O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Mesmo com a aprovação do arcabouço fiscal, a atenção do mercado segue concentrada na pauta econômica em Brasília
A atenção do mercado retorna a Brasília uma semana após a aprovação do arcabouço fiscal na Câmara dos Deputados. Agora, os holofotes se direcionam para a capital federal depois da frustração causada pelos resultados do IPCA-15 na semana anterior, que superou as expectativas e esvaziou o otimismo decorrente do desfecho da saga que cercava a incerteza em torno da nova regra de gastos.
Na agenda desta semana, destacam-se a possível votação da desoneração da folha de pagamento e o projeto referente ao voto de qualidade do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf).
O primeiro ponto poderia ter um impacto negativo superior a R$ 9 bilhões (no ano passado foi R$ 9,2 bilhões de arrecadação a menos), uma vez que permitiria que empresas dos setores beneficiados pagassem alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez dos 20% sobre a folha de salários.
O segundo ponto, por sua vez, é considerado pelo governo como uma das principais medidas para eliminar o déficit primário do governo federal até 2024 (ninguém acredita).
Isso decorre do fato de que o voto de qualidade estabelece que decisões empatadas no Carf seriam consideradas como vitória da União, contrariando a interpretação atual, que favorece o contribuinte.
Tal medida poderia proporcionar um impacto positivo de mais de R$ 10 bilhões ao ano para as finanças governamentais.
Leia Também
Isso assume relevância devido à situação do arcabouço fiscal, que deixou a Fazenda em uma posição altamente dependente de novas receitas, as quais podem não ser prontamente identificadas.
Em outras palavras, o ministro Fernando Haddad enfrenta uma corrida contra o tempo para encontrar os recursos necessários para cumprir as metas de resultado primário estabelecidas dentro do próprio arcabouço, conforme será discutido a seguir.
Fonte: BCB.
Observe como estamos condicionados a depender de novas medidas nos próximos anos, equivalentes a mais de 1% do PIB, para cumprirmos nossos compromissos. No entanto, a realidade é que a confiança na realização dessas ações é escassa.
É amplamente aceito que o governo muito provavelmente não conseguirá eliminar completamente o déficit público até o término do próximo ano. No cerne dessa questão reside a disparidade entre as promessas feitas e as metas acordadas pelo governo.
Outras medidas suplementares giram em torno do aumento da receita municipal, como parte do acordo entre a União e os Estados para compensar as perdas de arrecadação do ICMS no ano anterior.
Isso ocorreu quando Bolsonaro reduziu a arrecadação estadual em setores como energia elétrica, comunicações e combustíveis.
Além disso, são consideradas a tributação de fundos exclusivos e a reestruturação de dinâmicas relacionadas a empresas estrangeiras e estruturas offshore.
Na tabela a seguir, você pode observar a discrepância entre as expectativas do mercado e o déficit público indicado pelo governo.
É interessante notar que, apesar dessa discrepância, o mercado ainda mantém a crença em uma eventual convergência para um déficit zero, o que é de grande importância.
A tarefa do governo é ancorar essas expectativas e oferecer uma trajetória realista para o cenário de gastos públicos. Desde que haja previsibilidade, os desafios tendem a ser minimizados.
Fonte: BCB.
A Reforma Ministerial está programada para ser efetivada nos próximos dias, oferecendo ao governo a oportunidade de conquistar pelo menos uma vitória nesse período.
Entretanto, o caminho não está isento de desafios (as preocupações com a situação fiscal estão impactando a curva de juros e, consequentemente, o mercado de ações).
Para exemplificar, a nomeação de Carlos Lupi, Ministro da Previdência, e de Anielle Franco, Ministra da Igualdade Racial, para o conselho da Tupy parece estar conectada com a reestruturação de cargos proposta por Lula (é provável que ambos sejam substituídos ou suas pastas sofram alterações durante esse rearranjo de posições).
A possível indicação de uma aliada de Lira para a presidência da Caixa Econômica Federal também sugere uma aliança de forças políticas.
O governo enfrentará a tarefa de manter as receitas existentes e obter novos recursos para continuar no caminho de fortalecer as expectativas e caminhar em direção a um orçamento público mais equilibrado nos anos seguintes.
Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais
Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas
Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje
Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana
O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas
Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta
Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado
Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo
A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia
Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro
O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?
Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno
Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos
Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.
As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês
Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?
Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje
Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje
Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar