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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

FECHAMENTO DO DIA

Wall Street em alta: o que Powell disse que garantiu os fortes ganhos do S&P 500, do Nasdaq e do Dow Jones

Nesta quarta-feira (01), o BC dos EUA manteve a taxa de juros inalterada na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano; a decisão foi unânime e amplamente esperada

Carolina Gama
1 de novembro de 2023
17:09 - atualizado às 17:13
O Touro de Wall Street, no distrito financeiro de Manhattan, em Nova York, nos EUA. - Imagem: Shutterstock

Se Wall Street teve um outubro sombrio no melhor estilo Halloween, não se lembra mais. O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq iniciaram novembro saltando mais de 200 pontos e renovando máxima intradiária, com avanços de 1%. O grande patrocinador desse otimismo é o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell

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Embora o chefão do banco central norte-americano não tenha cravado que o trabalho do Fed está concluído com relação à inflação, o entendimento dos investidores é de que os juros não devem subir mais este ano. 

Nesta quarta-feira (01), o BC dos EUA manteve a taxa referencial inalterada na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano, em uma decisão unânime e amplamente esperada. 

O comunicado com a decisão foi não muito diferente daquele de setembro, quando o comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) se reuniu pela última vez, mas as declarações de Powell na coletiva que veio depois da reunião de hoje fizeram Wall Street ver um cenário mais colorido. 

Confira a variação e a pontuação dos principais índices de ações de Nova York no fechamento:

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  • Dow Jones: +0,67%, a 33.274,58 pontos
  • Nasdaq: +1,64%, a 13.061,47 pontos
  • S&P 500: +1,05%, a 4.237,86 pontos
  • Não é Petrobras (PETR4): essa outra ação de petroleira pode valorizar até 70% em meio ao conflito no Oriente Médio; conheça o ticker gratuitamente

O que Powell disse afinal?

O presidente do Fed foi bem claro ao dizer que não há decisão tomada para a reunião de dezembro, a última do ano, e o banco central norte-americano precisa de mais dados para ter a confiança de que a inflação está mesmo na direção da meta de 2% ao ano. 

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Ele inclusive descartou qualquer possibilidade de corte na taxa de juros, afirmando que a política monetária deve continuar restritiva por mais tempo nos EUA. 

Acontece que na mesma coletiva, Powell deu sinais de que o ciclo de aumento de juros pode estar chegando ao fim. "Fomos bastante longe no aperto. Agora estamos perto do fim dele", disse.

A declaração, somada ao trecho do comunicado que indica que o Fed vai levar em consideração o efeito cumulativo dos apertos monetários anteriores, ajudaram na interpretação dos investidores de que o trabalho do BC dos EUA está, por hora, concluído. 

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O Fomc volta a se reunir pela última vez nos dias 12 e 13 dezembro. Até lá, os investidores ainda terão pelo menos dois dados de inflação, mais um dado de emprego e outro do Produto Interno Bruto (PIB). 

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A Europa subiu como o S&P 500?

Antes de o S&P 500 brilhar renovando máxima intradiária, o Dow Jones subir 200 pontos e o Nasdaq avançar mais de 1%, as bolsas da Europa já demonstravam otimismo e fecharam em alta. 

O índice Stoxx 600 subiu 0,7%, com destaque para as  ações do varejo, que avançaram 1,7% depois que o grupo britânico de roupas e utensílios domésticos Next aumentou a projeção de lucro pela quarta vez em seis meses.

Dados que mostraram que a inflação na zona do euro desacelerou para o menor nível em dois anos em outubro também ajudaram nos ganhos de hoje no Velho Continente. 

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A leitura foi divulgada depois que o Banco Central Europeu (BCE) interrompeu sua série recorde de 10 aumentos consecutivos dos juros, quando se reuniu na semana passada.

Confira a variação e a pontuação dos principais índices de ações da Europa no fechamento:

  • Londres: +0,28%, a 7.342,43 pontos
  • Paris: +0,68%, a 6.932,63 pontos
  • Frankfurt: +0,76%, a 14.923,27 pontos

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