O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Amazon divulgou seus resultados do 2T23, e adivinhe só? A empresa entregou um resultado operacional mais de 30% acima do esperado
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia.
Uma das primeiras "lições" que o Rodolfo Amstalden me ensinou, quando eu entrei na Empiricus, foi a de que o sentimento tem o poder de influenciar os preços.
Em poucas oportunidades eu pude ver essa dinâmica em ação tão claramente quanto nos resultados da Amazon nos últimos 12 meses. A big tech tem ações listadas na Nasdaq, mas pode ser negociada na B3 com o BDR AMZO34.
Hoje eu vou te contar essa história.
Em meados de novembro de 2022, numa atualização escrita para os nossos clientes, eu utilizei um gráfico similar a esse:
Era o quarto trimestre consecutivo em que o e-commerce da Amazon apresentava prejuízo operacional em seu principal mercado, os EUA.
Leia Também
Em retrospecto, esse era também o "low" das ações, quando elas negociavam a cerca de US$ 80.
Se você já ouviu a famosa frase de Warren Buffett "compre ao som dos ganhões, venda ao som dos violinos", deve imaginar o que deveria ter feito naquele momento.
Entretanto, o que acontece na prática, em momentos como esse, costuma ser muito diferente.
Quando as ações estão no "low", o sentimento em torno delas é péssimo. As notícias são ruins e todos os investidores acreditam que as coisas vão piorar.
Eu presenciei discussões em que investidores ativamente argumentavam que o e-commerce da Amazon valia zero, afinal, no "melhor momento de todos os tempos" (ou seja, na pandemia), ele não foi capaz de dar lucros.
O argumento, obviamente sem muita âncora na realidade, era replicado nos quatro cantos no mercado, na esteira da performance ruim das ações.
Na semana passada, a Amazon divulgou seus resultados do 2T23, e adivinhe só?
As margens do e-commerce estão estabilizadas e a empresa entregou um resultado operacional mais de 30% acima do esperado pelo mercado.
Na última sexta-feira (04), após a divulgação dos resultados, as ações da Amazon encerraram o pregão subindo 10%.
No consolidado, a gigante americana somou vendas de US$ 134,3 bilhões, um crescimento de 11% na comparação anual, acima do esperado.
Entre os principais mercados da Amazon, as vendas nos EUA cresceram 11%, totalizando US$ 84,5 bilhões. No mercado internacional, as vendas cresceram 10%, totalizando US$ 29,7 bilhões.
Olhando individualmente para as linhas de negócio da empresa, as vendas diretas (os produtos vendidos no 1P do e-commerce da Amazon) cresceram 5% na comparação anual, somando US$ 52,9 bilhões.
No marketplace, as vendas totalizaram US$ 32,3 bilhões, crescimento de 18% versus o 2T22, desconsiderando os efeitos cambiais.
Como eu disse acima, melhor que os bons números em termos de crescimento, foi o retorno da rentabilidade.
Desde que assumiu, o novo CEO da Amazon (Andy Jassy, antigo CEO da AWS, divisão de infraestrutura em nuvem da companhia) deixou claro que sua prioridade seria a lucratividade.
O fim da era Bezos implica que o restante da empresa precisaria ser lucrativa, assim como a AWS (obviamente com margens menores, devido à natureza dos dois negócios).
Nos EUA, a operação da Amazon apresentou um lucro operacional de US$ 3,2 bilhões no 2T23, contra um prejuízo de US$ 627 milhões no mesmo período do ano passado.
Nos mercados internacionais, onde a Amazon detém um mix de mercados maduros e lucrativos (como o Reino Unido, Alemanha e Japão) e outros ainda em fase de investimentos (como o Brasil e a Índia), o prejuízo operacional caiu pela metade no 2T23.
O grande destaque dos últimos anos, a Amazon AWS, mostrou um resultado levemente acima do esperado: um crescimento de 12%, com vendas totais de US$ 22,1 bilhões no trimestre.
Apesar dos números não serem mais astronômicos como na pandemia (quando a AWS chegou a crescer acima de 40% ao ano), é bom ver o segmento voltar a crescer.
No trimestre anterior (1T23), a AWS apresentou sua primeira queda de receitas numa base consecutiva (4T22).
A divisão, que enfrentou desafios do lado da demanda, com os clientes buscando ativamente maneiras de otimizar seus gastos com infraestrutura e postergando projetos não essenciais, reportou que, no geral, o mercado está de volta ao modo crescimento e em busca de inovação.
No 2T23, a margem operacional da AWS foi de 24%, estável em relação ao último trimestre.
Os bons números reportados acima culminaram em um lucro operacional de US$ 7,68 bilhões, bem acima dos US$ 4,72 bilhões esperados pelo mercado.
Hoje, definitivamente, o sentimento envolvendo as ações da Amazon é outro.
Andy Jassy vem conseguindo cultivar a imagem de que a empresa irá focar cada vez mais na lucratividade.
Essa perspectiva foi o suficiente para convencer a todo o mercado. Foram raros os bancos de investimentos que não revisaram para cima seus preços alvos após a divulgação dos resultados.
Depois de um rally de cerca de 65% neste ano, as ações certamente não são mais uma barganha. Mas ainda acredito que elas sejam capazes de entregar um retorno acima do índice para os seus investidores em longo prazo.
Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje
Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta
O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente
Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado
Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle
A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira
Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas
Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora
Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil
Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano
Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities
O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples
O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista
Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira
Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam
Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita
Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo
Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano
O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso
O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil