suficiente?”
Sim, parece revoltante olhando dessa forma, mas não estamos aqui para discutir as decisões políticas por trás da taxação dos investimentos no exterior.
Vamos pensar em você.
Desde que saiu a notícia, ouvi muita gente dizendo que ia desistir de investir lá fora por motivos diversos.
“Ficou muito caro”, “Está mais difícil”, “Logo inventam mais uma taxa e eu vou sair no prejuízo”, foram alguns dos discursos mais comuns.
Será mesmo que esse é o melhor cenário para você? Desistir?
Pode ter certeza que não.
O seu diferencial está em como irá contornar essa situação para seguir construindo o seu patrimônio.
Não estou falando de práticas ilegais, longe disso.
Você deve se preparar desde já com as armas disponíveis para o caso de aprovação do projeto.
Como as novas regras devem limitar o seu investimento diretamente lá fora, temos que trabalhar juntos para que você não reduza a sua exposição no exterior – que considero saudável como sendo de pelo menos 30% do seu patrimônio.
Para isso, sugiro que você passe a considerar cada vez mais a alocação em veículos internos com exposição internacional, caso ainda não o faça.
A verdade é que temos em mãos um universo de oportunidades em que a qualidade de gestão e o histórico vencedor no longo prazo de vários deles são diferenciais que devem ser considerados quando você estiver planejando onde colocar o seu dinheiro.
Casas renomadas como Bridgewater, Fundsmith, JP Morgan e PIMCO têm veículos disponíveis em plataformas de investimento brasileiras e estão abertas para captação neste exato momento.
O “pulo do gato” é que, por mais que esses veículos se exponham ao exterior, a cobrança de tributos será feita da mesma forma que outros fundos com alocação somente no Brasil.
Assim, se deixar o seu investimento por pelo menos 2 anos – um horizonte ainda considerado curto – em fundos com tributação regressiva, será tributado em 15%. Em fundos de renda variável, a alíquota é de 15%, independentemente do prazo de resgate.
Os BDRs e os BDRs de ETFs também seguirão com a mesma tributação hoje já imposta, também sendo uma ótima alternativa para se expor ao mercado offshore. Estão disponíveis em torno de 1052 ativos entre BDRs e BDRs de ETFs.
Afinal, você não vai investir em qualquer lugar, muito menos investir em todos eles, pois isso garantirá um retorno mediano a partir de um grupo com estratégias boas e ruins.
Para saber exatamente onde alocar o seu dinheiro, como todo investimento, é preciso fazer uma análise completa, que vai muito além de avaliar retornos em janelas curtas de tempo. Questões quantitativas e qualitativas devem ser consideradas e balanceadas visando uma carteira adequada ao seu perfil de risco.
Assim, aqui estão alguns pontos que você vai precisar considerar na hora de escolher em qual fundo de investimento colocar o seu dinheiro:
Você também não pode deixar de olhar para a parte numérica que envolve a estratégia:
Se, para você, toda essa última parte parece ter sido escrita em outro idioma, não se preocupe.
Mesmo que você não conheça nada desse mercado e não saiba por onde começar, vou te dar dois caminhos muito simples e eficientes para obter sucesso nos seus investimentos no exterior – com ou sem “nova regra de tributação”.
Até a próxima e bons investimentos,
Rafa Ribas
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